sábado, 1 de julho de 2017

sobre patriotas, invencibilidade, imprensa, 48 anos e botinha

Um dia o time jogaria mal, as linhas não se acertariam.

Mas é preocupante a péssima partida de Moisés, em tempos que se ventila a venda Arana, menos pelo tempo de bola (voltando de tanto tempo parado para uma titularidade na altitude) e mais pelo posicionamento absurdamente errado: a primeira bola do jogo foi tomada no costado, diversos lances estático próximo dos zagueiros, com a lateral aberta e somente passou do meio campo, o que mudou a dinâmica do jogo a nosso favor, quando visivelmente cobrado pelos próprios jogadores.

E pior é que a melhora ofensiva não se deu essencialmente por Moisés atacando, mas pelo fato de que, sem ele, romero ficava isolado na ponta esquerda, então a bola, no engajamento, saía da direita, chagava no meio e não tinha opção de inversão, tornava o jogo previsível e deixou fácil para os jogadores colombianos travarem o setor. Basta ver que nos últimos 15 minutos da primeira etapa tentamos tabelas num meio congestionado que, dentre outras coisas, matou o jogo físico do Kazim.

O blog, aliás, tem alertado para a facilidade com que tomamos inversões de bola perto da área. Os laterais fecham o perímetro, cruzamentos adversários normalmente encontram nossos jogadores, sempre em grande número, mas a bola tem girado muito fácil, mesmo contra times fracos...



Aliás, uma hora a tal da invencibilidade acabará, e a única coisa que tranquiliza é que jogadores e comissão técnica ainda não incorporaram o discurso da imprensa de favoritismo, zaga intransponível e afins. Porque a própria imprensa será a primeira a falar em crise no primeiro tropeço da equipe. Até lá, sigamos pés no chão e saibamos lidar. Isso vale especialmente para a torcida.



Domingo, aliás, a tendência é de uma invencibilidade prolongada. Botafogo é um time muito aberto, que na frente aposta em correria que contra nós não funcionou neste ano (salvo com o time reserva contra a ferroviária, mas isso é bem atípico), e que depende de jogadores facilmente marcáveis como pimpão. E mais: como teremos a semana livre, a ordem tem que ser intensidade! Depois descansa porque a semana seguinte tem ponte e vermes.


E para nunca passar em branco: parabéns aos gaviões da fiel pelos 48 anos. A festa é merecida, e que o resgate dos valores de Flávio La Selva sigam em curso. (e amanhã quem for de bancada respeito o mar negro!)

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