segunda-feira, 26 de junho de 2017

Sobre liderança, Paulo Roberto e erros (?) sistêmicos da arbitragem

Não é somente sobre ser líder: é como ser líder!

Impressionante a solidez defensiva, a consciência tática dos jogadores e o comprometimento do elenco com o estilo e o padrão treinado.

Se vê claramente que há uma proposta de jogo, um estilo que demanda esforço defensivo a partir do centroavante, e uma compactação das quatro linhas que só funciona quando o time é muito bem treinado e, principalmente, quando os jogadores compram a ideia a ponto de saber que primeiro vem o coletivo, e depois dele o brilho e o toque individual.

E isso é mérito de quem comanda o vestiário, principalmente porque falamos de um clube que, no que depende da diretoria do cone Andrade, é uma trapalhada atrás da outra.

O blog se lembra da oportunidade, em um evento, de uma pergunta feita ao então treinador do Corinthians Adenor, em que foi dito que o diferencial da equipe, ainda em 2012, e que seria o diferencial evolutivo pessoal do comandante, foi entender o lado humano dos jogadores, que no grupo tinha gente com a mãe doente, gente que bebia demais, gente que não sabia lidar com salários e imprensa, gente com maus empresários na retaguarda, e que cada um deles necessitava uma atenção pessoal (no sentido humano da coisa)... com isso, o vestiário se fechava e o resultado era refletido no campo.

Vejo boa parte da imprensa esportiva falando no que Carille aprendeu e herdou taticamente da escola de futebol do Tite. Há, claro, é inegável, essa continuidade. Mas acho que a maior lição que Adenor deixou para o time, para Fábio e os demais trabalhadores que permanecem no PSJ, é exatamente a técnica de fechar o grupo. O pós gol de ontem deixa claro: a roda dos jogadores só se fecha na comemoração quando todos os atletas que estavam no campo de ataque chegam até Jadson.

Como Carille já pediu à diretoria, se não perdermos nenhum atleta nesta janela, a perspectiva é excelente. Mas tem um outro fator: cone Andrade precisa fazer o básico até a eleição, não atrapalhar o clima, manter o salário em dia e não inventar nada eleitoramente impactante no segundo semestre.



(notinha sobre Paulo Roberto: há quem diga que no Sport ele não era tão ruim quanto figurou em nossa lateral e nos jogos anteriores. Há quem diga que era sim limitado ainda em Pernambuco. Mas ambos falam que as arrancadas eram frequentes. Então a surpresa não é nisso, mas sim na qualidade com que fechou a diagonal em que Luan costuma correr e armar bem, na capacidade de marcar a armação sem fazer faltas perto da área. Mas ainda nos parece fraco para o time. Ainda parece aquém do elenco. Mas vale lembrar, por exemplo, que Rodriguinho precisou daquele jogo contra a Ponte para ganhar confiança e tardiamente deslanchar no futebol. A ver...)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

expulsão cantada, romero (?) e mais um baita jogo da defesa

Liderança certa e conforto para jogar domingo.

Por causa de uma ótima defesa (do goleiro aos atacantes - jô correu contra lateral aos 35 do segundo tempo), por causa de oportunismo e porque o time tá jogando, desse jeito aí, consistente, e quem se acostumou com o estilo já começou a gostar!

Jo perdeu dois gols no primeiro tempo que poderiam ter matado o jogo. Um ele perdeu mesmo; outro foi no preciosismo de querer o golaço, e isso não pode. Romero é um caso raro quando o jogo não é clássico: perde bolas idiotas na defesa, caminha, dá uns carrinhos doidos... e gabriel era uma expulsão anunciada, poderia ser no primeiro tempo, foi numa falta que não fez, mas desde a suspensão arrumada para domingo, ele poderia ter dado lugar ao substituto.

Kazin é outro caso raro. Duro, grosso, mas quase guardou um golaço.

jadson precisa voltar, jogar. É mais que MG, mas tem sido menos efetivo.

De ruim, falamos no último post, às vezes a bola gira muito fácil na frente de nossa área, ainda que sem efetividade.... mas atençao a isso...



sobre domingo, boa viagem a quem vai... e se jogar com camacho, com maycon e rodriguinho mais fechados e jadson municiando as inversões de alas, vai ser corinthians!!!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

líder, boa campanha, mas cadê a nota da CBF?

O jogo no Paraná era de se esperar pesado. Adversário bem arrumado, que vinha mostrando bons jogos e que vai tirar ponto de bastante gente.

Nada que fosse determinante para nos impedir dos três pontos, que poderiam ter vindo pro PSJ se não fosse um erro (erro?) infantil da arbitragem. Lance de um/dois, coisa básica do futebol, onde Jô recebia o passe partindo de trás da linha da bola, com total visibilidade para o bandeira.

Abriríamos sonoros 8 pontos para o terceiro colocado antes da décima rodada! Muita gordura para queimar!! Graças ao apiteiro paspalhão, ficamos 5 à frente, algo considerável, mas que devia estar melhor. Mas sabemos que em terra onde os pontos corridos são ano a ano questionados, deixar o time do povo abrir frente vai contra os princípios da TV, da CBF e principalmente da Crefisa.

Preocupante somente o fato de Cássio ter trabalhado mais do que o normal em bolas alçadas em nossa área. Também o fato de termos sofrido invertidas de bola fáceis, próximas à nossa área, nas costas dos laterais. De resto, a mesma segurança de sempre, e quando quis ditar o ritmo do jogo, bom toque de bola aparecendo, o que denota que o time está aprendendo a jogar fora de casa sem sentir pressão alguma.

Mas o questionamento principal é: em nossa estreia, a imprensa martelou um suposto pênalti para a chape. Ontem relativizou o impedimento, o que é descabido já que o erro foi crasso. E mais: a dona CBF, parlapatona e ladra histórica, soltou até nota sobre a arbitragem. Vai falar sobre o impedimento mal marcado e os dois pontos que nos sacaram ou se manterá seletiva quando o assunto é o time do povo?


Desde a revolução 1913 contra tudo e contra todos, Vai Corinthians!!!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sobre ganhar mais uma do cruzeiro e sobre ser muito líder

Num primeiro tempo que o Cruzeiro optou por não fazer nada, esperar acabar para fazer o Corinthians se abrir na etapa final, o que de mais produtivo se viu foi a consciência tática de rodar a bola até a defesa abrir. O gol - junto com outras duas oportunidades de bola parada - dá um alento pra esse fundamento que temos aproveitado pouco...

Do segundo tempo, algumas coisas que se pode tirar: quando paulo roberto jogar (um dos piores que já vimos pela direita), seremos atacados por ali; tomando pressão, se viu GA caminhando, o que é inadmissível; impressionante, e Carille acaba de falar disso na coletiva, a capacidade que tivemos de trabalhar a bola, mantendo a posse, agredindo e no campo de ataque, por sequencias de mais de dois minutos.

No mais, o abafa final era esperado, só achamos que queimar a bola tão fácil, e não deixar o tempo passar com o jogo nos pés, é (ou um dia será) um tiro no pé.

No mais, são 19 em 21 pontos. Muito Significativo. Boas perspectivas se traçam.

(e vale uma nota final sobre uma postagem dos gaviões acerca do preço cobrado para os visitantes. Sempre criticamos o abuso, e nossa gestão começa a mostrar que seguirá essa mesma prática que, se é mercadológica, não é do futebol, não é social, e não é humana. Nosso repúdio)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sobre clássicos, Carille e esses 20 minutos pré-jogo contra as Marias Mineiras

Em tempo, depois de uma pausa não planejada no blog.

A quarta força tem o jogo consistente o suficiente para que digamos que, de todos os clássicos do ano, mandamos em todos, e o único que se diz que perdemos (as penalidades contra as rosas no torneio amistoso) foi o que mais tivemos chance de golear, especialmente no segundo tempo.

Quando o ano virou, a dúvida era Carille ou Loss. Carille parecia menos tarimbado que Loss. Mostrou não ser verdade. Vivência de profissional é muito diferente de ganhar tudo na base (o que, claro, não desmerece em nada o trabalho e a competência do Loss e sua participação decisiva na entrada - finalmente - da base).

Carille fez o certo. Primeiro a consistência defensiva, depois o ataque. Vimos isso com Adenor e funcionou. Time desenha uma estratégia forte o suficiente para peitar geral e ir pras cabeças na reta final.

Hoje, daqui a pouquinho, é jogo-chave. O que tranquiliza é ver o elenco na mesma batida de antes, humildade primeiro. Mano, o treinador mais tranqueira e mafioso que passou pelo PSJ desde Luxemburgo, gosta de armar contra nós, mas a mística deve pesar.

E se passar essas sete rodadas forte, vamos longe.

Vamos pra bancada que é hora de Corinthians!!!


E quem tiver sinalizador que taque fogo na porra toda!!!!!!!