domingo, 13 de março de 2016

Sobre o foguinho, a libertadores e os protestos iniciados pelos Gaviões

Depois de uma temporada longa no exterior e do período de readaptação, o canal está aberto novamente:

1. Botafogo 0 x 3 Corinthians

Vitória que não vale muito num paulista de classificação encaminhada e de importância minimizada frente à Libertadores, mas que mostrou algumas boas possibilidades.

Primeiro, que Maycon tem que jogar no lugar de Rodriguinho. Não somente pela suspensão depois daquela expulsão imbecil do marcha lenta, mas porque é mais jogador mesmo, mais versátil, mais moderno, e que merece uma tentativa num jogo pesado como deve ser quarta-feira.

Depois, que Williams consegue jogar sem fazer dezenove faltas e dar quatro tropeços na bola. Falamos do segundo tempo, jogando como o freio da armação, e não como o cachorro louco que tenta desarmar ou acertar qualquer coisa, a qualquer custo, o tempo todo. Melhor que Bruno Henrique e seus passes descontrolados e tentativas de drible na saída de bola. Mas isso somente se mentalizar e cumprir um papel sem faltas desnecessárias, sem botes impossíveis e medindo sempre a força da ação.

Por último, que Guilherme rende mais quando faz o jogo agudo, da ponta para a área, e não na condução central. Implica movimentar algumas peças quando criamos. E implica, especialmente, que o jogador entenda que no padrão coringão-tite de jogo, meia e atacante aberto marcam sim, e, no caso do segundo, recompõem rápido e ajudam a fechar a lateral.


2. Cerro. Para que? Paraguaio!

A tendência é que a escalação proposta hoje tenha muito a ver com o time que deve entrar em campo quarta-feira. Maycon, Williams e Luciano no lugar dos dois suspensos e de BH. No caso de Luciano, André parece perder a vaga para si, começa os jogos a milhão, mas cansa rápido e começa a tentar alguns lances de efeito para aparecer. Fora a infantilidade da expulsão. Tem potencial, mas não teve a sorte de jogar num time pronto, como o Love, em que o elenco segurou a dele até se readaptar. André ou cresce com o elenco, ou deve mesmo perder espaço.

Isso fora os laterais: quarta devem jogar os que ficaram de fora hoje, Fagner e Arana. Edilson não serve, tentou uma bicicleta na defesa, ainda no primeiro tempo, e perdeu a chance de não passar vergonha. E Arana é mais completo que Uendel, especialmente na defesa, apesar de não ter a mesma bola parada.

Sobre o Cerro, não assusta, e não pode assustar. Temos um único porém preocupante: a perda repentina de inteligência tática e emocional no Paraguai. Nosso elenco é novo mas todos, ou pelo menos a espinha dorsal, com rodagem na libertadores. Não pode desacertar daquela forma, tomar tantos cartões e menos ainda perder peças por entradas idiotas.

De resto, foi um time que tentou se impor, no começo, na base da correria, contando com uma noite infeliz do Felipe; depois se safou pela nossa incapacidade de matar o jogo. Daí, no segundo tempo, a cagada defensiva do Uendel, que deixou girar e cruzar de qualquer jeito, junto com a inconsequencia de André e Felipe, deu no que deu.

Mas, como dissemos, não assusta. Não fosse o acima escrito e não faria nada. Tendência de vitória, a encrenca virá na Colômbia.


3. E os protestos?

Os Gaviões nasceram pra pode reivindicar.

É regra, inserta no DNA. Ou isso, ou perde toda a essência. Pertinentes e pontuais ações, que não devem parar caso Capez seja preso e as bandeiras e fogos e ingressos populares voltem ao futebol.

Os Gaviões tem capacidade para liderar a revolução que o futebol precisa. Que o Estado precisa. E que o país precisa. Nosso apoio é incondicional e irrestrito e sempre será.

A cada ato de luta, 1910 renasce!