segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Internacional 1 x 1 Corinthians - Vai torcida Fiel..


Família, desde 99, na final do Campeonato Brasileiro contra o Atlético MG, eu não acompanhava um jogo do coringão fora do Estado. Comparecer ao Beira Rio foi um momento de grande superação e alegria. Estar ali junto com meus irmãos incentivando e fazendo a festa foi sensacional. Obrigado Corinthians!

Cabe o comentário elogiando a organização da Brigada Militar para destacar a diferença de mentalidade e postura em relação a PM carioca que no jogo contra o Vasco expos a nossa torcida em situações absurdas e difíceis de comentar. Não podemos nos calar com aquela situação de São Januário e permitir que façam aquilo novamente. Temos que reinvidicar nossos direitos! Pelo que acompanhei, nenhum irmão reclamou da situação ali. O Vardema publicou aqui um post sobre este episódio para coletar relatos de quem vivenciou aquilo.

Bom, vamos ao jogo! Estava um calor absurdo de 32° e a atitude imbecil do Alessandro ao fazer uma falta estupida e desnecessária no campo de ataque complicou nossa situação no jogo. Diante desse contexto o empate é aceitável. Mesmo com a “titebilidade”, tínhamos time para ganhar ali! Como um jogador pode comprometer todo trabalho da equipe ao longo do campeonato com uma falta bisonha daquelas? Na boa, não dá pra entender. O jogador já esta encerrando o ciclo e apertou o foda-se nesse lance. Como será punido em pleno encerramento de campeonato brasileiro? Apesar dos Chorolados aparecerem por mais vezes em nossa intermediária, até o momento da expulsão, o jogo estava equilibrado. O Corinthians também criou boas jogadas e numa delas o Liédson furou feio.

Para o segundo tempo, com um jogador a menos e o Inter indo com tudo, nos restou compactar o time, rezar para São Jorge e tentar os lances de contra ataque. Danilo perdeu ótima oportunidade de sair na frente com uma cabeçada e algumas jogadas foram desperdiçadas com o time optando cadenciar a jogada ao invés de lançar o Liédson que apesar da fase, por algumas vezes ficou mano a mano.

Bom, os chorolados fizeram o gol e só ai que notei algum burburinho daquela torcida. Cantarolar na boa é fácil, mas aqui é Corinthians! Continuamos na fé empurrando o time. Na base dos chutões e alguns contra ataques fomos arrumando faltas na intermediária, uma quase pênalti, e por fim nossa redenção com um gol do Alex! Gol no final do jogo é sempre diferente.

Beira Rio mudo, ou melhor, chorando, pois isso eles sabem fazer muito bem e a Fiel em festa! Salve o Corinthians!



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Carta Aberta ao Excelentíssimo Sr. Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo.

Carta Aberta ao Excelentíssimo Sr. Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo.

Perplexos, assistimos, nesta terça-feira (18/10) a uma reportagem do noticioso SPTV, da Rede Globo de Televisão, que exibia um treinamento de policiais militares paulistas diante de situações críticas.

Na cena exibida para milhões de telespectadores, muitos deles jovens e crianças, os atores encarnavam criminoso e vítima em aparente situação de sequestro.

De maneira não menos absurda que ignominiosa, a vítima, de cútis mais clara, vestia camisa do São Paulo Futebol Clube, enquanto o suposto meliante, de pele mais escura, trajava a malha do Sport Club Corinthians Paulista.

Não conseguimos imaginar qual seria vosso propósito ao incentivar na corporação policial o ódio e o preconceito.

Há grave delito se vosso Secretário de Segurança Pública incentiva essa prática. Caso sua escusa seja a ignorância, ainda assim mereceria rigorosa reprimenda.

A bizarra dramatização serve apenas para cristalizar opiniões distorcidas e categorizações antropológicas que não encontram espelho na realidade.

Entre os 30 milhões de corinthianos, há, sobretudo, trabalhadores, desde 1910, ano de fundação do clube no bairro do Bom Retiro.

São estas pessoas, operários, estudantes, advogados, juízes, jornalistas, engenheiros, biólogos, médicos, veterinários, motoristas, empresários, servidores públicos e colaboradores de organizações privadas, entre outros, que constroem cotidianamente a riqueza de São Paulo.

Não por acaso, o Sport Club Corinthians Paulista é bastião histórico da concórdia, patrocinador da miscigenação que deveria orgulhar o povo deste Estado. Da célula empreendedora esportiva de Miguel Bataglia, surgiu uma instituição popular que agrega brancos da terra, negros, índios e descendentes de italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, sírios, libaneses, gregos, entre outros.

Ao fantasiar de corinthiano um bandido imaginário, os responsáveis pelo treinamento cobrem com a lama da vergonha não somente a corporação policial como o próprio governo paulista, cujos olhos deveriam estar atentos ao modelo de educação destinado aos agentes da segurança pública.

Nos últimos anos, temos acompanhado uma série de equívocos na gestão de segurança nos estádios, particularmente no que tange ao tratamento dispensado aos afiliados de nossas agremiação.

Registre-se, por exemplo, a absurda compartimentalização das entradas do estádio do Pacaembu. Em nome da “segurança”, exige-se que milhares de torcedores do setor Tobogã, inclusive mulheres e crianças, se espremam diante de um único acesso.

Agora, sabemos o porquê.

Considerada a visão turva e insidiosa de vosso designados para a Segurança Pública, somos cidadãos de segunda classe, ainda que paguemos em impostos o mesmo que os aficcionados da agremiação tradicionalmente associada à elite paulista.

É certo que esse tipo de cultura estúpida de exclusão resultará em novos conflitos, condicionando o olhar dos policiais a presumir culpa em qualquer torcedor mosqueteiro, o que ameaça a nós todos, particularmente nossos jovens e nossas crianças.

Exige-se do senhor, portanto, pulso forte e autoridade para punir imediatamente os responsáveis por tal injúria e apeá-los dos cargos de comando que ora exercem. É o mínimo que se pode esperar diante de tamanha infâmia.

MR777 - Resistência Corinthiana 777

sobre a farsa da volta das bandeiras

Um clube de futebol tem, tradicionalmente, três símbolos sagrados: o distintivo (ou escudo), o uniforme e a bandeira.

O distintivo, aquele carregado junto ao peito, é a assinatura do clube. Tudo deve levar essa marca, que define uma pessoa ou objeto como pertencente ao clube.

O uniforme é a armadura, o manto sagrado, a indumentária com a qual os iguais se reconhecem na multidão.

E a bandeira?

A bandeira é a expressão viva e em movimento do amor ao clube, sem tamanho ou formato definido, onde o portador dessa bandeira exibe a intensidade do seu sentimento.

Infelizmente, no estado de São Paulo, este símbolo vibrante e contagiante é proibido nos estádios, pois numa bela manhã de domingo, os responsáveis pelo nosso futebol acharam seguro fazer uma final de campeonato entre dois rivais com entrada gratuita em um estádio cheio de materiais de construção nas arquibancadas. O resultado, claro, foi uma tragédia que até minha filha de 6 anos seria capaz de prever: um torcedor morto a pauladas e vários feridos. E o Poder Público, perfeito e indefectível, tinha que responsabilizar alguém pelo ocorrido. De preferência alguém que não pudesse se defender e ao mesmo tempo, justificasse os fatos.

Como o rapaz foi morto a pauladas, encontraram nos mastros das bandeiras a desculpa perfeita.

E passados mais de 15 anos (a proibição ocorreu em 1995), o Governador Geraldo Alckmin se recusou a corrigir esta sandice, vetando o projeto que devolveria a alegria aos nossos estádios.

Todos os lugares do Brasil permitem o acesso das bandeiras com mastros aos estádios. Será que elas são feitas de material diferente das bandeiras paulistas?

E de tempos em tempos somos obrigados a ouvir nas transmissões que “os cariocas é que sabem fazer festa no estádio!” ou “Olha como o Mineirão está lindo!”.

Quantas pessoas morrem por ano no Brasil vítimas de “bandeiradas”? Bandeiras sozinhas saem andando por aí, agredindo pessoas nas arquibancadas?

Esta característica brasileira do proibicionismo é um dos maiores entraves para a evolução do nosso povo. Somos proibidos de fazer nossas escolhas: de comer um sanduíche de pernil duvidoso, de tomar uma cerveja quente e aguada no estádio, de fumar em lugar fechado.

Imagina um pai proibindo um filho de aprender a escrever porque usou o lápis pra riscar a parede da sala?

De repente eleger a Super Nanny pra presidente seria melhor, já que em vez do Estado cumprir seu papel regulador e mediador das relações sociais, prefere ser babá do cidadão.

Quem ofende, agride, fere ou mata é o ser humano, não é a bandeira, a pedra, o álcool, o carro ou a bala. O problema em questão é o ser humano, que deve ser educado. Ou proibido.

Leandro Bergamin é Corinthiano e colaborou com este texto para a discussão sobre a volta das bandeiras ao estádio!





NOTA DO BLOG

afora a muito pertinente questão levantada pelo texto acima, há que se discutir, e muito, a idoneidade dos entes governamentais envolvidos

notem: pouco tempo atrás, o ministério dos esportes empurrou, via conatorg, às torcidas organizadas, um TAC que obrigava todos ao fiel cumprimento do estatuto do torcedor, sob pena de banimento por prazo indeterminado

esse ajustamento de conduta, dentre outras coisas, nos obrigará, torcedores que somos, ao cadastramento biométrico, o que é o mesmo que chamar todos os torcedores de criminosos em potencial

a contrapartida oferecida às torcidas, e vendida mentirosamente ao torcedor comum sob o nome de TAC das bandeiras, era a volta dos mastros aos estádios, o que, quando do estelionato governamental, contou com apoio do ministério, que defendia a festa, e do MP, que afirmava ter um plano de controle e monitoramento, limitando a quantidade e registrando os indivíduos responsáveis

ocorre que, assinado o TAC, houve o veto governamental, sem que o MP ou o Ministério apresentassem seu posicionamento ou intercedessem posteriormente, tentando evitar que se consumasse esse absurdo, que nada mais reflete do que a preguiça do Estado em exercer suas funções fiscalizadoras

se ainda há medida, acredita o blog que cabe à conatorg, representante das torcidas organizadas, que eram as pessoas jurídicas que teriam de volta o direito às bandeiras, questionar publicamente os órgãos em questão para que façam, ao menos, um pronunciamento de discordância ao governador e o isolem nesse posicionamento preguiçoso e despótico

até mesmo porque estamos cheios de políticos e juristas omissos, presentes apenas em ocasiões eleitoreiras

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

a copa do mundo é nossa!

A COPA DO MUNDO É NOSSA
COM ITAQUERA NÃO HÁ QUEM POSSA
AS BIXA PERDEU DE NOVO
É O CORINTHIANS, TIME DO POVO!!





sobre o fieltorcedor - do blog República do Corinthians

o blog República do Corinthians é do nosso camarada Richard, e o original e o blog podem (devem) ser acessados clicando AQUI



A sacanagem do Corinthians com o verdadeiro fiel torcedor


Em meados de 2008, alguma pessoa no Parque São Jorge teve uma brilhante idéia.
Aproveitando que a torcida abraçou o time para a disputa dos campeonatos de 2008 resolveu criar o plano Fiel Torcedor.

Uma maravilha. O programa consiste em você adquirir ingressos para o jogo do time do povo pela internet, com uma enorme comodidade e também com uma certa vantagem de escapar de cambistas.

No começo, ninguém pôs uma fé no programa, ficava receoso e com o passar do tempo ele foi melhorando e praticamente se tornando um plano perfeito.
Virou realmente uma febre após as finais do campeonato paulista e da copa do brasil de 2009 no qual muita gente não conseguiu ingresso de arquibancada devido estarem todos nas mãos dos fieis torcedores e cambistas.

O plano era perfeito, privilegia quem vai sempre aos jogos com a “regalia” de comprar ingressos para os jogos mais importantes na frente das pessoas menos assiduas.

Pois é. De tão bom, começa a aparecer os problemas.
Nesta semana abriu-se os jogos no fiel torcedor contra Atlético Mineiro, Atlético Paranaense e Palmeiras.
Que maravilha não é?
Abriu os três últimos jogos, jogos no qual iremos fazer festa e empurrar o time e principalmente ser campeão contra o Palmeiras só que, algum gênio do Corinthians e do Fiel Torcedor decidiu abrir a vendagem para todos os associados e detalhe maior.

Quem estava adimplente na data da compra, mas o seu Fiel Torcedor estivesse com vencimento parcelado durante o mês de novembro e dezembro simplesmente ficou sem o direito de comprar ingresso.

Olha que legal.
Primeiro abrem para quem nunca vai e é torcedor de ocasião.
Depois pensam. Opa, vamos antecipar receita, porque o cara que está lá todo jogo e esta com o pagamento entre novembro e dezembro, vamos obrigar ele a pagar, assim conseguimos antecipar a receita.

Uma maravilha mesmo.
Muita gente que esteve lá o ano inteiro, roeu o osso, comeu a grama, simplesmente está fora de algum dos jogos, porque o sistema é feito por pagamento bancário ou cartão de crédito, e em última instância, indo até o Parque São Jorge efetuar o pagamento e resolver o problema na hora, só que, se o cidadão esta sem dinheiro, sem tempo para ir e só tem cartão de crédito, como ele faz cara pálida? Se o seu banco é outro sem ser o Bradesco (que tem agência no PSJ), como é que ele faz?

E o mais legal, eles não venderam com a alegação de que nossa e se o cara der calote??
E não é mais fácil por no sistema para mandar um e-mail para avisar que se não pagar não entra?
A vida inteira quem estava adimplente na data da compra dos ingressos, comprava tranquilamente os jogos em aberto, o FT é um bom plano, mas precisa melhorar muito a sua infra-estrutura, precisa ter seu próprio sistema de pagamento por cartão de crédito e débito para não depender de terceiros e muito menos de ficarem esperando a compensação bancária ou aviso do pag seguro, precisa dar prioridade nos últimos jogos do campeonato para os torcedores mais assiduos, porque não é justo alguem com 102 jogos na arquibancada, não ter o direito de ver o jogo onde sempre assistiu, de casais de namorados ficarem separados por causa disso.

Em tempo, eu consegui meus ingressos, sofri igual um condenado para conseguir resolver meu problema, mas este texto é um desabafo da patifaria que foi o que aconteceu esta semana com os corinthianos.
E em tempo novamente. Nada contra torcedor de ocasião, ele não é nem mais nem menos corinthiano, só que ele não pode ter o direito de tirar o lugar de quem sempre esta lá.
E em tempo novamente. Muita gente comprou o Fiel Torcedor simplesmente para revender.

Então, raciocinem.

mais sobre a imprensa marrom anticorinthianista

texto do observatório da imprensa, cujo original está aqui:



Incitação ao preconceito no SPTV
Por Luciano Martins Costa em 19/10/2011 na edição 664

Comentário para o programa radiofônico do OI, 19/10/2011


Uma das reportagens do noticioso SPTV, da TV Globo, transmitido por volta do meio-dia da terça-feira (18/10), tratava de um treinamento de policiais militares paulistas para enfrentar situações críticas. Na cena mostrada, policiais interagiam com atores fazendo o papel de criminoso e vítima, e um deles submetia o outro com um revólver.

A cena se desenrola rapidamente: o suposto sequestrador libera a vítima, que se aproxima dos policiais enquanto o “marginal” é dominado.

Na passagem diante da câmera, o detalhe que chama atenção: o ator que faz o papel de vítima tem a pele mais clara e veste uma camiseta do São Paulo Futebol Clube; o outro, no papel do bandido, é mais moreno e usa uma camiseta do Sport Club Corinthians Paulista.

A cena se passa rapidamente, mas é suficientemente clara para ver o escudo do clube nas costas do personagem.

Algumas questões podem se colocadas aqui. Uma delas: quem produz tais cenas para treinamento dos policiais sabe que está reforçando um preconceito que irá definir a ação dos agentes de segurança na vida real?

Outra questão: o jornalista encarregado de cobrir o evento deveria ter notado o detalhe e, tendo percebido, fazer a observação ao oficial encarregado do treinamento?

A terceira: tendo visto a cena, o editor que preparou o material para ser levado ao ar deveria ter acrescentado um comentário ou cortado a cena?

Último ponto: nada disso tem importância e o observador está procurando pelo em ovo?

Ora, até os últimos paralelepípedos da cidade sabem que a ação da polícia é contaminada por preconceitos contra os mais pobres, contra negros, mulatos, jovens malvestidos e outros cidadãos socialmente vulneráveis.

Entre esses preconceitos persiste a discriminação entre torcedores de clubes de futebol, sob a suposição de que há clubes “de elite” e clubes “populares”.

Mesmo que a história do futebol no Brasil mostre que a diversidade entre os torcedores desqualifica esse tipo de classificação, até o linguajar dos narradores e comentaristas esportivos eventualmente reforça esses preconceitos.

Agora, colocar um torcedor do Corinthians no papel de bandido para ensinar policiais militares como agir na repressão ao crime é mais do que preconceito: é um acinte contra milhões de cidadãos e um estímulo à violência policial discriminatória.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

sobre a reta final, a torcida e adriano

reta final

fazendo aqui aquelas projeções bestas, matemática aplicada na tabela aquém da realidade dura da bola e seus resultados imprevisíveis, o campeonato volta a ficar em nossas mãos, inclusive com chances de título antecipado, o que valorará ainda mais as passagens pra floripa que vem sendo compradas de balde pela fiel torcida.

ocorre que, ao contrário do que aconteceu no primeiro turno, não podemos mais perder pontos para times pequenos, em casa ou fora... e, pela tabela, passado botafogo, hoje, e nossos dois próximos compromissos fora, ambos vencíveis, precisamos de uma sequencia daquelas quase perfeitas, para não dar brecha a adversário que seja, masculino ou feminino.

para tanto, dois fatores devem preponderar: qualidade de rotação do elenco, com reservas e titulares com o sangue quente que faltou na segunda metade do primeiro turno, mas que parece que, após o recado dado nos protestos feitos no CT, foi recuperado; e união do elenco, que, também ao que nos parece, voltou com o afastamento do chicão, que, de certa forma, serviu de recado aos demais jogadores antigos de que tempo de clube não garante privilégios (jh e alessandro voltaram a correr) e mostrou aos recém chegados que o time não é formado por jogadores da diretoria.

a repetição de apresentações como o segundo tempo contra o vasco e o primeiro contra o atlético goianiense são emblemáticos, aquele pelo controle do jogo, este pelo volume imposto e pela construção do resultado, e, se forem constantemente repetidos, constituirão fatores importantes para nossa conquista.

e que não mais ocorra o chamado escanteio da morte!!


arbitragem

o blog vem se furtando a falar de arbitragem, mas é algo a que nossos jogadores devem se atentar, assim como nossa diretoria.

e não se trata do mimimi da bixarada e alguns outros times que sempre tentam justificar tropeços - se assim o fosse, teríamos diversos posts em sequencia falando disso nesse espaço.

ocorre que, desde a expulsão do edenílson contra o gremio, teoricamente por ter simulado contusão para retardar o jogo, algumas coisas graves tem ocorrido e ficam fora da imprensa anticorinthiana (e claro que não esperávamos algo diferente desses vendidos, a quem o companheiro cráudio japoneis, do chuta que é macumba, linkado ao lado, chama de latrina jornalística).

naquele mesmo dia, quando o resultado favorecia as gauchas, ainda no primeiro lance do segundo tempo, um alemão ruim de bola daquele time lixo caiu na própria área, saiu de maca, ganhou tempo e, ainda fora de campo, lateral para o time do sul e milagrosamente o "contundido" corre da maca para cobrar.

critério, safadeza, o caralhoaquatro... mas é no mínimo uma avaliação paradoxal da arbitragem de situações que ocorrem em todos os jogos, mas que só tem punição para os guerreiros de jorge, tal como se repetiu, recentemente, com emerson (que, claro, pela experiência que tem, não pode ser burro a ponto de forçar o segundo cartão, como o fez quando aplaudiu o palhaço do apito).

teve jogo com recuo de bola não assinalado, teve muitos pênaltis a nosso favor, e, contra o vasco, aquele do rio que se acha grande, e quando uma vitória nossa seria o emblema de pintou o campeão, tivemos um lance capital não marcado e dois impedimentos péssimamente assinalados.

e na imprensa, lance duvidoso só aparece se for para cariocas ou para as meninas, coitada delas.

notem: não se trata de mimimi, de inversão de valores, de armar uma justificativa para o final do campeonato, mas de darmos atenção ao contexto que sempre envolve as conquistas do time do povo. A consagração da revolta popular é o temos da burguesada, por isso cada tentativa de derrubar nosso levante alvinegro é mascarada, ocultada, por quem tem o dever de noticiar, fiscalizar, evitar e afins. Façamos nós, então, tal papel.



torcedores verdadeiros

é revoltante ver, num momento decisivo do campeonato, aqueles caras coringão de mil anos, de 100% de jogos em casa esse ano, de várias caravanas, de fora do estádio porque aquele cara que tem um fiel torcedor engavetado resolveu sair de casa pra gritar o nome do adriano.

jogadores passam, eterno é o corinthians, e é por ele que devemos lutar!

se vai para o estádio, vá para torcer para o corinthians! isso vale também para quem compra o fiel e fica, rodada a rodada, passando adiante para qualquer um só para manter o privilégio de compra preferencial em jogos importantes. Pare de passar o ingresso adiante. Atrapalha quem vai para a bancada com qualquer outro fito que não defender e empurrar o CORINTHIANS incondicionalmente.

e sobre adriano, claro que somos a favor dele no time, que dê certo, que desempenhe seu papel de protagonista do elenco e seja decisivo na reta final. Mas que pare a badulação, e que ele cumpra seu dever funcional e pare de encher a lata de cana (e sim, por experiência própria sabemos que aquele inchaço dele é característico dos cachaceiros), entre em forma e não exija que o time corra por ele, jogue por ele, crie e dê os gols para ele. Já vimos a consequencia disso quando o gordo deixou de jogar para andar em campo, após a copa do brasil de 2009, e ficamos quase dois anos jogando com dez em campo, com o grupo babando ovo pro dono da festa e crupiê da concentração.

e atitudes como a de ramires são lamentáveis, ainda mais quando o saldo de gols é importante. Adriano tem que escrever sua trajetória no Corinthians, e não o contrário.

jogadores passam, eterno é o corinthians, e é por ele que devemos lutar!



são januário

estamos finalizando um post gigante sobre os direitos do torcedor. Tomara que tenhamos toda a ajuda para difundí-lo e mostrar à nação o caminho para derrubar todos os dirigentes coniventes com aquela situação.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sócrates: 'Não tenho medo de morrer. Briguei pela vida'

"É fundamental a mobilização popular. Temos dois grandes grupos políticos: as torcidas organizadas e o MST (Movimento dos Sem Terra). A burguesia teme que esses grupos se fortaleçam ainda mais. Imagine as torcidas dos quatro grandes do estado numa ação comum, contra aumento no preço de ingressos, por exemplo. O grau de politização das organizadas vai dar a linha do nosso futuro. Esses movimentos estão no nascedouro e têm a ver com mudança na sociedade, é mais profundo do que futebol."


Sócrates: 'Não tenho medo de morrer. Briguei pela vida'

foto: Erika - Gaviões da Fiel - Depto. Comunicação
Em entrevista exclusiva ao LANCENET!, Sócrates abre o coração e fala sobre dependência ao álcool, futuro, Ricardo Teixeira...

05 de Outubro de 2011
LANCE

A casa da escuridão: assim Sócrates chama seu lar em Barueri (SP), onde se recupera de duas internações por causa de sangramentos no estômago e esôfago, decorrentes da cirrose.

– De manhã a gente lê, à noite ouvimos música – diz o ex-craque, obrigado a se mudar da sala de visitas para a de jantar quando o entardecer passou a prejudicar a filmagem da entrevista pela TV LANCE!.

Assim que a porta foi aberta pela esposa Kátia Bagnarelli, foi possível notar o gosto refinado. No som, Beatles. Ao lado, a caixinha do CD de Tom Jobim. Antes, revelou o Doutor, tocava Beethoven.

Nas mesas de canto, livros. Da biografia de Leônidas da Silva, o Diamante Negro, a intelectuais como Karl Marx e Nietzsche, passando por Che Guevara e Fidel.

– O mais importante é a capacidade de aprendizado. Se você tem um cérebro voltado para isso, aprende em todos os momentos.

Ídolo no Corinthians e na Seleção Brasileira, médico, politizado, Sócrates aprende agora a viver depois da quase morte. Desde agosto, foi internado duas vezes, esteve na UTI e o médico chegou a preparar sua mulher para o pior. Em casa, cultiva novos hábitos, mais saudáveis, sem o álcool, prazer que o acompanhou em boa parte da vida.

– Não tenho dependência alguma. Eu escrevia fumando um cigarro e com um copo de vinho. Isso não vai me fazer falta. Tenho amigo que coloca 20 adesivos de nicotina para viajar de avião. Isso é dependente químico. Para mim era só prazer.

30 quilos mais magro, Sócrates abriu sua casa e seu coração para o LANCENET!. Garantiu não ter medo de morrer e pressa para realizar seus objetivos. Uma campanha de conscientização das crianças e o combate à perpetuação no poder no futebol estão entre eles.

Leia a seguir:

Paulo Motoryn: Seu problema de saúde grave foi um baque grande, vai causar uma mudança de vida?

Sócrates: Não. Foi doído ficar dez dias entubado, 15 na UTI. Mas na perspectiva emocional continua a mesma coisa. Talvez agora tenha mais pressa de realizar o que ainda quero fazer.

Valdomiro Neto: Não pensa em rever algumas coisas por ter chegado a uma situação limite?

S: Não foi limite, foi gravíssima. Demorou para achar a causa porque era uma hemorragia venosa, e não arterial, que é mais comum. Não me arrependo de porra nenhuma que fiz na vida. Não tenho de estar morrendo para pensar, repensar... Meu fígado está bom pra caramba. O processo circulatório é que está com problemas e causa sangramentos. Se o processo circulatório hepático fosse no glóbulo esquerdo, ninguém saberia. Não tenho dependência ao álcool nem cigarro.

VN: Recentemente, uma coluna do Ruy Castro na "Folha de S. Paulo" citou seu caso como dependência. Você diz que não é. Incomoda esse julgamento das pessoas?

S: Ele deve ter transferido experiências para mim. É normal que algumas pessoas tenham carências e queiram dividir, pensam por que outros também não as tem. Não teria vergonha alguma de ser dependente de alguma coisa. Sou dependente da minha mulher, mas não do cigarro ou do álcool.

Alexandre Lozetti: Você teve medo de morrer em algum instante?

S: Todos nós vamos morrer. A gente se engana achando que não. Temos de aproveitar bem a vida, ela é importante, não a morte. Saber viver e respeitar suas missões e compromissos com a pátria que te escolheu e as pessoas que você ama. Agora mesmo pode cair um meteorito na minha cabeça e pronto, tchau!

AL: Mas se for possível adiar um pouquinho é melhor, não?

S: É difícil achar um guarda-chuva que aguente um meteorito (risos). Se você tem medo de morrer, é mais fácil morrer. Briguei três meses para viver, podia ter desistido e estive perto. Mas minha luta sempre foi para viver, cada segundo, e vão me aguentar por muito tempo ainda.

AL: Você se lembra de alguma coisa na UTI?

S: Nada. Além do coma induzido, eu me induzi ao coma (risos). Falei assim: vamos cuidar do resto. O organismo é muito inteligente, desliga tudo. Enquanto não recuperar todas as forças, a capacidade de compreensão fica mais complicada.

AL: Largou o cigarro também?

S: Não estou fumando. Muito pouco... Hoje não tem nenhum cigarrinho aqui.

VN: Você sempre se posicionou em assuntos políticos, como contra o Ricardo Teixeira. Por que é tão difícil vermos manifestações parecidas de jogadores de futebol?

S: Existe uma coerção ao pensamento do jogador de futebol, talvez por sua popularidade, força política e econômica. Ele tem tudo que um político sempre quis: poder social, econômico e político, mas não usa. Mas isso vai acontecer. O Paulo André (zagueiro do Corinthians) é amigo da Kátia (esposa) e fala da dificuldade de lutar contra o sistema. O artista tem de ter mais poder do que o patrão. Temos de mudar a Constituição. Ela dá autonomia às entidades, que mudam estatutos a qualquer hora. Quem leu antes ficou anos e anos: Ricardo Teixeira, Eurico Miranda, (Eduardo José) Farah... O estado não tem controle.

PM: Você consegue enxergar uma mudança nesse cenário?

S: Vai mudar. O processo num país com sociedade em construção, é desconhecido. O grau de mobilização é variável, são muitos interesses envolvidos. Mas é uma situação incompatível com o que esperamos. Há 20 anos lutávamos por eleições diretas e há um ano um metalúrgico terminou mandato de oito anos. Essa pátria muda muito rápido. Somos um povo miscigenado, carente por mudanças e temos pressa. Não sei como vai mudar, mas vai, e se bobear, antes da Olimpíada-16. Uma hora explode. É acreditar muito na impunidade que escapem tanto assim, e quando pegarem o peixe grande, tudo vai ao pasto. Ricardo Teixeira é o principal.

VN: Está surgindo muita coisa contra o Teixeira. Você o vê caindo?

S: Vejo. Há muitas falhas de estrutura nessa configuração que ele criou com excesso de confiança na impunidade. Politicamente se cercou bem, com deputados e gente da Justiça que trabalha para ele. Mas há falhas. Não sei porque pararam de falar na história do Delta Bank. Isso é agiotagem, contrair empréstimos pagando 50% ao ano em dólar! Isso, nos Estados Unidos, prende todo mundo. A Justiça tem de mexer nisso. Ele (Teixeira) representa o país. Em 2014 será mais importante do que o presidente da República. Vamos deixar esse cara lá?

Nota de Redação: em 2000, na CPI do Futebol, o Senado investigou empréstimos contraídos pela CBF no valor de US$ 36 milhões, a maior parte do montante junto ao Delta Bank, dirigido nos EUA por empresários ligados a Teixeira, que foi avalista da operação e pagou com taxas de juros muito superiores às utilizadas na época no país.

PM: A Justiça deve mexer, mas ele pode cair pela força popular?

S: É fundamental a mobilização popular. Temos dois grandes grupos políticos: as torcidas organizadas e o MST (Movimento dos Sem Terra). A burguesia teme que esses grupos se fortaleçam ainda mais. Imagine as torcidas dos quatro grandes do estado numa ação comum, contra aumento no preço de ingressos, por exemplo. O grau de politização das organizadas vai dar a linha do nosso futuro. Esses movimentos estão no nascedouro e têm a ver com mudança na sociedade, é mais profundo do que futebol.

PM: É possível fazer uma analogia com a Democracia Corintiana, em que o futebol foi agente de transformação social na época da ditadura?

S: É isso. Sempre dependemos de pensadores. De quem escolhe, de quem executa e da massa. O futebol pode fazer a massa tomar um papel mais importante.

AL: Como vê atuação da presidenta Dilma no processo da Copa?

S: Ela está reagindo às pretensões da Fifa, que quer portas abertas para os patrocinadores. A gente investe e eles ganham? Talvez pensem em protelar a construção de estádios absolutamente desnecessários, como o de Natal, para que não haja investigação. Mas vejo na figura dela uma resistência clara. Imagine como foi na Alemanha, que tem as melhores cervejas do mundo e viu a Budweiser dos Estados Unidos patrocinando a Copa. É o exemplo de como a Copa do Mundo é da Fifa e não do país que a sedia.

VN: Parece que Teixeira não tem medo de nada, não acha?

S: Tem medo, sim. Tem muito medo. Imagina se um cara desses perde o poder. Ele não é nada, nunca teve nada. Deve ser uma vida vazia pra caralho. Que graça tem?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

sobre os direitos do torcedor que foi a são januário

salve rapa

domingo, ainda no rio de janeiro, na bancada de são januário, depois de passar um baita perrengue pra entrar no jogo - claro, nada comparado ao que passaram as caravanas, e que somente viemos a saber no final do jogo, quando as mesmas adentraram o estádio - o blog, com alguns amigos, já havia decidido montar uma cartilha para mostrar a quem vai para aquele lugar quais os seus direitos, como acionar formalmente os responsáveis para que, como organizadores de um evento de massa e, consequencia disso, encarregados da segurança antes, durante e depois da partida, respondam pelos crimes, desvios funcionais, infrações ao consumidor e, havendo, danos morais e materiais de cada um.

essa cartilha está em fase de finalização, será levada às lideranças das caravanas... contudo, prontamente encontramos um problema: o medo dos torcedores e das torcidas de retaliações futuras.

sendo assim, caso seja inviável, dado o temor de um contra-ataque vindo das forças de segurança (sic) daquela terra sem lei, movermos nossos direitos nas quatro instâncias competentes (procon, corregedora da SSP/RJ, MP e justiça cível), montaremos todo um dossiê, completo, mostrando nossos direitos e as razões pelas quais a ação não saiu do papel, para o qual precisamos da ajuda de todos!

o blog vem cuidando da pesquisa legal, da elaboração dos textos e se encarregará da orientação de cada interessado (de forma gratuita e volubntária; para nós, não se trata de captação de clientela jurídica, mas de mostrar aos irmãos de bancada como proceder para reaver seus direitos).

contudo, precisamos, para alimentar nosso dossiê, de depoimentos de quem esteve presente! temos alguns muito bons, mas precisamos de mais, o cenário ideal é que cada torcedor que esteve em são januário nos mande seu relato, escrito de forma sincera, sem se preocupar em elaborar um documento formal, mas sim uma espécie de desabafo, preferencialmente com o máximo de detalhes possível.

com tudo isso, com nossos direitos somados às muitas versões que teremos, todas retratos de uma mesma saga da fiel torcida num campo de batalha, teremos força o bastante para, no mínimo, causarmos furor na imprensa, o que pode ser um caminho de pressão para que as coisas no rio de janeiro mudem.

então quem esteve no rio, ou quem conhece alguem que esteve no rio, encaminhe essa mensagem, esse pedido de ajuda. é de nosso interesse comum, e é de suma importância para que tomemos uma medida eficaz contra os abusos que sofremos naquela cidade há tempos.

basta mandar o relato para o email vardema@gmail.com, ou postá-lo em comentário, nessa mensagem mesmo.

quem não quiser ter o nome revelado, é só avisar que o relato será passado como anônimo em todos os meios de reprodução.

desde ja agradecemos, e muito, a ajuda. O blog acredita que mover as vias legais e a imprensa é o caminho para mudar essa rotina de guerra do rio... o olho por olho, nessa situação que já é extrema, pode levar a fins trágicos demais; e nossa mobilização formal é o caminho para acabarmos com a impunidade e autoritarismo que imperam nas entidades organizadoras do futebol (imaginem o cenário: o corregedor da PM do rio recebendo 1000 representações de abuso do batalhão no mesmo dia; dia em que chegam 1000 representações criminais no MP; e que o PROCON recebe as mesmas 1000 reclamações de crime contra o consumidor, ja que assim nos consideram... o barulho vai ser grande)

E VAI CORINTHIANS