terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Formigueiro - ano II, n. 20

O Formigueiro - Ano II – No. 20 - 22/08/2011

(Boletim oficial da Associação Nacional dos Torcedores)
Site oficial (para inscrever-se como associado) http://torcedores.org
E-mail: associaonacionaldostorcedores@gmail.com
Grupo: ant-noticias@googlegroups.com
Twitter: @ANTorcedores
Rede social: http://formigueiro.ning.com
Youtube: http://www.youtube.com/user/tvformigueiro

"Sem torcedor não há futebol, sem futebol não há alegria"

“Don’t follow leaders”

(Bob Dylan)

Pontapé inicial:

Depois de alguns meses sem ser publicado, retomamos o nosso “O Formigueiro”, boletim informativo da Associação Nacional dos Torcedores.

Mas, como era de se esperar, infelizmente ainda não podemos ver nenhuma mudança no mundo do futebol.

O calendário do futebol brasileiro continua caótico, e o confronto entre os dois líderes do Campeonato Brasileiro pode acontecer sem a presença de dois de seus principais jogadores, cedidos à seleção brasileira, para um amistoso contra Gana.

Outra coisa que continua igual é que, após um pequeno impasse, a Rede Globo manteve a exclusividade dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de futebol para a TV aberta, e certamente continuará expondo os torcedores aos horários que lhe interessam.

No dia 30 de julho, a ANT participou, em diversos estados, da Marcha por uma Copa do Povo (houve pequenas diferenças nos nomes).

Foram atos unificados realizados em diversas cidades brasileiras para protestar contra os mega-eventos e os impactos que já vêm ao causando ao Brasil: remoções, privatização de serviços públicos essenciais, escândalos de corrupção. Convocadas pelos comitês populares da Copa locais, as manifestações contaram com a presença
de milhares de pessoas e reunindo ativistas de diversos movimentos sociais.

Nas obras para a Copa do Mundo, temos uma novidade. Os trabalhadores começam a se levantar contra as péssimas condições a que são submetidos. Há semanas, houve greve em Belo Horizonte, e agora há uma greve no Rio de Janeiro, feita pelos trabalhadores da obra do Maracanã. Esperamos que tenham vitórias importantes.

Um abraço de formiga e de torcedor,

Alvaro Neiva (editor-torcedor temporário de O Formigueiro)



Ganhando a guerra da informação ... (ANT na mídia)

- Chris Gaffney deu uma bela entrevista à revista Carta Capital: “Copa do Mundo e Olimpíada”, investimento público, lucro privado. Confira: http://bit.ly/mOvRk1




PALAVRA DE FORMIGA

(ARTIGOS ESCRITOS POR NOSSOS ASSOCIADOS)

O que esperar da guerra entre os clubes europeus e a UEFA?

Desenha-se na Europa um novo momento no futebol. Ou pelo menos novos donos.
Por Irlan Simões, colaborador de Outras Palavras

O primeiro semestre do ano de 2011 marcará a história do futebol brasileiro como o período que viveu um dos maiores conflitos entre os grandes clubes do país, organizados em torno do Clube dos 13, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Após uma série de idas e vindas, a última palavra pertenceu mais uma vez à maior empresa de comunicação do Brasil, a Rede Globo, que como nos últimos 20 anos, manteve o seu poder quase pleno sobre o esporte mais amado do país. Essa briga, e essa disputa de interesses, no entanto, não são uma exclusividade do futebol brasileiro.

Nos meses de Junho e Julho de 2011, o mundo presenciou o momento mais tenso de outra guerra que se arrastava há anos: o conflito entre os interesses dos grandes clubes Europeus, em contraste com os desmandos arbitrários da União Europeia de Futebol (UEFA) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA). A importância de compreender os fenômenos políticos que se manifestam hoje no futebol europeu é imensa, uma vez que as transformações protagonizadas pela Europa chegam ao futebol brasileiro com um atraso mínimo de dez anos.

A associação entre os grandes clubes

O ponto de partida para entender tal atrito é a criação do G14. O Grupo dos 14, que reuniu os maiores clubes europeus, surgiu na tentativa de impor mudanças com relação às normas em torno da internacionalização dos atletas. Capitaneados pelo mirabolante presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, o grupo chegou a um acordo de paz com a FIFA ainda no ano de 2008.

De lá para cá, num curto intervalo de tempo, muita coisa mudou: os principais clubes ingleses, por exemplo, foram todos privatizados, as cifras do mundo da bola cresceram consideravelmente e a FIFA e a UEFA se envolveram em consecutivos escândalos de corrupção. Como afirmou o antigo presidente do G14, Thomaz Kurth: “Os clubes estão muito mais fortes hoje do que já estiveram no passado”. Kurth também acredita que hoje as entidades que governam o futebol “deram demasiadas justificativas para que se questionassem suas medidas”. (link http://www.nytimes.com/2011/07/30/sports/soccer/
30iht-fifa30.html)

É isso que tem de fato dado força aos clubes mais ricos da maior indústria do futebol mundial. Reunidos desde 2008 em torno da Associação dos Clubes Europeus (European Clubs Association, a ECA), a ofensiva desse grupo cresceu em notoriedade e agressividade. A ECA hoje agrega 197 clubes de todo o continente, dirigidos por nove principais clubes: Real Madrid, Barcelona, Milan, Internazionale, Liverpool, Manchester United, Chelsea, Arsenal e o Bayern Munich, clube dirigido pelo então presidente da Associação, Karl-Heinz Rummenigge.(link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/european-clubs-breakaway-fifa-
uefa)

Uma Assembleia da ECA em Genova, no início do ano de 2011, cumpriu discutiu os encaminhamentos de tais clubes diante das medidas planejadas pela FIFA de expandir os jogos amistosos internacionais e de promover a Copa do Mundo do Qatar 2022, no período do inverno. Esses dois pontos ferem os interesses das agremiações, uma vez que as mesmas são obrigados a manter os pagamentos dos jogadores utilizados pelas seleções nacionais, mesmo correndo o risco de perdê-los por lesões, inclusive no meio das temporadas européias.

“Nós apelamos para que a UEFA garanta que um mesmo jogador não possa ser convocado para dois torneios internacionais diferentes”, afirmou Umberto Gandini, vice-presidente da ECA e dirigente do Milan, em fevereiro de 2011, logo após a Assembleia da Associação. “Esperamos que possamos discutir sobre isso sem entrar em conflito como fizemos em 2008”, concluiu. (link http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/olympic_games/london_2012/9391653.stm).

Os baluartes da ética?

A ECA, a partir desses casos, tem propagado uma intensa campanha de questionamento sobre a “democracia no futebol”, e qual o espaço de deliberação que os clubes tem para definir os rumos do futebol. As arbitrariedades cometidas pela FIFA e UEFA, de fato, seguem uma lógica de manutenção dos grupos de poder que controlam as entidades governantes há anos: garantindo mais vagas para continentes específicos na Copa do Mundo, ou para clubes de certos países na Champions League, os atuais dirigentes garantem também o voto daquelas federações e clubes que os manterão no poder.

“Será que eles estão aptos a nos representar?”, foi o que afirmou Rummenigge, pouco após a reeleição de Sepp Blatter enquanto único candidato à presidência da FIFA. Foi juntando esse esquema corrupto de tráfico de influencia com a sequência interminável de casos de improbidade administrativa, propinas e manipulações de resultados levados a público, que a ECA viu um terreno fértil para avançar na sua batalha pela deslegitimação da FIFA e da UEFA.

Apenas nos últimos dois anos, 9 membros do conselho executivo da FIFA foram banidos por envolvimento com atividades ilegais no comando da Federação. Mais recentemente, o presidente da Concacaf, também caiu em denúncias sobre suborno de árbitros. (link http://www.nytimes.com/2011/07/30/sports/soccer/30iht-fifa30.html)

A partir daí, foram consecutivos os ataques e avanços da ECA. Em Outubro deverá acontecer uma reunião articulada por Rummenigge, presidente da Associação, com Ministros dos Esportes de 27 países europeus. Nas palavras de Dennis Abott, enquanto representante de Androulla Vassiliou, Comissária de Esportes da União Européia, as autoridades nacionais foram convidadas para discutir, num encontro que acontecerá em Cracóvia, na Polônia, a “boa governança dos esportes”, tema que levará aos recentes casos de corrupção na FIFA. Momento mais do que oportuno para o avanço da ECA. (link http://www.nytimes.com/2011/07/30/sports/soccer/30iht-fifa30.html)

Hoje se sabe bem que tais entidades não são passíveis de intervenções estatais, pois são de direito privado. Há, inclusive, uma deliberação da FIFA de suspender Federação nacional onde isso ocorrer, com o propósito de “protegê-las”. Realidade da qual os mandantes da ECA provavelmente estão cientes, mas compreendendo que uma intervenção no âmbito jurídico para punir os principais dirigentes da FIFA e UEFA, pode ajudar a limpar o meio de campo e abrir espaço para as mudanças que desejam.

Ventilou-se a possibilidade de um racha na UEFA, por alguns motivos: a inserção e forte articulação que a ECA teria, a crise pela qual passava a FIFA, e principalmente o fim do termo de comprometimento que obrigava os clubes europeus a disputarem as competições da UEFA. Como afirmaram grandes jornais europeus, (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/european-clubs-breakaway-fifa-uefa)
esse termo expirará em 2014, o que abriu brechas para a conspiração. Basearam-se inclusive nas declarações de alguns dirigentes desses clubes, como o próprio Uli Hoeness, então presidente do Bayern Munich, “Caso essa democratização não ocorra a curto prazo, os clubes europeus vão proclamar a sua independência. Será uma verdadeira revolução. O futebol não merece estar a mercê de gente como Blatter e
capangas”.

Sondou-se que desse rompimento da ECA com a UEFA surgiria a European Super-League (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/european-clubs-breakaway-fifa-uefa), numa articulação muito parecida com a ocorrida na Inglaterra: os clubes romperiam com a entidade governante e passariam a gerir o seu próprio torneio. O torneio teria a participação de 20 clubes, modelo bem reduzido se comparado a atual Champions League, cujo calendário extenso incomoda os gigantes europeus.

Acontece que, de alguma forma, a tática da ECA parece ter mudado. Seja por visualizar que o momento ainda não é o ideal, ou por ter sido tal história do rompimento desde o princípio um blefe, a realidade é que Rummenigge afirmou, em 4 de Agosto que enquanto eram o G14, tinham um plano claro de rompimento, o que “se tornou uma idéia não mais viável”. Alguns afirmam que o receio dos clubes de menor porte é que o racha poderia causar o banimento das suas Federações. (link http://www.insideworldfootball.biz/worldfootball/europe/9503-is-blatter-fit-to-run-
football-asks-head-of-european-club-association)

Que realmente motiva essa guerra?

“A resposta curta é: dinheiro. Muito dinheiro”. Foi assim que Matt Scott definiu o eixo central dessa guerra que move o futebol europeu, em um artigo muito pertinente
para o jornal britânico The Guardian (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/uefa-champions-league-european-revolt?INTCMP=ILCNETTXT3487). Localizado no centro do futebol-negócio (link para texto sobre futebol-empresa que está no Outras Palavras), Scott visualizou como nos anos mais recentes, o perfil dos grandes investidores e proprietários de clubes mudou.

Ele avaliou que antigos nomes como Silvio Berlusconi, dono do Milan, barão das telecomunicações e ex-Primeiro Ministro italiano; e Roman Abramovich, proprietário do Chelsea e dono de um imenso conglomerado de empresas na Russia, tinham nos clubes de sua propriedade interesses políticos ou mesmo de ordem pessoal. Mas que não necessariamente se preocupavam com os balanços negativos nas receitas dos seus “brinquedinhos” ano após ano.

Realidades que os diferenciam de Malcolm Glazer, norte-americano proprietário do gigante Manchester United, que também é magnata do petróleo. A utilidade que um clube do porte dos Red Devils lhe confere é a de gerar receitas para sustentar seus outros negócios. Fazendo com que a renda gerada pelos torcedores (para ele apenas meros consumidores) não se revertesse em investimentos no próprio Manchester. É inclusive esse um dos motivos que tem levado torcedores do clube a lutar pela sua saída (link com matéria sobre resistências ao futebol negocio no Outras Palavras)

O futebol, antes já extremamente mercantilizado e privatizado passou principalmente a partir da era Glazer, a cumprir um papel fundamental na acumulação de riquezas de grandes grupos econômicos multinacionais. Não é a toa que empresários de países que sequer tem tradição em futebol passem a investir bilhões na compra de clubes do futebol inglês, o mais aberto do mundo. Hoje, grande maioria deles é de chineses, árabes,canadenses, russos e mais enfaticamente norte-americanos.

É interessante notar como estes tempos de instabilidade no mercado financeiro tem gerado também uma insegurança aos donos de clubes. Mesmo que a tal crise não tenha atingido enfaticamente o mundo do futebol, ou que pouco se comente sobre isso, é possível notar atitudes mais comedidas das partes dos donos de clubes. Contratações menos arriscadas, venda de estrelas (a exemplo da forçada saída de Sneijder da Internazionale, jogador fundamental nos últimos anos), e a ausência de alternativas para garantir a taxa de arrecadação que um dia tanto atraiu esses investidores.

A realidade que vivem hoje os grandes clubes europeus acompanha sim a dinâmica do mercado financeiro em apuros. Foi como pontuou François Chesnais em seu brilhante e profético ensaio “Mundialização: o capital financeiro no comando”: “Os mercados financeiros são povoados de investidores que não tem nenhuma memória das crises da bolsa do passado. O grau particularmente elevado da miopia dos mercados financeiros nascidos da longa fase de altas pode engendrar comportamentos de pânico. Estes serviriam de acelerador da crise, reforçando as dimensões subjetivas dos mecanismos de propagação”.

Esse processo deve recair inclusive sobre os clubes brasileiros, eternamente acostumados a ser mero exportador de pé-de-obra para quitar suas dívidas sem fim. Cenas dos próximos capítulos. (link http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2011/08/09/o-paradoxo-o-medo-e-o-risco-dos-proximos-tempos).

É dentro dessa ausência de respostas em curto prazo que os donos de clubes europeus, agora organizados em torno da ECA necessitam, mais do que nunca, disputar a grande soma de recursos que rondam o futebol, mas que caem diretamente no bolso da FIFA e da UEFA. Ou mais precisamente, no bolso dos seus corruptos dirigentes.

A começar pelos bilhões de dólares despejados pelos anunciantes em publicidades de toda a ordem, desde placas no campo, até exclusividade na venda de produtos durante as partidas. Apenas a título de informação, num curto intervalo de 12 anos, correspondentes ao período entre 1997 e 2009, a FIFA saltou de uma arrecadação anual de 22,5 milhões de dólares para a assustadora cifra de 1 bilhão (link http://sports.nationalpost.com/2011/08/01/is-world-soccer-headed-for-a-revolution/#more-41555)

Outro ponto fundamental que almeja a ECA é a deliberação sobre a quantidade de participantes nas competições. Nos últimos anos tanto a Copa do Mundo como a Champions League cresceram consideravelmente em número de participantes e fases classificatórias. Medidas que acarretam mais custo para os clubes, mas ainda mais renda para as entidades governantes. Assim como a convocação de jogadores de salários astronômicos que não são pagos pelas Federações nacionais, que lucram muito com as partidas. Só a Copa do Mundo de 2010 garantiu 3,7 bilhões para a FIFA, do qual foi repassado o valor irrisório de 40 milhões como compensação para os clubes que cederam seus craques. O valor final girou em torno de 100 mil dólares para cada agremiação. (link: http://www.guardian.co.uk/football/2011/jun/14/fifa-international-friendlies-europe-clubs?INTCMP=ILCNETTXT3487), sem contar o valor arrecadado em amistosos, que ganharam mais tres datas anuais.

O principal ponto de disputa entre todos eles, sem dúvidas é a venda dos direitos de imagem. Num momento de total convergência tecnológica e de um futebol enquanto um espetáculo acessível em todos os cantos do planeta, os valores são quase incontáveis no acerto com as maiores empresas de comunicação do mundo. Grande parte fica na mão da FIFA e de UEFA. Não foi a toa que numa matéria no Guardian, o depoimento de um dirigente de um grande clube inglês não identificado dizia: “Há um imenso potencial financeiro desperdiçado no futebol da forma como ele está”. (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/european-clubs-breakaway-fifa-uefa)

“A ECA é o que chamo de ‘Cavalo de Tróia do Futebol Moderno’”, foi o que afirmou em entrevista Fred Elesbão, economista, colaborador do site TorcidaGanhaJogo.blogspot.com. “Funciona mais ou menos como a máfia do Clube dos 13 no Brasil. Uma instituição criada pelos ricos para defender o interesse dos ricos”, prosseguiu.

Fred, que é torcedor do Náutico, um dos clubes renegados do C13, que morou na Alemanha e acompanhou de perto o futebol local, endossa a argumentação de Malcolm Clarke, presidente da Football Supporters Federation, entidade que representa mais de 180 mil torcedores europeus: “A única coisa que podemos concordar com a ECA é que a FIFA precisa ser democratizada”. Clarke também aponta como os clubes de menor porte acabam por se tornar reféns dos gigantes dentro da Associação, ganhando menos que os clubes centrais, mas receosos de estar fora da instituição e “perder a boca”. (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/28/fifa-fans-super-league-opposition?CMP=twt_gu) Panorama muito parecido com o que vivem os times periféricos do C13.

Num artigo para o Guardian, Rob Smith também não teve meias-palavras para definir o grande jogo de belos discursos que ronda essa guerra: “Só há uma coisa a fazer.

Cancelar a temporada 2011-12 e decidir se queremos o futebol enquanto aquele jogo que nos apaixonamos desde crianças, ou o grande e avarento fiasco que ele se tornou. Se for o caso do ultimo, definitivamente é o momento de parar o futebol”. E continua “[a ECA] deseja fazer o Futebol 2.0, semelhante ao antigo, mas com o dinheiro indo para ela ao invés de ir para FIFA e UEFA”. (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/28/the-fiver-european-breakaway-threat?
INTCMP=SRCH)

Assim como no caso brasileiro, essa batalha se mostra uma escolha entre o ruim e o pior, na qual estamos ainda procurando a “menos pior” saída, mesmo sem saber qual é ela. O problema central, que aqui se mostra, é que ainda não há de fato uma organização em massa dos torcedores capaz de colocar um novo elemento nessa história: o daqueles que vivem do futebol para o futebol.

Enquanto o jogo estiver dividido entre duas ou mais forças que buscam nele apenas o beneficio econômico, a cada batalha finalizada, mais perdem os torcedores. As mudanças desejadas pela ECA não representam em nada o que desejam os torcedores europeus: ingressos mais baratos, direitos de torcer e de se inserir no clube, a não venda das agremiações, e tantas outras vontades expressadas no recorrente grito de “Não ao Futebol Moderno”, que sai das arquibancadas.

Democratizar as entidades governantes do futebol é um mínimo. Mas e os clubes, continuarão sendo usados como um brinquedo na mão desses bilionários? E os torcedores, continuarão sendo tratados como consumidores frios e arrivistas que pouco se envolvem com as cores e símbolos que fizeram a historia de tanta gente? E os estádios serão novamente demolidos e adulterados para satisfazer o planejamento de marketing de uma determinada empresa que comprou o seu nome?

A nossa tarefa histórica enquanto torcedores, conscientes da natureza da político-econômica do futebol moderno, continua sendo a de politizar todos os fans, supporters, tifosi e hinchas para que tomem os seus clubes de assalto. Lutem pela democracia interna, disputem os conselhos e façam com que o futebol funcione para o próprio futebol e não para o interesse privado de poucos milionários que se apropriaram dele.



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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

sobre tite, ceará, aproveitamento e monstros

Com as desculpas pelo post curto, dada a falta de tempo para escrever ainda antes da rodada dessa noite, e atrasado, decorrência do estado de espírito e nervos com o qual o blog saiu do pacaembu, o qual não podia prevalecer para que post não passasse dos limites e das diretrizes que seguimos

1.tite

vejam nos nossos pós-jogo, a quanto tempo temos escrito sobre as cagadas do adenor, para quem mudar o time é tirar o wiliam... domingo novamente ele era o melhor do nosso ataque, e, quando saiu, tinhamos um danilo parado, sumido no jogo, mesmo após um bom primeiro tempo...

tínhamos, também, um jorge henrique mais preocupado em fazer o lance e olhar para a torcida do que em produzir para o time... nada que retire sua importância tática, normalmente usual, mas que, quando deixada em segundo plano, o tornam um jogador totalmente substituível...

afora que recuar, mais uma vez, contra um time do gabarito do ceará, ao invés de matar o jogo, é uma lástima, uma covardia que, se pertence ao futebol, não pertence, não pode jamais pertencer ao grande Corinthians!

mas seu adenor nao tem conhecimento algum de alteração de padrão; e não é surpresa... tanto que sempre ressaltamos a sorte dele e do elenco nas primeiras rodadas, e sempre alertamos para diversas falhas recorrentes na carreira desse fraquíssimo treinador...

falam que ele não pode sair porque tem o elenco com ele... até parece que nenhum outro tem essa capacidade... chega de mesmisse e covardia!


2. elenco

ser o melhor time da américa no papel vai levar jogadores preguiçosos e presunçosos até lugar nenhum...

elogiamos acima wiliam, mas porque era, dos péssimos, o menos pior... porque chega de perder gols que o centroavante do quinze de piraporinha não perde... chega de clones do moacir na lateral esquerda...

chega de insistir em pseudo-craques e fritar nossa promissora base aos 44 do segundo tempo...

se medalhões não tem culhão pra encarar a responsabilidade, a rapaziada do terrão não só os têm, por saberem e respeitarem o solo que pisam, como têm consigo a ciência do apoio da torcida, que sabe de quem cobrar...


3. escanteios

é insuporável ver que o seu adenor marca faltas e escanteios adversários com 11 homens dentro da grande área...

falamos por aqui que isso mata o contra ataque e a segunda bola... e considerando a capacidade de girar bem a bola em velocidade, a besta do tite mata, assim, uma de nossas maiores armas...

pior ainda é ver que, após 5 escanteios, e com 6 homens contra 11, a porcaria do ceará ainda consegue realizar uma jogada manjada, que deveria ser plenamente anulada por qualquer treinador+elenco que visse seus últimos jogos!

notem: com 5 jogadores a mais, ainda assim havia um cearense livre para cabecear na segunda trave, com a bola viajando por toda a área e, não contentes com isso, nossos marcadores (ou nosso time inteiro, ja que todos estavam por ali) ainda perderam o rebote (do qual, ao nosso ver, jc nao teve culpa, e o qual nosso time perdeu com 6 jogadores a mais, ja que um deles estava fora do lance de sobra, visto que cabeceou)...

acho que a revolta do blog foi exatamente por causa disso... eu (vardema) confesso que somente não fui à saída dos jogadores porque alguns amigos evitaram... e me arrependo amargamente de não ter feito nada, porque o conformismo da arquibancada já encheu o saco!


4. conformismo da arquibancada

turistas de arquibancada, voltem por favor ao payperview

o silencio de voces durante o jogo, principalmente dos que se infiltram nas TOs, atrapalha aqueles que apóiam incondicionalmente (nota de apoio às TOs, mesmo com a exclusão elitista dos ingressos e com a infiltração desses turistas, o papel segue sendo feito, com apoio total durante todas as partidas, com destaque às fora de casa)

atrapalha, e revolta, especialmente quando resolvem romper o silêncio para comemorar gol contra porco e bixa

vale repetir: se prefere gritar gol somente contra rivais e pseudo-rivais, seu lugar é o pay per view, donde pode zapear por todosos jogos...

sinceramente, nunca vimos corinthianos de verdade, adeptos e difusores do verdadeiro corinthianismo, do sentimento revolucionário centenário das arquibancadas, precisarem de mais do que o próprio sentimento para rasgar o peito e gritar CORINTHIANS aos quatro ventos... quanto mais quando nosso manto está em campo, aí sim é nosso dever apoiar o tempo todo...

ver o silencio de grande parte do estádio ser quebrado por um jogo de rival, e nao somente porque ali estava o corinthians, foi uma decepção tamanha... mais uma prova de que a luta nao pode parar, de que há muito a se melhorar na bancada e na diretoria... (chega a parecer que o gol de empate que sofremos nada mais foi senão um castigo a esse pessoal...)


5. mostros

o seu adenor, mais uma vez ele, vem a nós falar de monstro criado por bom aproveitamento... seu tite, onde o sr trabalha, ainda mais com o time e a estrutura que tem nas mãos, bom aproveitamento nada mais é que sua obrigação...

como diz nosso mano tico loko, 11 pontos a cada 5 jogos... e não 6 pontos em 6 jogos fáceis...

não há monstros nisso, há competência!





pela volta do corinthians guerreiro e do corinthianismo pleno na arquibancada,

VAI CORINTHIANS

nota dos gaviões sobre preconceito e covardia - força evandro

Os Gaviões da Fiel ao longo de sua história de 42 anos sempre defendeu e lutou pela liberdade e repudia qualquer forma de discriminação, por este motivo, estamos manisfestando publicamente nossa PROFUNDA INDIGNAÇÃO com o fato ocorrido nesse último domingo 14.08.11, envolvendo Evandro de Lima na casa de eventos Bar Lisboa, localizado na Rua Euclides Pacheco, 287 - Tatuapé - São Paulo.

Segundo relato da familia e amplamente divulgado na midia, Evandro de Lima 25 anos, foi abordado pela equipe de seguranças da casa para que tirasse a camisa dos Gaviões que portava , o rapaz já estava de saída, se recusou a tirar a camisa, pois ja tinha pago a comanda e estava saindo do local. Este foi o motivo pelo qual Evandro foi espancado até atingir o estado de coma. Conforme relato de dois amigos que estavam com ele, mais de 10 seguranças agrediram Evandro.

Diante dos fatos apresentados, concluimos tratar-se de uma situação de extremo PRECONCEITO e COVARDIA, vindo daqueles que deveriam zelar pela integridade fisica de Evandro, que só foi se divertir com os amigos.

Nós dos Gaviões da Fiel, colocamo-nos a disposição da familia para qualquer apoio que se faça necessário e acompanharemos o caso que está sendo apurado pelos orgãos competentes. Esperamos ainda que os envolvidos sejam punidos com o mesmo rigor que é aplicado aos torcedores organizados.

fiel bela vista - murão

FIEL BELA VISTA - RSJ

resistência corinthiana no centro da cidade







leitura obrigatória

http://espiritocorinthiano.blogspot.com/2011/08/paralelos-ii.html

festa de 101 anos do Corinthians na RSJ

Salve rapa... sábado, dia 03.09.2011, teremos festa de aniversário pro nosso grande Corinthians, a partir das 14:00, na Rua São Jorge.

Presença de ex-jogadores, samba, muita cerveja, churrasco, queima de fogos e aquela exaltação ao verdadeiro Corinthianismo!

vamos chegar!!

sábado, 13 de agosto de 2011

o campeão dos campeões


é hoje rapa...

vale prestigiar o brilhante trabalho dos corinthianos e corinthianistas Filipe Gonçalves, Fernando Wanner e Luiz Wanner

terça-feira, 9 de agosto de 2011

porque a piada não pode acabar nunca...

depois de FIFA voltar atrás e recolocar o estádio do morumbi na copa de 2014, diretoria cor-de-rosa se apressa já começa obras de melhoria no entorno:













kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

chupa bixarada!

mais uma prova da importância dos gaviões na história do Brasil

Diretas Já e eleição de Tancredo foram alvo de espionagem
Documentos sigilosos obtidos pelo iG no Arquivo Público do Estado mostram que Polícia Civil monitorou abertura política do País

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 03/08/2011 07:00



original (com fotos) aqui: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/diretas+ja+e+eleicao+de+tancredo+foram+alvo+de+espionagem/n1597098849109.html




Texto:
O movimento pelas Diretas Já, em 1984, e a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral, em 1985, considerados marcos do fim da ditadura militar (1964-1985) e início da democracia brasileira, foram alvo de espionagem da Polícia Civil de São Paulo.


Documentos sigilosos disponibilizados pelo Arquivo Público do Estado mostram que o extinto Departamento de Comunicação Social (DCS) da Polícia Civil mobilizou grande aparato de homens e recursos para monitorar todos os passos e personagens centrais do processo de abertura política, inclusive infiltrando agentes em atos e comicios.

Nem o governador do Estado na época, Franco Montoro, um dos principais articuladores do movimento pelas Diretas Já e chefe da polícia, escapou da espionagem do DCS. Partidos políticos, artistas, religiosos, jornalistas e até a Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, também foram vigiados pelos arapongas.

“As facções denominadas Gaviões da Fiel e Coração Corintiano, torcidas organizadas do E.C. Corinthians Paulista, também participaram da passeata trazendo uma bateria completa e cerca de 300 participantes empunhavam bandeiras do clube e faixas pedindo Diretas Já”, diz o relatório sobre o grande comício realizado no Vale do Anhangabaú no dia 16 de abril de 1984 e que reuniu um milhão e meio de pessoas.

O documento mostra que a polícia acompanhava com agentes infiltrados cada passo das manifestações. "O DCS esteve presente em todas as fases da passeata-comício (...) Para tanto o DCS manteve seus delegados e agentes estrategicamente colocados”, diz o texto.

Os relatórios detalhavam a atuação de cada um dos participantes destacando trechos de discursos e até as músicas interpretadas por cantores como Beto Guedes e Fafá de Belém e a Orquestra Sinfônica de Campinas.

Um dos trechos registra a célebre frase de Ulysses Guimarães. “Nós sabemos que as eleições diretas não resolvem tudo, mas também sabemos que eleições indiretas não resolvem nada”. Os relatórios são acompanhados de dezenas de fotos feitas por policiais à paisana que documentavam a movimentação de políticos e jornalistas no palanque.

No comício pró-Tancredo realizado no dia 6 de dezembro de 1984 na Praça da Sé, a Polícia Civil mobilizou dez delegados, 86 agentes e até um helicóptero.

O trabalho resultou em um relatório de três páginas no qual cada participante é citado nominalmente com um pequeno resumo de sua particiação. Entre eles Fernando Henrique Cardoso, Osmar Santos, Ney Matogrosso, Juca de Oliveira, Raul Cortes, Olavo Setúbal, Mário Covas, Maytê Proença, Orestes Quércia, Carlos Alberto Riccelli, Maria Zlda, Beto Guedes, Jader Barbalho, Antonio Carlos Magalhães, Beth Carvalho, Leonel Brizola, José Sarney, Montoro, Ulysses Guimarães, Fafá de Belém e o próprio Tancredo.

Em alguns trechos é possível perceber que os agentes ficaram contagiados pelo clima de abertura política. Montoro, embora vigiado, é chamado de “o governador de todos os paulistas” pelo agente que aproveita para reclamar das vaias destinadas ao governador pelos militantes do PT.

Em outro trecho, os agentes do DCS eleogiam a cobertura ampla feita pela imprensa, com destaque para o Jornal da Tarde comandado à época por Fernando Mitre (citado nominalmente) pela “cobertura jornalística perfeita em quase todos os sentidos”.

A simpatia do autor do relatório pela causa das Diretas Já está explícita no trecho final do documento. “Como bem ficou definido, o povo parece que entendeu o caráter suprapartidário que vêm tendo as manifestações pró-diretas e uniu-se em torno de um ideal de forma definitiva.”

PRUDENTE NÃO






com todo o respeito ao pessoal de prudente e região, principalmente a quem faz o rolê da arquibancada nessa região... mas o maior clássico do mundo tem que ser sempre na capital...

(as imagens originais podem ser encontradas no chuta que eh macumba, do parceiro cráudio, cujo link está na lateral direita de sua tela)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

três notas do jogo e o blog na bancada ontem

o jogo de ontem mais uma vez reflete alguns pontos que o blog vem repetindo exaustivamente nesse começo de brasileiro:

1. boa campanha mascara erros

o time anda mal taticamente, muito em parte pela covardia de tite

não nos parece prudente, tampouco necessário, ante a qualidade de nosso elenco, que tenhamos que fazer 1 a 0 em times notadamente inferiores e recuar, esperar pra ir só na boa dando chutões...

repetimos: deu certo, ainda que aos trancos e barrancos, com bahia e vasco, quase deu m**** contra o fla... e ontem quase deu errado novamente

fizemos o gol e paramos... antes mesmo do jogo começar... não pode, vai pra cima tal como contra a bixarada, mata o jogo e, se der, faz o saldo... não é desrespeito algum com adversários impor nossa qualidade, mas ela tem que aparecer em campo... ser o melhor elenco do país no papel ganha, se muito, títulos virtuais,nada além...

e a bagunça é tão grande que, ainda no primeiro tempo, já com pleito empatado, tomamos um contra ataque 3 contra 3 quando os dois volantes e o lateral esquerdo (se é que aquele sujeito é mesmo jogador...) subiram ao mesmo tempo... e quando o ala perdeu bizonhamente a bola, os três se olharam com aquela cara de "puts, devia ter ficado na cobertura..."... se é um time melhor que o américa - e pela falta absoluta de qualidade, todos os 19 são - pode dar merda, haja vista os três gols de contra ataque que tomamos do péssimo avaí...

mais: nossa qualidade é a capacidade dos jogadores contra-atacarem em velocidade mantendo a qualidade nos toques de bola... desde que o emerson pare com pedaladas imbecis e efetivamente toque a bola (ontem foi um contra ataque e um lance que ele preferiu encarar dois em vez de jogar no weldon, livre e em posição de cruzar)... desde que a anta do tite pare de colocar os 11 jogadores dentro de nossa área no escanteio, o que mata, numa tacada só, nossa saída rápida e nossa sobra de bola (e isso aconteceu em três oportunidades, mesmo com um jogador a mais em campo... http://www.youtube.com/watch?v=JMpsn_BLvxA)

ainda sobre o tite, e não é pegação no pé, o blog sempre falou que esse cidadão não nos serve: o lado forte de nosso primeiro tempo eram as trocas da direita entre wiliam e weldon... se o seu adenor achava que o time precisava de outro meia, não é melhor manter o lado forte, com wiliam por vezes caindo para o meio da área e fazendo a função de centroavante, e mudar em uma das duas posições que ontem não deram certo no primeiro tempo, quase que uma anulando a outra, com danilo se fechando entre os zagueiros, perdendo a chance do giro de bola, e emerson saindo demais, sempre voluntarioso, mas ainda abusando do preciosismo e segurando em demasia o jogo...


2. campanha boa gera oba-oba demais:

ontem, numa parte do meio de onde sempre fica o pessoal que empurra sem parar, na amarela, parecia esquenta de balada... só que com aquela breja com gosto de ferrugem, sem álcool... tinha gente dançando, falando da balada do dia seguinte, fazendo pose pra foto durante o jogo...

o blog defende que todos tenham acesso, mas defende também que, quem quer chegar ali, que saiba da conduta, do procedimento... ja falamos que perpetuar o corinthianismo não é ter uma foto com cara de mau no meio da organizada, mas apoiar incondicionalmente durante os noventa minutos e cobrar o que tem que ser cobrado, exercer sempre nosso papel fiscalizador...

e aquele mesmo pessoal que passou boa parte do jogo xingando jogadores, em vez de incentivar, aplaudiu o time quando perdeu, quis a cabeça do corinthiano julio cesar e desejou um goleiro que sequer conheciam, e agora vem com o conformismo do pelo menos ganhou...

pelo menos ganhou, ok, tres pontos... mas a frase correta é ganhou, fez a obrigação dos 3 pontos em casa, mas tem muito a melhorar, muito a ser cobrado, muito a ser feito para ontem, sob risco do segundo semestre desandar...


3. aqui é corinthians

treinador covarde não serve (esse dispensa mais comentários)

goleiro medroso não serve (se pesou a camisa, fala com o treinador, tem gente da base doida pra jogar)

lateral que não marca não serve (vejam que as assistências do fábio santos tem sido facilitadas demais pelas bolas que ele recebe no fundo; ontem, o segundo tempo ruim do weldinho, diferentemente do primeiro, foi mais em função do erro da substituição)

atacante firuleiro não serve (qualquer varzeano sabe que de bico e feio vale um, nao queremos gol de bicicleta, queremos dedicação e seriedade)





e pra fechar, o blog ontem na bancada...

Zagueiro do Corinthians mostra postura crítica e sugere que R. Teixeira deveria sair da CBF

Gustavo Franceschini
Em São Paulo


clique aqui para ver o original: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/08/02/zagueiro-do-corinthians-sugere-que-ricardo-teixeira-deveria-sair-da-cbf.htm



Paulo André não está entre as principais estrelas do Corinthians e sequer é titular da equipe de Tite, mas mesmo assim chama atenção. Já reconhecido pelas posições assumidas fora de campo, o zagueiro falou em entrevista ao UOL Esporte sobre a aposentadoria de jogadores e de Ricardo Teixeira, presidente da CBF que vive sob fortes denúncias de corrupção.

“Acho que ele foi importante para o futebol, até porque ganhou duas Copas pelo país, mas em qualquer forma democrática de governo mudanças de pessoas e de ideias são benvindas, e temos inúmeros exemplos para comprovar isso”, disse Paulo André.

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A postura crítica é uma exceção no meio do futebol. Apesar de ainda estar em atividade, portanto passível de alguma represália, Paulo André não deixa de cobrar os dirigentes do futebol brasileiro e brigar por melhores condições de trabalho para os atletas.

Coincidentemente, ou não, o zagueiro de apenas 27 anos tem uma relação próxima com Sócrates, de quem é amigo. Com o “Doutor”, conhecido por assumir suas posições políticas de esquerda e pelas críticas à cartolagem, Paulo André se diz identificado.

“Ele começou a namorar a Kátia [atual mulher de Sócrates], que é minha amiga de infância, e eles me chamaram para jantar. Nosso lado contestador bateu. Depois desse jantar vieram outros e ele me ensinou uma coisa. Ele fala que se você acredita em uma ideia e tem argumentos para defendê-la, você tem de ir atrás”, disse o jogador.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

UOL Esporte: Paulo, você começou a chamar atenção por ter cobrado o sindicato de atletas por melhorias nas condições de trabalho dos jogadores. Conta como começou essa ideia.
Paulo André: Nós procuramos o sindicato no ano passado. Eu pedi uma prestação de contas e falei que podia tentar ajudar, colocando o peso dos jogadores na decisão. Fomos muito bem recebidos [ele e William, ex-zagueiro do Corinthians]. Tentamos caminhar em temas como direito de arena, condições de gramado, clubes do interior que não pagam.

SOBRE RICARDO TEIXEIRA

Acho que ele foi importante para o futebol, até porque ganhou duas Copas pelo país, mas em qualquer forma democrática de governo, mudanças de pessoas e de ideias são bem-vindas, e temos inúmeros exemplos para comprovar isso
UOL Esporte: Como foi a relação com jogadores de outros clubes?
Paulo André: Eu procurei os capitães. Falei com o Kleber [do Palmeiras], o Rogério Ceni [do São Paulo], o Marco Antônio [da Portuguesa]. Falei também com muita gente do interior, amigos. Expliquei o que a gente queria e eles nos responderam. Os jogadores de São Paulo, Palmeiras e Santos não mandaram a carta, mas manifestaram apoio.

UOL Esporte: E o que aconteceu depois disso?
Paulo André: Logo saiu a nova Lei Pelé, e aí desgastou um pouco [a relação com o sindicato]. Aí teve o lançamento da Sportprev [plano de previdência para os jogadores]. Eles me procuraram para que eu falasse no evento, fosse o porta-voz. Eu expliquei que não dava porque eu não concordava com os termos propostos. Do jeito que estava não teria adesão. Eu falei: se não der não faz, mas assim ninguém vai querer. Eles falaram que era melhor lançar daquele jeito que depois tentavam melhorar. Eu achei que era melhor ir lá falar, porque de repente eu dizia alguma coisa que ajudava alguma coisa, e eles ficaram de me avisar sobre a data e o local do evento. Só que não me ligaram e passou a data. Eu liguei e perguntei se alguém foi avisado. Eles responderam que falaram com os jogadores que foram ao sindicato receber o direito de arena do Campeonato Paulista. Aí eu falei: ‘Pô, vocês têm de avisar formalmente, ir nos clubes. Vocês conhecem a classe com quem estão lidando, não pode ser assim’. E me disseram que nenhum jogador foi no lançamento.

UOL Esporte: Qual a sua impressão atual do assunto e o que é possível fazer para melhorar a situação?
Paulo André: Acho que o sindicato é meio engessado. O que a gente pede não anda. Eu já pensei em criar uma associação, mas enquanto eu estou jogando não dá tempo.

UOL Esporte: O que o Corinthians pensa de tudo isso?
Paulo André: O presidente nos apoia. Ele já disse isso em entrevistas. Se eu não me engano, falou que a gente devia até fazer greve. Acho que ele entende e até apoia, desde que não prejudique o clube dele. Mas a nossa ideia não é essa. A gente quer que as condições melhorem para que o espetáculo fique melhor.

UOL Esporte: Você acompanhou a polêmica do benefício aos campeões mundiais, quando Carlos Alberto Torres e Tostão discordaram? Qual é a sua opinião sobre o assunto?
Paulo André: Eu vi sim. Concordo com o Tostão. Com isso o Governo vai remediar em vez de prevenir. Eu, particularmente, acho errado ter aposentadoria para atletas. Acho injusto com a sociedade que só para de trabalhar aos 55 anos que o jogador possa parar aos 35. O que devia ser criado é um auxílio-desemprego, de uns dois anos, para que o jogador possa se reinserir no mercado.

UOL Esporte: Mas o problema dos atletas não está apenas nesses dois anos após a aposentadoria, certo? Os jogadores estarão preparados para se reinserir no mercado só com esse auxílio?
Paulo André: Não, é muito mais que isso. Precisa de um complemento educacional na formação dos atletas. É difícil se manter estudando. Tem de ensinar os direitos, outras línguas, questões financeiras, coisas que importam para um jogador mesmo. Na base, ele fica enclausurado.

ENTENDA A POLÊMICA ENTRE TOSTÃO E CARLOS ALBERTO

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UOL Esporte: Você é contra os empresários?
Paulo André: Eu acho que tem de ter alguém para negociar com o clube, senão desgasta a imagem do jogador. Ele não pode discutir com o presidente e depois ir defender esse mesmo presidente no campo. Tem de ter um negociador. Mas tem muita gente ruim. A fiscalização é ruim.

UOL Esporte: Você acha que as federações e a CBF poderiam ajudar mais?
Paulo André: Eles não precisam olhar para os jogadores em si, mas para o espetáculo. Teriam de olhar para o bom rendimento dos atletas. Tem questões como o calendário, o horários dos jogos...

UOL Esporte: O que você acha das denúncias de corrupção contra Ricardo Teixeira?
Paulo André: Acho que ele foi importante para o futebol, até porque ganhou duas Copas pelo país, mas em qualquer forma democrática de governo, mudanças de pessoas e de ideias são benvindas, e temos inúmeros exemplos para comprovar isso.

UOL Esporte: Você conhece o Sócrates? Como se aproximou dele e qual sua relação com ele?
Paulo André: Ele começou a namorar a Kátia [atual mulher de Sócrates], que é minha amiga de infância, e eles me chamaram para jantar. Nosso lado contestador bateu. Depois desse jantar vieram outros e ele me ensinou uma coisa. Ele fala que se você acredita em uma ideia e tem argumentos para defendê-la, você tem de ir atrás.

UOL Esporte: Você também é muito amigo do Ronaldo. Ele se interessa por esses temas?
Paulo André: Ele é um cara esclarecido, preocupado, que se posicionou e expôs o que ele gostaria de mudar. Agora que parou, ele poderia se posicionar mais. Eu cobrei isso dele: ‘A bola te deu tudo, o que você fala tem muito peso. Você deveria deixar um legado para os outros’. Ele é interessado, mas tem a agenda profissional muito lotada. Mas sempre que puder eu vou dar uma cobrada nele.

UOL Esporte: A gente sempre fala em melhorar as gerações futuras. Tem algo que possa ser feito com a geração atual de jogadores, para que eles participem mais?
Paulo André: Tem sim, por isso que eu estou aqui falando. Se alguns se levantarem e se unirem aos outros, pode acontecer. Falta um pouco de coragem, mas também ainda não é possível atingir a todos.

UOL Esporte: Te incomoda ser questionado mais pelas suas posições extra-campo que pelo seu desempenho futebolístico?
Paulo André: Não me incomoda não. Eu queria ser titular, é claro. Mas acho importante que se fale sobre esses assuntos fora de campo.

UOL Esporte: Você tem só 27 anos. O que você pensa para a sua carreira profissional?
Paulo André: Acho que dá para ser titular, por isso eu permaneço no Corinthians. Eu gosto muito do clube, sou feliz ali dentro. Vou esperar a minha vez de novo. Eu recebi propostas de dois outros clubes nessa janela, mas resolvi ficar e estou fazendo uma aposta em mim mesmo.

UOL Esporte: E depois de parar, você já faz algum plano para a aposentadoria?
Paulo André: Eu já tenho o Instituto Paulo André, que ajuda crianças carentes na região de Campinas, onde eu nasci. Não sei. Seria qualquer coisa relacionada a esporte, ou até em política do esporte.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

estatuto do torcedor - o TAC e o risco das torcidas

Vimos nos últimos dias diversas manifestçãoes efusivas de torcedores, por todo o país, acerca da possibilidade da volta, ainda que muito limitada, das bandeiras de mastro nos estádios.

Claro que tal conquista entrará de acordo com o que quer todo cidadão que defende a cultura popular torcedora. A festa dos estádios, a arquibancada como protagonista do evento, trazer de volta aquilo que hoje é parte apenas de nossos arquivos históricos, tudo isso mostra pontos de engrandecimento da torcida e reforça o argumento de que o futebol tem que ser do povo.

Havemos, porém, de atentar, como poucos têm feito, ao instrumento pelo qual as autoridades – governos, comandos policiais e Ministério Público – negociam a volta das bandeiras.

Sob o subterfúgio de estarem cumprindo o Estatuto do Torcedor, a volta das bandeiras vem mascarada como a vantagem das arquibancadas na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC que passará a reger a relação das organizadas com as mencionadas autoridades.

Ocorre que, para que se imponha a alguém a assinatura de um TAC, é necessário que essa pessoa, física ou jurídica, esteja infringindo ou na iminência de infringir algum preceito legal, caso contrário a conduta estaria juridicamente perfeita e não seria passível do tal ajustamento.

E é exatamente a iminência de infrações ao Estatuto do Torcedor que, em tese, justifica a transação a ser pactuada.

Referida Lei opta, em seu texto, por proibir o porte de objetos que possam colocar em risco a integridade física das pessoas – os mastros –, e, ao mesmo tempo, responsabilizar as torcidas organizadas por incidentes que seus integrantes, ainda que agindo individualmente, venham a cometer (respectivamente, artigos 13-A e 39-B do Estatuto).

Muito mais correto nos parece, caso o intuito das autoridades fosse mesmo liberar a festa das arquibancadas, que os mesmos tivessem pleiteado junto à casa legislativa, quando das consultas elaborativas da Lei, das quais participaram, a inserção de um artigo autorizatório do material festivo, com a ressalva de punição das pessoas habilitadas como responsáveis pelos mesmos, tal como vem ocorre com os instrumentos musicais.

Mas não: é muito mais conveniente ter a proibição e figurar o agente público o bonzinho que concede a permissão, tendo como troca a aceitação de uma Lei cujo texto, na maior parte feito para inglês ver, coloca em risco as torcidas por diversos atos dos quais podem até mesmo não ter qualquer participação.

Vejam a ironia: os mesmos agentes públicos consultados na elaboração da Lei, aqueles que permaneceram inertes, fiéis a seus próprios interesses e alheios ao notório interesse das torcidas em ter sua liberdade de volta, são propositores de um ajustamento de conduta exatamente dessa mesma matéria.

Mais irônico ainda, beirando o cinismo, é que coadunarem e aplaudirem a denominação de uma norma proibitiva e persecutória de "Estatuto do Torcedor", cujo preâmbulo diz dispor do estatuto de defesa do torcedor.

Defende quem, se o ponto principal versa sobre a possibilidade de todos serem punidos pela falha de um, agindo individualmente? Defende quem, se obriga a todos a inserção num cadastro eletrônico de monitoramento, um Grande Irmão que tudo sabe sobre cada torcedor, condição sine qua non para que a pessoa possa participar da festa, num evidente cerceamento do direito de ir e vir?

As mesmas autoridades envolvidas no acordo repetem constantemente apelos infundados, preguiçosos, sobre jogos com torcidas únicas, aumento de preços, diminuição de setores populares. Repetem, também, o quão perigosas são as torcidas, que impedem a volta das famílias aos campos.

Somente mais incoerências, mais incongruências de ato e discurso.

O que se tem, no final, já que tal dispositivo foi aprovado e sancionado, e já que o TAC vem sendo assinado por todo o Brasil, é que torcidas e torcedores devem ter sempre um pé atrás quanto a suas atitudes, cumprimento do pacto e relação com os entes fiscalizatórios.

Há que se ter atenção para não deixar o TAC, apoiado no ”código de defesa” do torcedor, se transformar no canal impeditivo da continuidade das próprias torcidas, coisa que, além de agradar aos elitistas de plantão, soará de muito bom grado nos ouvidos dos agentes da Copa do Mundo de 2014, diretamente relacionados com a elaboração e atual política de aplicação dessa norma...

sobre aplaudir derrotas

escrevemos depois do jogo com a mariada que, ainda que a derrota não fosse o maior dos absurdos, devemos ter cuidado com essa nova "tradição", lembrada por nosso marketing roxo-chinês-grená, consistente em aplaudir qualquer coisa, sorrir pra tudo o que se faz e dizer amém a qualquer nova idéia miraculosa, ainda que ela afronte cabalmente nossa história centenária.

pois bem: perdemos para as porcas mineiras, parte da torcida aplaudiu, disse que, apesar de perder três pontos em casa, estávamos bem. É o preço que se paga por dar sorte, abusando da retranca de tite, em jogos contra bahia, vascu e flamerda.

e essa mesma torcida que aplaudiu domingo passado, que disse que tínhamos feito gordura fora para compensar eventuais tropeços, ficou revoltada domingo por perder para um time na zona de rebaixamento, por perder para uma porcaria de time como o havaí, mas disse que derrotas fora de casa são normais, que pontos corridos se ganha somando tudo em casa e biliscando um pouco fora.

Pusta incoerência, já que aplaudiram exatamente uma perda de pontos em casa.

Pusta incoerência, já que, para nosso entendimento, nenhuma derrota em casa, pra qualquer time do mundo, deve ser aplaudida. Deve, sim, ser observada criticamente para que se corrijam erros, os quais, nesse campeonato, vinham sendo mascarados pelo oba-oba das vitórias na sorte, e que voltaram a repetir em santa catarina.

E aí os oba-obistas de plantão se revoltam. Renan não é mais o cara pra levar nosso gol. Sheik não tem seriedade, quer gols bonitos e na hora do vamos ver finaliza como o souza. Alex tenta compensar a falta de entrosamento carregando demais a bola. Fábio Santos é uma avenida na marcação. Morais ainda está no elenco, ao lado de moradei. Tite faz um a zero e manda a torcida rezar, pois passado o gol, são somente chutões.

Tudo o que este espaço, juntamente com outros sérios, que cobram o corinthianismo a cada dia, alguns deles linkados neste blog, vem alertando desde o começo do campeonato: em resumo, a sorte tem que ser um fator que jogue conosco, mas não que jogue pelo time; se temos elenco, se temos tanto talento, temos que ter, na prática, apesar de tite, um futebol envolvente, raçudo, sério, corinthiano, que domine o adversário e imponha nossa força, jogo a jogo.

Sâo dois jogos contra times fracos em sequencia, mais o san7os... jogos que devem, por nossa obrigação, nos devolver à vantagem que perdemos. Que a lição tenha sido aprendida...



pós-post

1. ridículas e absurdas as propagandas da rede poderoso timão, usando sósias de rivais. Faz parecer que não temos ídolos o suficiente para mostrar nossos mantos e demais produtos. Faz parecer, como tanto insiste nossa diretoria, que é mais importante ironizar rivais e pseudo-rivais e enaltecer o corinthians e sua história centenária. Sò não surpreende porque são instrumentos de venda pensados pela equipe roxa-grená, ou seja, por gente que não faz idéia do que é viver o verdadeiro corinthianismo.

2. colocamos as fotos no ar mas ficamos devendo os parabéns pras meninas da rua são jorge pela festa junina... com certeza, um dos melhores eventos desse ano... até hoje damos risada ao lembrar daquela quadrilha. Fica o registro e os parabéns!


E VAI CORINTHIANS!!