sexta-feira, 29 de julho de 2011

sobre violência no esporte e cidadania

Neste momento, muito se fala da atitude do goleiro do Sport, que agrediu de forma despropositada um atleta adversário no jogo de ontem entre seu time e o Vasco, pela Taça BH de Juniores.

“é um animal”
“é um monstro”
“é um covarde”

E, na boca do povo, o rapaz também já foi julgado e condenado. Faltam só os algozes para lhe cumprirem a pena.

“tem que ser banido”
“tem que ser preso”
“tem que tomar muita porrada”

Mas, no país do futebol que celebra um atacante chamado de “animal” (Edmundo), outro de “gladiador” (Kléber), um zagueiro de “monstro” (Thiago Silva), e cuja imprensa noticia “duelos” e “batalhas” ao invés de partidas, atiremos pedras e mais pedras na Geni, o pobre do rapaz que cometeu a barbaridade que vira assunto da semana.

Quando se olha para a seleção uruguaia, legítima campeã da Copa América e se lhe celebra a entrega, o sentimento de participação, a simbiose entre time e sua torcida, volta a discussão do trabalho do técnico. Segundo relatos (como o de Lúcio de Castro, já citado por você), há um trabalho intenso, que começa na base, tratando não somente as valências técnicas, táticas e fisiológicas dos atletas, mas também as suas valências humanas – há um forte acompanhamento psico-sócio-educacional para todos os jovens atletas, com a preocupação de formá-los como cidadãos atletas. E não somente como atletas que, por um mero acaso, também precisam ser cidadãos quando estão fora do campo.

País hipócrita este nosso, que crucifica o rapaz. Vamos, crucifiquemos o garoto, atiremos pedras, façamos justiça ao agredido com lapidação, a terrível morte por apedrejamento, ainda usada em alguns países e tão chocante e cruel para os nossos padrões ocidentais.

Nossa indigência intelectual começa, por mais que isto possa parecer pueril, nos apelidos dos jogadores. Não há hoje, desfilando pelos gramados, uma “Enciclopédia do Futebol”, um “Príncipe Etíope”, “Pequeno Polegar”, “Anjo de pernas tortas”, “Fio de esperança”, “O gerente” disputanto aguerridas contendas.

Façamos um exercício prático. Pegue-se declarações de Wlamir Marques (que tem toda a cara de “Sir Wlamir Marques”), Tostão, Pepe, Djalma Santos, e compare-se estas declarações com atletas mais jovens, de qualquer modalidade.

Nossa cultura esportiva recente celebra os guerreiros, gladiadores, matadores, animais, em cruentas batalhas e duelos.

Nosso esporte não tem, salvo raríssimas exceções, NENHUMA, absolutamente NENHUMA preocupação com a formação do cidadão. Forma-se o atleta. O pé de obra barato que se valoriza e enche os bolsos de meia dúzia de espertos aproveitadores.

Somos tão indignos, que preferimos fechar os olhos para as nossas falidas e famintas Forças Armadas, que dispensam recrutas para que não se lhes precise oferecer alimentação adequada no dia-a-dia. No nojento vale-tudo do esporte, entretanto, contrata-se sargentos de aluguel para disputar jogos militares e colocar o “Brasil-sil-sil” no alto do pódio, com jogos nojentos e desiguais de profissionais contra amadores.

Não, nossas Forças Armadas não se preocupam em formar cidadãos. Nossos soldados são, muitas vezes, incapazes de treinar suas obrigações militares por absoluta falência de seus equipamentos.

Mas, surpresa, o Brasil-sil-sil é uma potência do esporte. Tudo muito simples: contrate-se meia dúzia de atletas de segundo escalão, que se vendem por quaisquer dez cruzeiros para ganhar uma medalha qualquer, competindo contra “gordinhos” e “baixinhos”, depois mostrando uma vibração fajuta, que é adulada por uma parte igualmente corrompida e descompromissada da mídia.

Nossas paupérrimas forças armadas não se preocupam em investir na prática esportiva para os seus quadros. A prática esportiva que cultiva valores de comprometimento, treino, disciplina, respeito, reconhecimento de limites e fraquezas, de trabalho para superar fraquezas e limites. O Esporte, com E maiúsculo, é evento gerador e catalisador de cidadania. Nossas forças armadas não querem cidadania. Querem continuar encasteladas em seus mundinhos encantados em que nada acontece. Aliás, em que se ganha meia dúzia de medalhas fajutas, mas não se ganha respeito.

Elas são um reflexo exato de nossa comunidade esportiva (pelo menos da sua grande maioria), que quer resultados a qualquer custo.

Nossa mídia, que (em sua grande maioria) adula as “batalhas” e os “duelos” e que saúda os “guerreiros” e “matadores”, aplaude e abana seus nojentos rabinhos caninos para os nossos atletas fardados.

Nossos torcedores, que querem “raça”, “garra” e “disposição” aplaudem.

Nossos atletas, que querem mais louras, morenas, mulatas, carros e aviões, nesta vidinha de celebridades instantâneas. Nossos atletas que perdem vergonhosamente uma competição e aparecem na mídia com suas belas namoradas, jogando seus belos videogames, pilotanto seus belos carrões. Nossos atletas que não sabem (e pior, não querem saber) sequer o significado do hino que cantam.

E, eventualmente, acabam pegos em deslizes. Uma cadeia por falta de pensão alimentícia… uma outra cadeinha por um acidente de carro. Até uma cadeiona por suspeita de assassinato. Muitos envolvidos com traficantes, amigos dos envolvidos com casas de prostituição, parceiros dos banqueiros de jogo do bicho e contraventores em geral. Ou um dopingzinho, que dependendo das conexões inconfessáveis do autor, também não tem nenhuma influência.

Mas o goleiro do Sport… ah o goleiro do Sport. Esse aí tem mais é que se ferrar mesmo.





o original está aqui: http://blogs.lancenet.com.br/andrekfouri/2011/07/26/esporte-e-cidadania/

quarta-feira, 27 de julho de 2011

excelente notícia

do portal ig (clique na manchete e acesse o original)

Filme sobre a "democracia corintiana" recebe apoio e deve sair



Valor mínimo para produção foi alcançado e história do Corinthians ganha mais um filme




Texto:
Com mais de R$ 20 mil captados através de um site de financiamento coletivo de projetos, o documentário "Democracia em Preto e Branco", que retrata o período da "democracia corintiana" no anos 80 está perto de sair. A cifra mínima foi alcançada na última terça-feira, mas o período de doações segue aberto nos próximos nove dias.

"O sucesso nessa reta final é inesperado. Ainda temos mais alguns dias de captação e todo o dinheiro será investido para termos um filme ainda melhor e mais aprofundado. Agradeço desde já a todas as pessoas que contribuíram", disse o diretor de Pedro Asbeg, parceiro do produtor executivo Gustavo Gama Rodrigues na empreitada.

Há uma semana, o diretor se mostrava pessimista sobre a possibilidade de conseguir os recursos necessários para produzir o filme, já que contava com R$ 15.585,00 de 84 doares. Até a tarde desta quarta-feira, o projeto recebeu um total de R$ 20.455,00 de 114 incentivadores.

Do valor total arrecadado, 15% é destinado ao site que abriga o financiamento coletivo. Asbeg calcula gastar mais 10% com impostos, além de cerca de R$ 2 mil para confeccionar as contrapartidas e enviá-la aos incentivadores. "É bacana saber que o filme já está garantido, mas temos que continuar correndo atrás", disse o diretor. A "Democracia Corinthiana", liderada por nomes como Sócrates, Casagrande e Wladimir, marcou o começo dos anos 1980. O documentário se propõe a revisitar o período sob um espectro amplo, incluindo a campanha pelo voto direto e o surgimento do Rock Brasil.

A primeira parte do longa-metragem, com entrevistas com os protagonistas do movimento organizado no Parque São Jorge, foi produzida no segundo semestre do ano passado. A ideia agora é ampliar o foco e falar com artistas como Arnaldo Antunes, Rita Lee e Lobão, além dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Para filmar a parte inicial do documentário, Asbeg diz ter investido aproximadamente R$ 10 mil em recursos próprios. O orçamento total do filme é estimado em R$ 350 mil. Desta forma, os produtores também procuram enquadrar a obra em leis de incentivo. Com o mínimo de R$ 20 mil já captado, a segunda rodada de entrevistas deve ser realizada na metade do próximo mês de agosto. Em 2012, o filme começaria a ser editado. O Corinthians não está envolvido com a produção neste momento, mas Asbeg não descarta uma possível parceria com o clube no futuro.

Na gestão de Andrés Sanchez, o cinema passou a ser visto como forma divulgação e marketing e quatro filmes sobre o clube já foram lançados. O último trata do tetra campeonato brasileiro. Já foi lançada também uma película sobre o título paulista de 1977, que interrompeu o jejum do clube, intitulado "23 anos em 7 segundos". Outro título lançado homenageou a torcida e mostrou a saga corintiana na Série B: "Fiel". E no ano passado foi lançado "Todo Poderoso: O Filme. 100 anos de Timão".

links obrigatórios, chineses e adiamentos

link 1 - o torcedor organizado, segundo o mexerica: http://twitpic.com/5qpetr

link 2 - a banda do corinthians: http://www.youtube.com/watch?v=R33bmUQCXeg&NR=1

link 3 - eu sou corinthians - jan king: http://www.youtube.com/watch?v=lOC8Mx_pBco

link 4 - especial sobre o título de 1988: https://www.youtube.com/watch?v=ReW5WSkM9fA&feature=player_embedded


* soa cada vez mais como piada de péssimo gosto a contratação desse chinês. Marketing ousado não quer dizer iniciativas kamikases, tampouco justifica estratégias infundadas de valorização no exterior. Se o próprio contratante acha que o jogador é ruim de bola - vide as palavras do próprio roxemberg -,deveria considerar, no mesmo raciocínio, que esse jogador treinará com elenco, podendo até mesmo atrapalhar a melhora coletiva; que esse cara terá que entrar em campo pra justificar a propaganda na ásia, o que deve prejudicar equipe, pode gerar desgastes com elenco e, principalmente, não atender o interesse do torcedor de ter sempre o melhor em campo... enfim, tudo pra ser mais um mico...

* já encheu o saco essa papagaiada sardinha de adiamento de jogos...jogos só podem ser adiados em data fifa, o que não era quando da libertadores, quando correram do grande corinthians; também não era quando se recusaram a antecipar o adiamento de nosso confronto; e muito menos era quando do jogo de domingo passado, infundadamente adiado, num claro benefício ao guarani do litoral... e agora vemos nossa diretoria, sempre política com os praianos, notadamente ladrões, aliciadores de talentos da base alheia, coadunar com mais um adiamento, sob o pretexto de ter as equipes completas e valorizar o espetáculo... balela... o meu corinthians não teme qualquer jogo, nenhum adversário, nenhuma cancha; e meu corinthians sempre almeja título, não é uma trupe teatral, mas um time que representa a revolução do povo no futebol, que busca a conquista, a vitória, e não o show em primazia. Então que joguemos logo e somemos mais três tentos rumo à conquista do povão!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

notas do jogo de domingo e do pós oba-oba

1. não é o fim do mundo perder pra uma equipe como a do cruzeiro, que foi, com o atual elenco, o melhor time dos primeiros meses do ano;

2. entretanto, chega a assustar o conformismo da torcida frente ao que aconteceu, querendo dizer que perder pontos em casa - o que não se pode admitir em campeonato algum - é coisa do dia a dia, normal de acontecer;

3. os mesmos torcedores que deixaram o pacaembu falando isso, chegaram lá com aquele papo oba-oba de "quero saber em qual rodada fechamos o título", "já é campeão, agora a meta é ganhar invicto" e afim;

4. entao antes de retomarmos o raciocínio de não poder perder em casa, vale questionar esses torcedores eventuais sobre sua própria coerência: se tinha que ser campeão invicto, onde é normal perder em casa pro cruzeiro?

5. pois bem: se temos um time completo com relação a elenco, se temos um conjunto que, apesar do Tite, tem se mostrado consistente, e, principalmente, se, como corinthians, almejamos a glória máxima na competição, não podemos fugir do roteiro que norteia os pontos corridos: pontuar o máximo em casa e pontuar o máximo possível fora;

6. claro que o cenário ideal não se concretizou, nem deve se concretizar com clube algum... é o que falamos no item 1: não é o fim do mundo essa derrota, nem é nada sobrenatural, em se tratando de clubes grandes; tanto quanto não foi surpresa nenhuma de nossas vitórias fora de casa; tanto quanto podemos normalmente chegar em sete lagoas e devolver o placar;

7. a preocupação é que o oba-oba de plantão levou a uma situação perigosa, especialmente na torcida. Quando vai tudo bem demais, as pessoas - especialmente os torcedores eventuais, que só aparecem em séries como a atual, e dos quais falaremos logo abaixo - tendem a mascarar os problemas, exaltar números e agir como se tudo fosse uma maravilha só;

8. esquecem, essencialmente, que esse nosso time, apesar de muito bom, contou com a sorte em diversos momentos: contra bahia, o segundo tempo contra o vasco, a postura de defesa total contra o flamengo, todos jogos em que tivemos que dar chutão, à la tite;

9. e sorte, se ajuda, não é um fator permanente. Temos que impor o jogo com nossa competência e ter a sorte como amuleto; quando a coisa flui ao contrário, contando com a sorte para impor o placar, a tendência é que, em algum momento, a coisa saia do trilho;

10. contra o cruzeiro, por exemplo, nosso treinador não soube ler o jogo. Nossos três jogadores de meio foram marcados individualmente, e o emerson, por mais que tenha feito um bom pivô (apesar de algumas pataquadas abaixo comentadas), não oferece a opção de troca com os pontas, como vinha fazendo o liedson, abrindo a diagonal pro wiliam e tirando um marcador da área para a chegada dos elementos surpresa;

11. e, vendo o desespero do time depois de sofrer o gol, não soube, novamente, ler o jogo. Alex deveria ter entrado antes, no intervalo, montando uma linha de 4 jogadores na meia (ele, danilo e os volantes, com wiliam e jh fazendo o giro à frente, em emerson). Assim atropelaria o esquema de marcação, pois ou o cruzeiro acompanharia o time todo no mano a mano, ficando sem sobra, ou faria com que um meia ou atacante nosso não tivesse marcação individual;

12. portanto, quando o fator sorte não colaborou, especialmente naquele balão de canela que o renan aceitou - o chute pode ter sido da precisão que queiram nos vender, mas goleiro do meu corinthians não pode tomar gol assim -, deu no que deu;

13. e repetimos: claro que queremos a sorte jogando conosco, mas ela não pode ser nosso fator de decisão...;

14. sobre as estréias, o ramon tem muito a mostrar, tanto quanto o renan. Principalmente: ambos tem que entender que aqui é corinthians, que é superação, que tem que ser homem pra aguentar o peso dessa camisa e jogar com a fiel, que aqui não cabe pipocada, não cabe firula, não cabe preciosismo... mas que também relevamos a pedreira que ambos pegaram, seria outra coisa fazer o primeiro jogo em casa com o ceará... então que tenham entendido;

15. e quanto ao emerson, é bom no pivô, cumpre o papel de infernizar a saída adversária e tudo mais. Mas chega de firula, precisa deixar aquele tanto de enfeite em casa e empurrar a bola pra dentro do gol... se for o caso, de bico mesmo... bico e bicicleta vale um no placar, e o que importa é somar os 3 pontos do jogo e garantir o caneco;

16. não dá pra tolerar mais uma jogada que começa com a roubada de bola de um zagueiro e um arranque rumo ao gol, terminando em nada porque o cara parou a corrida pra esperar o defensor chegar e tentar o drible. Não pode um cara que se diz tão bom deixar de cruzar, com dois atacante e dois defensores na área, pra tentar pedalar por mero enfeite e sair com bola e tudo. Chega.

17. então que tenha servido de lição pro time, que absorvam o que deve ser melhorado, apesar do tite, e aproveitemos esses próximos jogos pra retomar - e até aumentar - nossa vantagem.


* pós-nota - o blog segue defendendo que a venda de ingressos privilegie quem tiver comprovante de compra dos 3 últimos jogos em casa. Assim, quem está no pacaembu em todo jogo - em qualquer ocasião - não corre o risco de ficar sem ingresso, perder pra quem tem tempo de ficar dia inteiro na internet, ou tem grana pra negociar cambistas ou fieltorcedor de terceiros.

Esse pessoal que chega de vez em quando tem que entender que é ali na arquibancada que perpetuamos o corinthianismo, que vivemos o corinthians nosso de cada dia, e que, tamanha é a importância de nosso papel na revulação do povo, que ali existe sim uma conduta a ser seguida. Lealdade, humildade e PROCEDIMENTO.

Então quem vai uma vez por ano e quer chegar na bancada, falando especialmente da amarela, devia, na humildade, e em nome da lealdade para com os irmãos de luta e para com nosso corinthians, conversar com algum amigo de organizada - e todos conhecem um - para ao menos saber como é a pegada que se segue ali. Ou, melhor ainda, chegar antes na organizada, conhecer, associar, participar das palestras de novos sócios, entender a dimensão daquele universo e o que aquilo representa historicamente.

Bancada não é lugar pra ir uma vez e fazer cara de mau pra foto do perfil da rede social. É lugar de luta, lugar de perpetuação do espírito corinthiano.

Notem (antes das críticas): o blog é contra a elitização do futebol, a favor das bancadas abertas a todos... é direito nosso estar lá, basta ter o ingresso... a crítica é com quem chega vez ou outra, só porque acha que vai ser campeão invicto, e não respeita a tradição que é seguida ali, se não desde 1910, desde 1969...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

sobre a imparcialidade jornalística

no post anterior falamos dos jornalistas mesquinhos que assolam a maioria dos veículos de comunicação do país...

segue mais um exemplo, extraído do observatório da imprensa (cujo original é lido clicando aqui):





UOL distorce tradução sobre o Corinthians
Por Walter Falceta Jr. em 21/07/2011 na edição 651


Às 19h12 de 13 de Julho, o UOL, provedor de conteúdo digital da Folha da Manhã, empresa que edita a Folha de S. Paulo, despertou em parte de seu público uma dúvida: a opção pelo equívoco em suas traduções resumidas deriva de improbidade ou de ignorância?

Em pouco mais de 1,8 mil caracteres, alinhados na seção de esportes, o portal transformou em polêmica notícia a reação do britânico Daily Mail à proposta do Corinthians pelo atacante argentino Carlos Alberto Tévez, atualmente atleta do Manchester City.

A matéria de Dan Ripley, publicada no dia anterior, tinha pouco mais de 6,5 mil caracteres e procurava informar o leitor sobre o clube brasileiro que se dispunha a gastar, até aquela data, mais de 40 milhões de euros na transferência do atleta. O título é este: Are Corinthians right for Tevez? Sportsmail looks at the Brazil side chasing Carlos.

O texto cita a ótima campanha do alvinegro paulista no Campeonato Brasileiro, os planos para a construção de um estádio para 68 mil torcedores e ensina que o nome do clube se constitui em homenagem ao Corinthian inglês, que excursionou pelo país em 1910.

Em seguida, o jornalista faz uso de 322 caracteres para lembrar da façanha de janeiro de 2000, quando a agremiação conquistou o primeiro Mundial de Clubes da FIFA. Ripley afirma que os torcedores do Manchester United têm uma razão para se lembrar do time de Dida, Edu e Freddy Rincón.

O texto reconta a história do torneio: United and Real Madrid failed to even reach the final as Corinthians defeated national rivals Vasco da Gama on penalties.

Em seguida, afirma que o clube tem 26 títulos paulistas, naquela que o autor classifica como “Brazil’s strongest region of football”. Completa o parágrafo afirmando que seus rivais Palmeiras, Santos e São Paulo têm mais campeonatos nacionais. Em seguida, porém, lembra que o Corinthians conquistou três vezes a Copa do Brasil.

O Daily Mail destaca a rivalidade local e o papel dos trabalhadores imigrantes na fundação da agremiação. Por conta dessas raízes, o clube é considerado pelo autor como “historically left-wing”. O jornalista ainda aponta Sócrates como o principal ídolo do alvinegro (an inspiration on-and-off the pitch), além de citar outros craques, como Rivellino e Ronaldo.

Em um texto direto, sem artifícios de exaltação, recorda também dos problemas gerados pela parceria com a MSI (Media Sports Investment), do rebaixamento para a Série B, em 2007, e da traumática desclassificação para o colombiano Tolima, na Libertadores de 2011.

No entanto, ao apresentar o rico material dos colegas britânicos, o UOL escolheu o seguinte título para sua própria matéria: “Ingleses fazem guia sobre o Corinthians: time regional e esquerdista”.

Os leitores familiarizados com o futebol sabem muito bem o que significa chamar um time de “regional”. Significa que não tem qualquer expressão nacional e internacional. Soa, quase sempre, como um insulto.

No atual jornalismo de reprodução e tradução, primo do famigerado sistema “gilette press”, o instrumento mais utilizado é a pinça. Quase sempre, ela é manipulada para atender aos interesses políticos e ideológicos da empresa de comunicação ou de seus colaboradores jornalistas.

Nesses casos, separa-se meticulosamente o que possa humilhar, desqualificar ou criminalizar a personalidade ou instituição em foco no texto estrangeiro. Se não há algo realmente desabonador, exagera-se na apresentação de eventuais vícios ou defeitos da vítima. Em casos extremos, recorre-se à farsa da invenção.

O UOL afirma que “o Corinthians não é muito conhecido na Europa”. E para justificar essa troça introduz a expressão “regional” no título de sua matéria. A expressão – reafirme-se – não foi utilizada no material do Daily Mail. O termo “region”, acima exposto no contexto original, aparece apenas para valorizar o futebol paulista.

No material que não recebe assinatura, exceto um anônimo “UOL Esporte”, frauda-se com descaro a linha de raciocínio e a argumentação da fonte noticiosa. A importância do Mundial de 2000 é reduzida. Em seu lugar, ganha espaço o lugar-comum do escárnio, a tentativa de desqualificação da instituição-personagem.

No dia 14, o UOL voltou à carga. Em sua primeira página, estampou, sob a imagem de Tevez, em vermelho, a pergunta “Quantas Libertadores ganhou?”. Abaixo, noticia um quiz sobre o Corinthians publicado pelo Guardian, também britânico. São dez perguntas, e o UOL pinçou a que lhe convinha para exercitar o jornalismo de molecagem.

O jornal como peça de provocação

Neste caso particular, o trabalho de desconstrução da verdade exibe-se na cancha da cobertura esportiva. O paradigma do esculacho, no entanto, tem sido reproduzido em outras editorias dos principais jornais. Para definir esse comportamento, vale recorrer à expressão “complexo de vira-lata”, cunhada pelo dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues em suas reflexões sobre o futebol e a cultura nacional.

Qualquer retalho de letras norte-americano ou europeu que condene, critique ou insulte o Brasil e os brasileiros ganha imediatamente destaque na grande imprensa paulista, especialmente quando reproduz os mitos que nos atribuem imperfeições natas associadas aos conceitos de inferioridade e incompetência.

Vige a regra, por exemplo, de que o país não pode exercer sua soberania, exceto se os movimentos da Justiça ou da diplomacia seguirem a reboque das velhas potências.

Nada mais natural, portanto, que a ascensão de um clube de origem popular seja vista como anátema pelos escribas da Barão de Limeira. Em sua obra cotidiana de zombaria esportiva, o UOL despreza os mais elementares princípios do jornalismo, assim como logra seus leitores, muitos deles consumidores pagantes dos serviços de seu provedor.

Os jornalistas bem podiam investir a energia da caçoada em serviço informativo. Gerariam mais valor se explicassem o porquê da referência ao “esquerdismo” corinthiano.

Anotariam um tento de comunicação se contassem, por exemplo, que o alvinegro não tem origem no proselitismo marxista, mas sim no anarquismo operário, essencialmente mutualista, que mobilizava as multidões do bairro do Bom Retiro, há um século.

Teriam explicado que esse caráter universalista foi responsável pela mistura de tanta gente distinta, dos carroceiros italianos aos negros do serviço braçal, das costureiras espanholas aos comerciantes sírios e libaneses da Rua 25 de Março, dos japoneses bananeiros do Mercadão aos valentes nordestinos importados pela construção civil.

Um jornalismo culto e responsável mostraria que outros clubes carregam esse ethos popular na cena esportiva brasileira. É o caso do carioca Vasco da Gama (instituição que foi fundamental na luta contra o racismo no Brasil), do pernambucano Santa Cruz , do cearense Ferroviário e do gaúcho Internacional, entre outros.

Atenção ao próprio rabo

Nas páginas dos principais diários, sobra indignação quando a paixão do futebol se converte em conflito e violência. A mídia nunca se vê, no entanto, como generosa fornecedora do combustível para esse tipo de embate bestial. Basta uma passada de olhos pelos comentários abaixo das matérias para se ter noção clara das calamidades que esse tipo de jornalismo patrocina.

A cultura pop oferece várias leituras dos embaraços gerados pelo desconhecimento da língua e do pensamento do outro. Em homenagem ao método do UOL, que se pince aqui o mote de Lost in Translation (Encontros e Desencontros, 2003), dirigido por Sofia Coppola, com Bill Murray e Scarlett Johansson.

No filme, os personagens principais encontram-se em Tóquio, perdidos por desconhecerem o idioma e os costumes locais. Por conta dessa aflição, no entanto, estabelecem uma parceria marcada pela cooperação e pela busca de seus verdadeiros sentimentos. Cientes da própria ignorância, buscam paciente e respeitosamente decifrar o lugar e seus habitantes.

A obra cinematográfica oferece, sem pieguice, uma inteligente lição de civilidade. Trata-se de bom exemplo para quem, na hora de traduzir e comunicar, predispõe-se a trocar o embuste pela instrução.

***

[Walter Falceta Jr. é jornalista]

sobre ser líder e manter a caminhada

* não é de hoje que o blog alerta que o maior perigo das boas fases é o oba-oba que isso gera... hoje cedo, no café da manhã no boteco de sempre e na internet, vimos que o número de comentários do estilo "aguardando o penta", "acabou o campeonato" e afins aumentou descontroladamente;

* temos que manter o pé no chão... não que o time não seja competente o suficiente para ganhar o caneco, não se trata disso - até porque o time é muito bom e tem peças de reposição que seriam titulares em qualquer outro time -, mas sim de mantermos a humildade corinthiana de viver cada dia como uma decisão, sempre focados no objetivo maior de vencermos cada batalha para, enfim, chegarmos ao sonhado título;

* falamos isso porque o nome corinthians, envolvido no que quer que seja, atrai o olho gordo da abutraiada, e por abutraiada entendam dirigentes rivais, jornalistas mesquinhos e a anticorinthianada toda, que não suporta a festa na favela e que desde 1913 quer tirar do povo o futebol;

* e quando o torcedor começa com o oba-oba, potencializa a ira, o olho gordo da anticorinthianada, e isso apenas municia o besteirol daqueles falsos-jornalistas que começam a caçar crise em qualquer espirro que acontece num treino, municia as teorias conspiratórias de quem ainda acha que a vitória do povo não pode jamais ser legítima, abastece essa torração de saco de quem não entende a dimensão do corinthians, não sabe o que é viver o corinthianismo a cada dia, não faz parte de nossa revolução popular;

* então fiquemos, nós, nosso time, focado e determinado como está, e nossos sete pontos de vantagem, sempre humildes, comemoremos nossas vitórias sim, mas sem imitar a soberba que assola nossos rivais e pseudo-rivais. Somos maiores, não nos rebaixemos querendo imitar quem vive à nossa sombra.

HUMILDADE SEMPRE
CORINTHIANS ETERNAMENTE


** escrevia este post de olho em alguns programas esportivos, aproveitando o horário de almoço, e vi, de pronto, uma amostra da abutraiada da imprensa: jamais se comenta erro de arbitragem que prejudica o corinthians (dois impedimentos em lances de gol e uma penalidade claríssima não marcados), assim fica mais fácil criar polêmica e conspirações quando o erro nos é benéfico;

** e pros conspiradores sardinhas que sempre falam de ajuda ao corinthians, vejam o texto do parágrafo único do artgo 10 do regulamento geral de competições da CBF, que rege o capeonato brasileiro:

"RGC/CBF – art. 10, §ú – a ventual convocação de atletas de clubes participantes das competições para as seleções nacionais não assegura a tais clubes o direito de alteração das datas das suas partidas nas competições."

só falta falarem que, no final, que não foram beneficiados com os 500 jogos adiados...




E VAI CORINTHIANS

na bancada em 2009 e 2010





quarta-feira, 20 de julho de 2011

dia do amigo

Amigo, hoje a minha inspiração
Se ligou em você
E em forma de samba
Mandou lhe dizer
Tâo outro argumento
Qual nesse nomento
Me faz penetrar
Por toda nossa amizade
Esclarescendo a verdade
Sem medo de agir
Em nossa intimidade
Você vai me ouvir

Foi bem cedo na vida que eu procurei
Encontrar novos rumos num mundo melhor
Com você fique certo que jamais falhei
Pois ganhei muita força tornando maior

A amizade...
Nem mesmo a força do tempo irá destruir
Somos verdade...
Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir

Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir
CORINTHIANS

sábado, 16 de julho de 2011

festa julina - rua são jorge

salve família

hoje é a festa julina da são jorge

fecharemos a rua, devidamente decorada com bandeirinhas em preto e branco, com várias barracas das quebradas, comidas e bebidas típicas e tudo mais

a rapa do blog cuidará do churrasco nosso de cada dia

nos vemos lá a partir das 14:00

NQT

"a rua é a universidade do corinthianismo"

quinta-feira, 14 de julho de 2011

estatuto do torcedor pra quem?

queria saber se a globo e a cbf vão ressarcir aqueles que se programaram pra caravana do próximo final de semana, visto que essa nossa ida ao rio vem sendo combinada desde o início do brasileiro...
porque esse adiamento, feito apenas quatro dias antes da data do jogo, fere completamente o que eles chamam de mecanismo de proteção das torcidas, o estatuto de defesa do torcedor, que, pelo seu teor criminalizador e ditatorial, eu prefiro chamar de código penal do torcedor...
ou será que terão a cara de pau de falar que não sabiam que nesse mês haveria copa américa quando oficializaram a competição e sua tabela??

o mito dos torcedores violentos

Por Irlan Simões, colaborador de Outras Palavras e membro da Associação Nacional dos Torcedores


Em maio de 2010, após intensas discussões entre o poder público, a Polícia Militar e presidentes de clubes, o estado de Sergipe tornou-se pioneiro em um processo que avança sobre o futebol brasileiro: a criminalização das torcidas organizadas (ou T.O.s). Uma mestranda do núcleo de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade Federal de Sergipe, Klecia Renata de Oliveira Batista, animou-se a avaliar tal fenômeno.

Durante dois anos, a mestranda sergipana acompanhou o funcionamento interno da torcida Trovão Azul, adepta do Confiança, interessada em estudar a violência no meio. Intitulado “Entre torcer e ser banido, vamos nos (re)organizar: um estudo psicanalítico da torcida Trovão Azul”, a tese tornou-se um documento inédito sobre a criminalização das torcidas organizadas a partir da realidade sergipana. “Foi um processo fundamental para o meu trabalho, justamente quando eu estava tentando mapear a pressão que a torcida vinha enfrentando no momento”, afirma Klecia.

Defendido em 27 de maio último, o trabalho de Klecia aponta: a “modernização” do futebol brasileiro visa na verdade adequar o jogo aos interesses do mercado; ela está sendo imposta mesmo que as transformações custem a perda dos valores culturais embutidos no futebol. “O que se vê hoje é a torcida organizada enquadrando-se ao que alguns historiadores chamam de torcidas-empresa, rendendo-se a uma lógica organizada pelo capital”, afirma a pesquisadora.

O Estado como protagonista

Visando explicar o fenômeno, a mestranda recorreu ao referencial psicanalítico de Sigmund Freud. Ela sugere que, na busca de uma adequação dos estádios e do jogo ao que se entende pelo “ideal da ordem, limpeza e beleza da Modernidade”. Justifica assim as medidas punitivas que têm sido tomadas contra as torcidas organizadas.

Segundo a pesquisadora, estes coletivos cumpriam papel de resistência a esse processo. “Hoje, não há mais margem de sobreviver no futebol fora desse padrão de “modernidade”. Dessa realidade, a única coisa que tinha sobrado eram as torcidas, que agora também estão sendo ameaçadas”, afirma. Para ela, a violência no futebol não se restringe às torcidas organizadas. Na realidade, a violência é própria da vida do homem em sociedade e as torcidas constituem, no âmbito futebolístico, um microespaço no qual essa violência se torna presente.

“O novo Estatuto do Torcedor é o carro-chefe desse processo de modernização”, afirma Klecia Renata, questionando o papel que o projeto aplicado pelo ministério dos Esportes vem cumprindo. Para ela, a lei sancionada em 2010 é responsável pelas ameaças de banimento, proibição da entrada nos estádios, venda de materiais padronizados e criminalização dos torcedores organizados. Ainda segundo a pesquisadora, a reorganização das T.Os tem gerado elitização de seu corpo de integrantes, uma vez que a concepção de que o torcedor mais pobre é o causador da violência é o que tem imperado no senso comum.

Panorama nacional

Além da orientação do professor Eduardo Leal Cunha e da presença de Daniel Menezes Coelho, ambos da UFS, a defesa da dissertação teve como convidado o historiador Bernardo Borges Buarque de Hollanda, doutor em História Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e pesquisador do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea da Faculdade Getúlio Vargas (CPDOC-FGV). Estudioso do assunto há mais de dez anos, Bernardo reforçou, no seu comentário como integrante da banca da defesa da dissertação, a ligação entre o “ideal da ordem e limpeza da Modernidade” e o processo de elitização do público torcedor do futebol, traçando paralelos com os processos ocorridos em outros países, como a Inglaterra.

O pesquisador, que também estudou o histórico das torcidas organizadas no Brasil, lembra que criminalizar os torcedores uniformizados é parte do mesmo projeto que busca excluir o torcedor mais pobre dos estádios. “Isso é uma forma de elitizar o espectador, e essa vai ser a tendência. O “telespectador” vai ser o lugar das classes populares”, afirma. Bernardo justifica sua hipótese mostrando como os estádios têm diminuído, após sucessivas reformas, a sua capacidade de público e aumentado o valor dos ingressos buscando atingir apenas um público consumidor de classe média-alta.

Um aspecto também ressaltado pelo estudioso é a movimentação das torcidas organizadas buscando frear tal processo. No Rio de Janeiro, foi fundada a Federação das Torcidas Organizadas, a Ftorj, enquanto no âmbito nacional a Confederação das Torcidas Organizadas (Conatorg) dá os primeiros passos. “É sempre muito difícil uma representação das torcidas organizadas porque existem muitos conflitos internos e entre elas. Mas já é um sinal de que há um avanço, uma possibilidade de declamar direitos. Não apenas deveres, como querem os dirigentes”, afirma.

Quando questionado sobre como o senso comum brasileiro tem apoiado tal processo de modernização, Bernardo é enfático: “É muito desigual essa transmissão de mensagens”. Para ele há grande dificuldade em explicar como esse processo vai excluir os próprios torcedores que aprovam tais medidas.

O avanço do processo de criminalização

Em 13 de junho de 2011, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro acionou as torcidas organizadas para uma audiência pública. Estavam presentes representantes de 36 torcidas, do ministério do Esporte, da Polícia Militar, da secretaria de Estado de Esporte e Lazer, da superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) e da Federação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro (Ftorj).

Todos os convidados tiveram de assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que operacionaliza o Estatuto do Torcedor. Entre as exigências, estão a proibição de diversos artigos, como bandeiras, faixas, e materiais que possivelmente ocasionariam o ferimento dos presentes no estádio e a penalização da Torcida Organizada em caso de descumprimento de algumas normas por parte de algum dos seus integrantes.

Ao fim da Audiência, Flávio Martins, presidente da Ftorj, lamentou que apenas as torcidas organizadas fossem responsabilizadas pelo esvaziamento dos estádios. “Muito se fala da violência promovida pelas torcidas, mas nunca se questiona a condição do transporte público que tem sido disponibilizado, nem o valor dos ingressos e nem o horário dos jogos”, afirmou.

terça-feira, 12 de julho de 2011

e nunca acaba a inveja da anticorinthianada

Falamos no post abaixo, ontem, numa breve nota, que jogadores do calibre do carlitos são sempre bem vindos, desde que venham compromissados com o time, que o clube tenha realmente recursos, que não comprometa o orçamento, que o restante do elenco não seja prejudicado, que comandantes do grupo saibam evitar uma divisão de elenco e diversas outras coisas mais...

Mas o que mais impressiona é que, nem 24 horas depois da divulgação da possibilidade de contratação do tevez, olha só que já apareceu novamente na mídia: http://www.meutimao.com.br/link/165w

O próprio, o maior expoente cor de rosa na bancada de vereadores paulistanos, seguido de seu pupilo, aurélio miguel, que vem se mostrando um político de conduta "ilibada", de alguns meses pra cá... como sempre usando seu cargo para criticar o Corinthians...

e o engraçado é a linha de argumentação de ambos: quando a crítica era focada somente no estádio, a anticorinthianada tentava negar a existência da lei que garante os incentivos fiscais a itaquera, tentando vender à população que a norma era direcionada ao timão, e não ao povo da zona leste..

claro que perderam essa: a lei existia e valia tanto para o corinthians como qualquer outro que resolvesse - ou resolver - levar a itaquera investimentos que tenham melhorias regionais...

agora querem colocar em suspeição a atitude corinthiana de se valer de benefícios em itaquera, como se fossem meras doações da cidade para o time do povo, e, ao mesmo tempo, oferecer o montante veiculado ao clube inglês.

não entraremos aqui no mérito do valor divulgado nessa tarde, de cerca de 90 milhões de reais - a princípio temerário, mas cuja origem e garantias queremos melhor apurar para, então, emitir nosso posicionamento...

contudo, é nítido que os vereadores bambis novamente extrapolam em suas colocações:

1. não há, na lei que nos concede os benefícios, qualquer artigo que limite a capacidade de investimento do clube, ou que imponha ao beneficiário dos títulos concedidos pela municipalidade restrições econômicas;

2. e essa falta de nexo entre a argumentação é óbvia: a lei beneficia quem investe numa região carente, não sendo de competência da casa legislativa cercear as movimentações financeiras do time - o papel fiscalizador municipal deve se pautar nas metas e condicionantes impostas ao clube, que versam sobre prazos, métodos de construção e afins, nada que afete diretamente o dia a dia do departamento social, de futebol e afins;

3. assim, quando os vereadores afirmam ser suspeito o corinthians precisar de incentivos e contratar jogadores tão caros, mostram profundo desconhecimento de suas funções regimentais e comprovam novamente que agem em absoluto interesse pessoal e clubístico;

4. se a suspeita deles é que o dinheiro que virá para a contratação de carlitos não é lícito, que acionem os mecanismos legais - ministério público e receita federal -, mas que não tentem confundir a população com inverdades que associam incentivos fiscais a impossibilidade de investimentos;

5. Não há, portante, e nem poderia haver, como pretendem alegar, desconforto na municipalidade por se ajudar itaquera, enquanto o corinthians busca melhorias em sua equipe. O desconforto único e claramente evidenciado no caso é dos munícipes bambis, que não podem ver o corinthianismo em evidência que logo lançam aos ventos suas baboseiras invejosas de dondocas mau-comidas.


Aliás, e essa opinião já foi dada aqui antes, qualquer sujeito da bixarada que queira contestar ao blog a idoneidade de nosso estádio, deve, antes, associar-se à roseira da vila sônia e lá, nas terras de lady juvenal, pleitear pela devolução de todo o patrimônio cor-de-rosa aos cidadãos paulistanos, visto que aquilo lá, sim, foi construído às custas do povo, com o governo agindo para interesses privados sem qualquer autorização legal, lei de incentivo ou que quer que fosse, por meio do uso do cargo do dirigente-governador... só assim alguém das mariposas vila sônia poderá iniciar uma conversa sobre donde vêm cada estádio.


* nota do blog 1 - ano que vem o município tem eleições, o que certamente não é mera coincidência com a procura desses vereadores à mídia... querem aparecer agora e vender a própria imagem como defensores da cidade (mesmo quando o assunto não versa sobre o município, mas sobre a gestão interna do time do povo...)

* nota do blog 2 - vale repetir que o blog é contra qualquer contratação que lese o clube ou que oficializa e volta daquela corja que tanto nos lesou na última década (isso sem falar dos que ainda estão por lá...)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

sobre dirigentes, empresários e jogadores

Não bastasse a enormidade que ganham jogadores de futebol, além de todas as regalias que tem no dia a dia, é cada vez mais frequente vermos atletas de alto nível fazendo pirraça e criando historinhas pra fazer o que bem entender.

Chegamos nesse assunto porque hoje é muito falado o caso kleber, que chegou na porcada fazendo intriga nas marias mineiras, e agora faz o mesmo pra se afundar no flamerda... e não que o problema dos porcos tenha alguma implicância direta ao corinthians ou que nesse espaço tenhamos que discutir o que se passa no chiqueiro...o que importa desse assunto é o quão preocupante é o tema, já que desde que robinho começou com isso, vários boleiros de ponta passaram a se valer desse expediente...

Vejamos o caso mencionado: uma dirigente que já se mostrou mais pilantra que o andre$ - a tal da patrícia amorim - procura um atleta que possui um contrato vigente, oferece rios de grana a ele e a seu agente, mas, como a multa a ser paga é muito alta, pede que o sujeito arrume uma forma de fazer com que a diretoria não o queira mais por perto e aceite fazer um negócio abaixo do orçamento original.

disso sai a sequencia de palhaçada dos sem caráter:

1. diretor que atravessa conversas e contratos e faz jogador forçar saída de clube (que não é de agora, a diretoria cor-de-rosa é campeã nisso há tempos);

2. agente de jogador que começa a plantar boato e notícia falsa na imprensa, normalmente com apoio de algum jornalista marrom comprado;

3. jogador que, por conta de uma sondagem, acha que tem que receber aumento de salário;

4. e que, se não atendido, ou se o intuito não for mesmo permanecer em seu clube - cumprir seu contrato -, faz pirraça, corpo mole e cara de coitado até conseguir o que quer, sempre com o diretor rival e seu agente por trás, ensinando a atuar e fazer cena.


O ponto principal, passado o assédio imoral do clube interessado na transferência, passa a ser as exigências do jogador: aumento merecido porque outro clube quis...

Mas aumento, durante vigência de contrato, deve ou seguir as cláusulas do documento trabalhista, ou as condições regimentais do contratante, ou ser fruto de um acordo entre as partes. Não pode o empregado simplesmente falar que deve ser valorizado e que se assim não for não trabalha: há multa contratual, está insatisfeito paga e sai, nada de birrinha orquestrada.

E o que nos fez levar esse assunto à alçada corinthiana é que, considerando a notória idoneidade de nossa diretoria e seu relacionamento com agentes de reputação igualmente ilibada, da estirpe de leites, bertoluccis e afins, daqui a pouco isso pode virar um festival, tanto com nosso presidente aliciando jogadores quanto com agentes usando artimanhas para movimentar atletas, angariar aumentos... todas condutas condenáveis, que oxalá não teremos em nosso time...

de qualquer forma, como sempre, seguimos fiscalizando.

e vai Corinthians!


(aproveitando o gancho... chico lang é notoriamente um jornalista aliado da turma de kia, por isso mesmo ele deve ter razão e fundamento ao soltar a nota de contratação do carlitos... um cara desses é sempre bem-vindo... mas que não venha sem um plano para que não estoure o orçamento, que a diretoria não se esqueça de valorizar os atletas que já estão no elenco, que não signifique mais marketing colorido e que não seja a oficialização do retorno da turma do kia, que ainda reside no psj...)

domingo, 10 de julho de 2011

Cadê você? cadê você?Bixas!!!!!


Estava devendo postar esse vídeo. 5x0 eterno! Vai Corinthians!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O Corinthians e Shakespeare - por guilherme pappi

quando falamos que o Espírito Corinthiano é leitura obrigatória, uma das várias razões é a que segue abaixo:

(para acessar o original, clique aqui ou use o atalho para o blog do camarada guilherme pappi em nossos links à direita)





O Corinthians e Shakespeare


O ano era 1597.

O texto, a peça "Henrique IV" (Henry iv), de Shakespeare.

A cena IV se inicia. Príncipe Henry adentra a taberna "Cabeça de Javali" (the "Boar's-Head Tavern"), e diz: "I am no proud, Jack, like Falstaff; but a Corinthian, a lad of mettle, a good boy."

Ou, na nossa língua mãe; "Eu não sou orgulhoso, Jack, como Falstaff; mas um Corinthiano, um rapaz de coragem, um bom menino".

Acredito que a palavra-santa “CORINTHIANO” foi usada pela primeira vez como um adjetivo, como uma qualidade, neste escrito Shakesperiano.

Até então, CORINTHIANO era substantivo, que designava o Povo de Corinto (Corinthian), na Grécia. Corinthiano, utilizado por Shakespeare, designa Cavalheirismo, Nobreza (nos atos), Coragem. Mais de 400 anos depois defendemos a Lealdade, a Humildade e o Procedimento.

Alguns séculos depois, na mesma Inglaterra de Shakespeare, surgia o Corinthian Football Club, em 1882. E foi daí que passamos a gritar Corinthians! Esta foi a equipe a excursionar pelo Brasil inspirando o nome do Time do Povo, quando de seu nascimento no Bom Retiro.

Para entender o motivo da escolha do nome do time Inglês, e seu significado mais original, há que se deter da história da própria Corinto Grega e da sua contribuição a humanidade no campo das Artes, das experiências sociais dos Templos de AcroCorinto, sua organização, princípios e objetivos, tão a frente de seu tempo que causou aguda preocupação no apóstolo Paulo. Na 1º Carta de Paulo aos Coríntios, que é uma carta de aconselhamento, há um "poema sobre o Amor". Eis seu início:

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria."

Até os dias de hoje é utilizada na Inglaterra a expressão Corinthian Spirit (Espírito Corinthiano) para designar atos de cavalheirismo, nobreza, o melhor sentido do amadorismo, tanto no desporto quanto nas relações sociais. O Espírito Corinthiano, da qualidade a que Shakespeare se referia há quase cinco séculos, deu origem a expressão Fair Play.

E coube a nós, e cabe a nós, Corinthianos, preservar, fortalecer e multiplicar esta corrente, desde o início do século passado, a luz do lampião, sob o brilho do cometa Halley, as mãos trabalhadoras, povos de todas as partes do mundo.

Aqui é Corinthians!

Viva o S. C. Corinthians Paulista, que imortaliza os ideais milenares do Homem na luta pela Liberdade e Emancipação.

#Itaquera