quinta-feira, 26 de maio de 2011

sobre seedorf e nosso estádio

sinceramente, com todo o respeito à carreira do seedorf, um dos maiores jogadores holandeses (naturalizado, mas holandes) dos últimos anos, responsável, inclusive, junto com outros jogadores negros, pela queda de cartolas daquela seleção que eram a favor do segregacionismo em concentrações, hotéis e afins, o corinthians não precisa de mais um jogador disposto a encerrar a carreira e passear no brasil...

se alguns jornais falam em vergonha pelas palavras do andre$, que afirmou que a contratação sairia de qualquer jeito e que o pré-contrato (na verdade, apenas um protocolo de intenções), escondem que o fato real nao é a vergonha de nao ter o cara no time e no marketing, mas sim as palavras desmedidas e descabidas desse presidente.

exagero nosso%

não parece, se considerarmos o que ele disse abertamente sobre gangsters, na conversa sobre globo e cbf tida semanas atrás no C13; o mesmo ocorre se considerarmos seu dito sobre tite e muricy; também sobre as milhões de data que nosso estádio começará a ser construído...

falar em estádio, falamos posts atrás do porque sermos contra essa empreitada em itaquera, ainda antes dessa celeuma de abertura da copa, copa das confederações e afins...

e agora mais um motivo: poucos sabem, mas enquanto não há obra qualquer em itaquera, movimentos sociais e associações de moradores denunciam que os procedimentos administrativos de desapropriação do entorno do estádio começaram... oferecendo, conforme informado ao blog, 50 mil por lotes da cohab1, que foram adquiridos pelos moradores por 70mil a unidade, às barbas do princípio constitucional da publicidade que deve revestir todo e qualquer ato dos administradores...

assim,se o estádio vai ferir o povo do entorno, vai reduzir as áreas populares, que já nos são tão parcas, vai ser aos moldes das arenas projetadas para ricos e vai usar dinheiro público, não nos serve...

se vale como comparativo, as bixas da vila sonia se gabam de um panetone ridiculamente projetado, doado por um governador-diretor-totalitarista (isenção de impostos + verbas públicas). Se gabam, por isso são menores, menininhas egoístas.

O Corinthians é muito maior, nunca precisou disso, e que, portanto, nosso falastrão presidente guarde seu repertório de disse-não-disse no armário, volte a ter o futebol à frente de estádios e marketings e passe a falar e agir conforme manda nossa centenária história alvinegra (nao roxa, nao grená, alvinegra).

2 comentários:

  1. Que o blog me corrija se estiver errado. O entorno do estádio não é uma área decretada para remoção na qual as famílias são obrigadas a sair em função de uma obra pública como a construção de uma rodovia como o Rodoanel. Deste modo, por mais absurdo que possa parecer, esta rolando uma "livre" negociação. Mesmo que as normas de avaliação sejam respeitadas para se definir o valor de negociação atual, existe um ação de má fé pois é de conhecimento geral que todo entorno irá valorizar absurdamente após a construção do estádio.
    O mecanismo é perverso pois o valor indicado é baixo para se adquirir um imóvel novo regular em condições similares. Basta verificar o valor dos imóveis de algumas construtoras populares e o local disponibilizado. De novo ai não tem nada, é a mesma lógica de segregação espacial onde as classes mais populares são forçadas a ir para periferia. A construção de todos os estádios, bem como o aumento abusivo dos ingressos deixa escancarado como a elite costuma tratar o povo diferenciado. Quanto mais longe melhor e foda-se! Cabe a comunidade da Cohab do entorno do estádio se organizar e impedir que negociações desse tipo aconteçam. A prática comum é chamar o morador individualmente que acaba sendo pressionado e fazendo um mal negócio.

    E Vai Corinthians!

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  2. em resposta ao Joaci, desapropriações, nos termos da lei, podem ocorrer, segundo o jurista Celso Bandeira de Melo, quando o Poder Público, fundado em necessidade pública, utilidade pública ou interesse social, compulsoriamente despoja alguém de um bem certo, normalmente adquirindo-o para si, em caráter originário, mediante indenização prévia, justa e pagável em dinheiro, salvo no caso de certos imóveis urbanos ou rurais, em que, por estarem em desacordo com a função social legalmente caracterizada para eles, a indenização far-se-á em títulos da dívida pública, resgatáveis em parcelas anuais e sucessivas, preservado seu valor real.

    Necessidade pública é o problema inadiável e permanente que exige, em sua correção pelo administrador, a desapropriação dos bens que serão empregados direta ou indiretamente na resolução da questão;
    Utilidade pública surge quando a propriedade for conveniente e vantajosa ao interesse público, casos de segurança, obras de higiene, melhoria, conservação etc;
    Interesse social é o que leva a melhoria das condições das camadas menos favorecidas, como desapropriação para construção de creches, casas populares e afins.

    Qualquer desapropriação só pode ocorrer se configurado um dos requisitos acima, que, na análise do blog, a grosso modo seriam de utilidade pública, se se considerar a remoção de famílias a preços irrisórios uma obra de melhoria.

    Depois disso, os bens envolvidos devem ser declarados de interesse/utilidade pública por meio de lei ou decreto, o que não está ocorrendo e macula qualquer negociação indenizatória, que se torna nula, pois se trata de etapa posterior da desapropriação.

    O direito de indenização está protegido pela nossa Constituição Federal, que determina que ela seja prévia, justa e em dinheiro, salvo a hipótese descrita nos artigos 182, §4º, III e 184, do mesmo diploma.

    O cálculo do quantum a ser indenizado deve levar em consideração aspectos como: a) o valor do bem expropriado, incluindo-se aqui as benfeitorias que já existiam no imóvel antes do ato expropriatório; b) lucros cessantes e danos emergentes; c) juros compensatórios, merecendo destaque aqui as súmulas 164 e 618 do Supremo Tribunal Federal; e a nº 69, proferida pelo Superior Tribunal de Justiça; d) juros moratórios; e) honorários advocatícios; f) custas e despesas processuais; g) correção monetária e h) despesas relativas ao desmonte e transporte de mecanismos instalados e em funcionamento.

    Assim, não nos parece que o procedimento apurado para a Cohab1 de Itaquera esteja de acordo com a norma, tanto na qualificação do bem quanto no devido processo legal e no montante indenizatório.

    Sobre os valores de compra, transcrevo abaixo explicação de valores dada pelo joaci via gtalk:

    Joaci: as unidades da cohab nao foram adquiridas por 70.000. esse conjunto é antigo.
    no geral 50% desse valor é toda infra de saneamento, projeto, terraplenagem.
    e esse custo na hora do sorteio não é repassado ao morador.
    é muito comum o moradores negociarem essas unidades por 20 ou 30 mil
    o custo para construção é mais ou menos 70000 mas não é repassado p o morador que entra no financiamento
    Enviado às 22:53 de quinta-feira
    Joaci: algumas das familias que sairma pelao rodanel venderam suas unidades novinhas por 20 ou 30 mil
    eu: entendi, vou corrigir la
    Joaci: e as construtoras sabem disso. estao oferecendo 50.000 que é mais ou menos o dobro do que se paga.
    e na negociação individual o morador fica vislumbrado c o valor.
    provavelmente pressionam e falam. é 50000 agora ou nunca mais
    ai o morador vai

    (e pra esclarecer, o joaci trabalha com estudos dessa área, não é um mero palpite...)

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