sexta-feira, 25 de novembro de 2011

começou mais uma invasão




como diz nossa amiga lelê, não fossem as cotas de ingresso para visitantes e a fiel faria uma invasão por mês...

sobre mais uma palhaçada da cbf...

segundo aquele jornal anti que gosta de plantar polêmicas em tempos de paz no PSJ, a CBF alega motivo de força maior para uma eventual mudança de datas/locais da última rodada do brasileiro:

http://www.lancenet.com.br/corinthians/Brecha-anuncio-cassicos-ultima-rodada_0_597540279.html

Ocorre que, juridicamente falando, força maior é a inevitabilidade das conseqüências decorrentes de uma conduta humana ou de um fenômeno da natureza. Em outras palavras, é um evento extraordinário cuja consumação independe da vontade humana.

E, sem precisar de uma análise profunda do caso, é óbvio que não procede o posicionamento da CBF: os clássicos concomitantes da cidade de São Paulo estão marcados desde o anúncio da tabela, e desde então não foram poucos os torcedores - e até alguns jornalistas - que alertaram para o famoso "vai dar merda"...

Ou seja, a CBF assumiu o risco, sobretudo sabendo da previsão de regulamento que obriga os jogos simultâneos das duas últimas rodadas. Ela é autora direta da situação, a consumação do risco é de sua culpa e a força maior, se existente, está na inconsequência de termos gente tão despreparada gerindo um catalizador tão importante de manifestações sociais como é o futebol.

O grande medo que dá nessas horas, com ingresso na mão, é daquela velha má vontade de nossa diretoria preconizar o corinthiano de todos os dias e resolver, em mais uma sacada genial, anular a compra antecipada e levar a partida para os confins de presidente prudente...

A CBF é uma vergonha, mas, se se confirmar alguma arbitrariedade com fulcro no acima disposto, temos o Estatuto do Torcedor e usaremos dele e dos demais meios para impedir mais esse absurdo... aliás, não fosse o presidente $anche$ tão cooptado com a quadrilha de ali babá teixeira, e já teria mandado seu competente departamento jurídico impetrar mandado de segurança preventivo para que não sejamos prejudicados tendo que jogar antes ou depois (o que pode pressionar o time ou motivar adversários, tampouco mudar de nossa casa).

E sobre o bixarada vir falar de um contrato entre nós e os porcu... ele que cuide de suas rosas, retoque a maquiagem ou coisa que o valha... o Corinthians é muito pra figurar na boca de um babaca qualquer dessa estirpe...

convite- livro da invasão

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Internacional 1 x 1 Corinthians - Vai torcida Fiel..


Família, desde 99, na final do Campeonato Brasileiro contra o Atlético MG, eu não acompanhava um jogo do coringão fora do Estado. Comparecer ao Beira Rio foi um momento de grande superação e alegria. Estar ali junto com meus irmãos incentivando e fazendo a festa foi sensacional. Obrigado Corinthians!

Cabe o comentário elogiando a organização da Brigada Militar para destacar a diferença de mentalidade e postura em relação a PM carioca que no jogo contra o Vasco expos a nossa torcida em situações absurdas e difíceis de comentar. Não podemos nos calar com aquela situação de São Januário e permitir que façam aquilo novamente. Temos que reinvidicar nossos direitos! Pelo que acompanhei, nenhum irmão reclamou da situação ali. O Vardema publicou aqui um post sobre este episódio para coletar relatos de quem vivenciou aquilo.

Bom, vamos ao jogo! Estava um calor absurdo de 32° e a atitude imbecil do Alessandro ao fazer uma falta estupida e desnecessária no campo de ataque complicou nossa situação no jogo. Diante desse contexto o empate é aceitável. Mesmo com a “titebilidade”, tínhamos time para ganhar ali! Como um jogador pode comprometer todo trabalho da equipe ao longo do campeonato com uma falta bisonha daquelas? Na boa, não dá pra entender. O jogador já esta encerrando o ciclo e apertou o foda-se nesse lance. Como será punido em pleno encerramento de campeonato brasileiro? Apesar dos Chorolados aparecerem por mais vezes em nossa intermediária, até o momento da expulsão, o jogo estava equilibrado. O Corinthians também criou boas jogadas e numa delas o Liédson furou feio.

Para o segundo tempo, com um jogador a menos e o Inter indo com tudo, nos restou compactar o time, rezar para São Jorge e tentar os lances de contra ataque. Danilo perdeu ótima oportunidade de sair na frente com uma cabeçada e algumas jogadas foram desperdiçadas com o time optando cadenciar a jogada ao invés de lançar o Liédson que apesar da fase, por algumas vezes ficou mano a mano.

Bom, os chorolados fizeram o gol e só ai que notei algum burburinho daquela torcida. Cantarolar na boa é fácil, mas aqui é Corinthians! Continuamos na fé empurrando o time. Na base dos chutões e alguns contra ataques fomos arrumando faltas na intermediária, uma quase pênalti, e por fim nossa redenção com um gol do Alex! Gol no final do jogo é sempre diferente.

Beira Rio mudo, ou melhor, chorando, pois isso eles sabem fazer muito bem e a Fiel em festa! Salve o Corinthians!



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Carta Aberta ao Excelentíssimo Sr. Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo.

Carta Aberta ao Excelentíssimo Sr. Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo.

Perplexos, assistimos, nesta terça-feira (18/10) a uma reportagem do noticioso SPTV, da Rede Globo de Televisão, que exibia um treinamento de policiais militares paulistas diante de situações críticas.

Na cena exibida para milhões de telespectadores, muitos deles jovens e crianças, os atores encarnavam criminoso e vítima em aparente situação de sequestro.

De maneira não menos absurda que ignominiosa, a vítima, de cútis mais clara, vestia camisa do São Paulo Futebol Clube, enquanto o suposto meliante, de pele mais escura, trajava a malha do Sport Club Corinthians Paulista.

Não conseguimos imaginar qual seria vosso propósito ao incentivar na corporação policial o ódio e o preconceito.

Há grave delito se vosso Secretário de Segurança Pública incentiva essa prática. Caso sua escusa seja a ignorância, ainda assim mereceria rigorosa reprimenda.

A bizarra dramatização serve apenas para cristalizar opiniões distorcidas e categorizações antropológicas que não encontram espelho na realidade.

Entre os 30 milhões de corinthianos, há, sobretudo, trabalhadores, desde 1910, ano de fundação do clube no bairro do Bom Retiro.

São estas pessoas, operários, estudantes, advogados, juízes, jornalistas, engenheiros, biólogos, médicos, veterinários, motoristas, empresários, servidores públicos e colaboradores de organizações privadas, entre outros, que constroem cotidianamente a riqueza de São Paulo.

Não por acaso, o Sport Club Corinthians Paulista é bastião histórico da concórdia, patrocinador da miscigenação que deveria orgulhar o povo deste Estado. Da célula empreendedora esportiva de Miguel Bataglia, surgiu uma instituição popular que agrega brancos da terra, negros, índios e descendentes de italianos, espanhóis, portugueses, japoneses, sírios, libaneses, gregos, entre outros.

Ao fantasiar de corinthiano um bandido imaginário, os responsáveis pelo treinamento cobrem com a lama da vergonha não somente a corporação policial como o próprio governo paulista, cujos olhos deveriam estar atentos ao modelo de educação destinado aos agentes da segurança pública.

Nos últimos anos, temos acompanhado uma série de equívocos na gestão de segurança nos estádios, particularmente no que tange ao tratamento dispensado aos afiliados de nossas agremiação.

Registre-se, por exemplo, a absurda compartimentalização das entradas do estádio do Pacaembu. Em nome da “segurança”, exige-se que milhares de torcedores do setor Tobogã, inclusive mulheres e crianças, se espremam diante de um único acesso.

Agora, sabemos o porquê.

Considerada a visão turva e insidiosa de vosso designados para a Segurança Pública, somos cidadãos de segunda classe, ainda que paguemos em impostos o mesmo que os aficcionados da agremiação tradicionalmente associada à elite paulista.

É certo que esse tipo de cultura estúpida de exclusão resultará em novos conflitos, condicionando o olhar dos policiais a presumir culpa em qualquer torcedor mosqueteiro, o que ameaça a nós todos, particularmente nossos jovens e nossas crianças.

Exige-se do senhor, portanto, pulso forte e autoridade para punir imediatamente os responsáveis por tal injúria e apeá-los dos cargos de comando que ora exercem. É o mínimo que se pode esperar diante de tamanha infâmia.

MR777 - Resistência Corinthiana 777

sobre a farsa da volta das bandeiras

Um clube de futebol tem, tradicionalmente, três símbolos sagrados: o distintivo (ou escudo), o uniforme e a bandeira.

O distintivo, aquele carregado junto ao peito, é a assinatura do clube. Tudo deve levar essa marca, que define uma pessoa ou objeto como pertencente ao clube.

O uniforme é a armadura, o manto sagrado, a indumentária com a qual os iguais se reconhecem na multidão.

E a bandeira?

A bandeira é a expressão viva e em movimento do amor ao clube, sem tamanho ou formato definido, onde o portador dessa bandeira exibe a intensidade do seu sentimento.

Infelizmente, no estado de São Paulo, este símbolo vibrante e contagiante é proibido nos estádios, pois numa bela manhã de domingo, os responsáveis pelo nosso futebol acharam seguro fazer uma final de campeonato entre dois rivais com entrada gratuita em um estádio cheio de materiais de construção nas arquibancadas. O resultado, claro, foi uma tragédia que até minha filha de 6 anos seria capaz de prever: um torcedor morto a pauladas e vários feridos. E o Poder Público, perfeito e indefectível, tinha que responsabilizar alguém pelo ocorrido. De preferência alguém que não pudesse se defender e ao mesmo tempo, justificasse os fatos.

Como o rapaz foi morto a pauladas, encontraram nos mastros das bandeiras a desculpa perfeita.

E passados mais de 15 anos (a proibição ocorreu em 1995), o Governador Geraldo Alckmin se recusou a corrigir esta sandice, vetando o projeto que devolveria a alegria aos nossos estádios.

Todos os lugares do Brasil permitem o acesso das bandeiras com mastros aos estádios. Será que elas são feitas de material diferente das bandeiras paulistas?

E de tempos em tempos somos obrigados a ouvir nas transmissões que “os cariocas é que sabem fazer festa no estádio!” ou “Olha como o Mineirão está lindo!”.

Quantas pessoas morrem por ano no Brasil vítimas de “bandeiradas”? Bandeiras sozinhas saem andando por aí, agredindo pessoas nas arquibancadas?

Esta característica brasileira do proibicionismo é um dos maiores entraves para a evolução do nosso povo. Somos proibidos de fazer nossas escolhas: de comer um sanduíche de pernil duvidoso, de tomar uma cerveja quente e aguada no estádio, de fumar em lugar fechado.

Imagina um pai proibindo um filho de aprender a escrever porque usou o lápis pra riscar a parede da sala?

De repente eleger a Super Nanny pra presidente seria melhor, já que em vez do Estado cumprir seu papel regulador e mediador das relações sociais, prefere ser babá do cidadão.

Quem ofende, agride, fere ou mata é o ser humano, não é a bandeira, a pedra, o álcool, o carro ou a bala. O problema em questão é o ser humano, que deve ser educado. Ou proibido.

Leandro Bergamin é Corinthiano e colaborou com este texto para a discussão sobre a volta das bandeiras ao estádio!





NOTA DO BLOG

afora a muito pertinente questão levantada pelo texto acima, há que se discutir, e muito, a idoneidade dos entes governamentais envolvidos

notem: pouco tempo atrás, o ministério dos esportes empurrou, via conatorg, às torcidas organizadas, um TAC que obrigava todos ao fiel cumprimento do estatuto do torcedor, sob pena de banimento por prazo indeterminado

esse ajustamento de conduta, dentre outras coisas, nos obrigará, torcedores que somos, ao cadastramento biométrico, o que é o mesmo que chamar todos os torcedores de criminosos em potencial

a contrapartida oferecida às torcidas, e vendida mentirosamente ao torcedor comum sob o nome de TAC das bandeiras, era a volta dos mastros aos estádios, o que, quando do estelionato governamental, contou com apoio do ministério, que defendia a festa, e do MP, que afirmava ter um plano de controle e monitoramento, limitando a quantidade e registrando os indivíduos responsáveis

ocorre que, assinado o TAC, houve o veto governamental, sem que o MP ou o Ministério apresentassem seu posicionamento ou intercedessem posteriormente, tentando evitar que se consumasse esse absurdo, que nada mais reflete do que a preguiça do Estado em exercer suas funções fiscalizadoras

se ainda há medida, acredita o blog que cabe à conatorg, representante das torcidas organizadas, que eram as pessoas jurídicas que teriam de volta o direito às bandeiras, questionar publicamente os órgãos em questão para que façam, ao menos, um pronunciamento de discordância ao governador e o isolem nesse posicionamento preguiçoso e despótico

até mesmo porque estamos cheios de políticos e juristas omissos, presentes apenas em ocasiões eleitoreiras

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

a copa do mundo é nossa!

A COPA DO MUNDO É NOSSA
COM ITAQUERA NÃO HÁ QUEM POSSA
AS BIXA PERDEU DE NOVO
É O CORINTHIANS, TIME DO POVO!!





sobre o fieltorcedor - do blog República do Corinthians

o blog República do Corinthians é do nosso camarada Richard, e o original e o blog podem (devem) ser acessados clicando AQUI



A sacanagem do Corinthians com o verdadeiro fiel torcedor


Em meados de 2008, alguma pessoa no Parque São Jorge teve uma brilhante idéia.
Aproveitando que a torcida abraçou o time para a disputa dos campeonatos de 2008 resolveu criar o plano Fiel Torcedor.

Uma maravilha. O programa consiste em você adquirir ingressos para o jogo do time do povo pela internet, com uma enorme comodidade e também com uma certa vantagem de escapar de cambistas.

No começo, ninguém pôs uma fé no programa, ficava receoso e com o passar do tempo ele foi melhorando e praticamente se tornando um plano perfeito.
Virou realmente uma febre após as finais do campeonato paulista e da copa do brasil de 2009 no qual muita gente não conseguiu ingresso de arquibancada devido estarem todos nas mãos dos fieis torcedores e cambistas.

O plano era perfeito, privilegia quem vai sempre aos jogos com a “regalia” de comprar ingressos para os jogos mais importantes na frente das pessoas menos assiduas.

Pois é. De tão bom, começa a aparecer os problemas.
Nesta semana abriu-se os jogos no fiel torcedor contra Atlético Mineiro, Atlético Paranaense e Palmeiras.
Que maravilha não é?
Abriu os três últimos jogos, jogos no qual iremos fazer festa e empurrar o time e principalmente ser campeão contra o Palmeiras só que, algum gênio do Corinthians e do Fiel Torcedor decidiu abrir a vendagem para todos os associados e detalhe maior.

Quem estava adimplente na data da compra, mas o seu Fiel Torcedor estivesse com vencimento parcelado durante o mês de novembro e dezembro simplesmente ficou sem o direito de comprar ingresso.

Olha que legal.
Primeiro abrem para quem nunca vai e é torcedor de ocasião.
Depois pensam. Opa, vamos antecipar receita, porque o cara que está lá todo jogo e esta com o pagamento entre novembro e dezembro, vamos obrigar ele a pagar, assim conseguimos antecipar a receita.

Uma maravilha mesmo.
Muita gente que esteve lá o ano inteiro, roeu o osso, comeu a grama, simplesmente está fora de algum dos jogos, porque o sistema é feito por pagamento bancário ou cartão de crédito, e em última instância, indo até o Parque São Jorge efetuar o pagamento e resolver o problema na hora, só que, se o cidadão esta sem dinheiro, sem tempo para ir e só tem cartão de crédito, como ele faz cara pálida? Se o seu banco é outro sem ser o Bradesco (que tem agência no PSJ), como é que ele faz?

E o mais legal, eles não venderam com a alegação de que nossa e se o cara der calote??
E não é mais fácil por no sistema para mandar um e-mail para avisar que se não pagar não entra?
A vida inteira quem estava adimplente na data da compra dos ingressos, comprava tranquilamente os jogos em aberto, o FT é um bom plano, mas precisa melhorar muito a sua infra-estrutura, precisa ter seu próprio sistema de pagamento por cartão de crédito e débito para não depender de terceiros e muito menos de ficarem esperando a compensação bancária ou aviso do pag seguro, precisa dar prioridade nos últimos jogos do campeonato para os torcedores mais assiduos, porque não é justo alguem com 102 jogos na arquibancada, não ter o direito de ver o jogo onde sempre assistiu, de casais de namorados ficarem separados por causa disso.

Em tempo, eu consegui meus ingressos, sofri igual um condenado para conseguir resolver meu problema, mas este texto é um desabafo da patifaria que foi o que aconteceu esta semana com os corinthianos.
E em tempo novamente. Nada contra torcedor de ocasião, ele não é nem mais nem menos corinthiano, só que ele não pode ter o direito de tirar o lugar de quem sempre esta lá.
E em tempo novamente. Muita gente comprou o Fiel Torcedor simplesmente para revender.

Então, raciocinem.

mais sobre a imprensa marrom anticorinthianista

texto do observatório da imprensa, cujo original está aqui:



Incitação ao preconceito no SPTV
Por Luciano Martins Costa em 19/10/2011 na edição 664

Comentário para o programa radiofônico do OI, 19/10/2011


Uma das reportagens do noticioso SPTV, da TV Globo, transmitido por volta do meio-dia da terça-feira (18/10), tratava de um treinamento de policiais militares paulistas para enfrentar situações críticas. Na cena mostrada, policiais interagiam com atores fazendo o papel de criminoso e vítima, e um deles submetia o outro com um revólver.

A cena se desenrola rapidamente: o suposto sequestrador libera a vítima, que se aproxima dos policiais enquanto o “marginal” é dominado.

Na passagem diante da câmera, o detalhe que chama atenção: o ator que faz o papel de vítima tem a pele mais clara e veste uma camiseta do São Paulo Futebol Clube; o outro, no papel do bandido, é mais moreno e usa uma camiseta do Sport Club Corinthians Paulista.

A cena se passa rapidamente, mas é suficientemente clara para ver o escudo do clube nas costas do personagem.

Algumas questões podem se colocadas aqui. Uma delas: quem produz tais cenas para treinamento dos policiais sabe que está reforçando um preconceito que irá definir a ação dos agentes de segurança na vida real?

Outra questão: o jornalista encarregado de cobrir o evento deveria ter notado o detalhe e, tendo percebido, fazer a observação ao oficial encarregado do treinamento?

A terceira: tendo visto a cena, o editor que preparou o material para ser levado ao ar deveria ter acrescentado um comentário ou cortado a cena?

Último ponto: nada disso tem importância e o observador está procurando pelo em ovo?

Ora, até os últimos paralelepípedos da cidade sabem que a ação da polícia é contaminada por preconceitos contra os mais pobres, contra negros, mulatos, jovens malvestidos e outros cidadãos socialmente vulneráveis.

Entre esses preconceitos persiste a discriminação entre torcedores de clubes de futebol, sob a suposição de que há clubes “de elite” e clubes “populares”.

Mesmo que a história do futebol no Brasil mostre que a diversidade entre os torcedores desqualifica esse tipo de classificação, até o linguajar dos narradores e comentaristas esportivos eventualmente reforça esses preconceitos.

Agora, colocar um torcedor do Corinthians no papel de bandido para ensinar policiais militares como agir na repressão ao crime é mais do que preconceito: é um acinte contra milhões de cidadãos e um estímulo à violência policial discriminatória.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

sobre a reta final, a torcida e adriano

reta final

fazendo aqui aquelas projeções bestas, matemática aplicada na tabela aquém da realidade dura da bola e seus resultados imprevisíveis, o campeonato volta a ficar em nossas mãos, inclusive com chances de título antecipado, o que valorará ainda mais as passagens pra floripa que vem sendo compradas de balde pela fiel torcida.

ocorre que, ao contrário do que aconteceu no primeiro turno, não podemos mais perder pontos para times pequenos, em casa ou fora... e, pela tabela, passado botafogo, hoje, e nossos dois próximos compromissos fora, ambos vencíveis, precisamos de uma sequencia daquelas quase perfeitas, para não dar brecha a adversário que seja, masculino ou feminino.

para tanto, dois fatores devem preponderar: qualidade de rotação do elenco, com reservas e titulares com o sangue quente que faltou na segunda metade do primeiro turno, mas que parece que, após o recado dado nos protestos feitos no CT, foi recuperado; e união do elenco, que, também ao que nos parece, voltou com o afastamento do chicão, que, de certa forma, serviu de recado aos demais jogadores antigos de que tempo de clube não garante privilégios (jh e alessandro voltaram a correr) e mostrou aos recém chegados que o time não é formado por jogadores da diretoria.

a repetição de apresentações como o segundo tempo contra o vasco e o primeiro contra o atlético goianiense são emblemáticos, aquele pelo controle do jogo, este pelo volume imposto e pela construção do resultado, e, se forem constantemente repetidos, constituirão fatores importantes para nossa conquista.

e que não mais ocorra o chamado escanteio da morte!!


arbitragem

o blog vem se furtando a falar de arbitragem, mas é algo a que nossos jogadores devem se atentar, assim como nossa diretoria.

e não se trata do mimimi da bixarada e alguns outros times que sempre tentam justificar tropeços - se assim o fosse, teríamos diversos posts em sequencia falando disso nesse espaço.

ocorre que, desde a expulsão do edenílson contra o gremio, teoricamente por ter simulado contusão para retardar o jogo, algumas coisas graves tem ocorrido e ficam fora da imprensa anticorinthiana (e claro que não esperávamos algo diferente desses vendidos, a quem o companheiro cráudio japoneis, do chuta que é macumba, linkado ao lado, chama de latrina jornalística).

naquele mesmo dia, quando o resultado favorecia as gauchas, ainda no primeiro lance do segundo tempo, um alemão ruim de bola daquele time lixo caiu na própria área, saiu de maca, ganhou tempo e, ainda fora de campo, lateral para o time do sul e milagrosamente o "contundido" corre da maca para cobrar.

critério, safadeza, o caralhoaquatro... mas é no mínimo uma avaliação paradoxal da arbitragem de situações que ocorrem em todos os jogos, mas que só tem punição para os guerreiros de jorge, tal como se repetiu, recentemente, com emerson (que, claro, pela experiência que tem, não pode ser burro a ponto de forçar o segundo cartão, como o fez quando aplaudiu o palhaço do apito).

teve jogo com recuo de bola não assinalado, teve muitos pênaltis a nosso favor, e, contra o vasco, aquele do rio que se acha grande, e quando uma vitória nossa seria o emblema de pintou o campeão, tivemos um lance capital não marcado e dois impedimentos péssimamente assinalados.

e na imprensa, lance duvidoso só aparece se for para cariocas ou para as meninas, coitada delas.

notem: não se trata de mimimi, de inversão de valores, de armar uma justificativa para o final do campeonato, mas de darmos atenção ao contexto que sempre envolve as conquistas do time do povo. A consagração da revolta popular é o temos da burguesada, por isso cada tentativa de derrubar nosso levante alvinegro é mascarada, ocultada, por quem tem o dever de noticiar, fiscalizar, evitar e afins. Façamos nós, então, tal papel.



torcedores verdadeiros

é revoltante ver, num momento decisivo do campeonato, aqueles caras coringão de mil anos, de 100% de jogos em casa esse ano, de várias caravanas, de fora do estádio porque aquele cara que tem um fiel torcedor engavetado resolveu sair de casa pra gritar o nome do adriano.

jogadores passam, eterno é o corinthians, e é por ele que devemos lutar!

se vai para o estádio, vá para torcer para o corinthians! isso vale também para quem compra o fiel e fica, rodada a rodada, passando adiante para qualquer um só para manter o privilégio de compra preferencial em jogos importantes. Pare de passar o ingresso adiante. Atrapalha quem vai para a bancada com qualquer outro fito que não defender e empurrar o CORINTHIANS incondicionalmente.

e sobre adriano, claro que somos a favor dele no time, que dê certo, que desempenhe seu papel de protagonista do elenco e seja decisivo na reta final. Mas que pare a badulação, e que ele cumpra seu dever funcional e pare de encher a lata de cana (e sim, por experiência própria sabemos que aquele inchaço dele é característico dos cachaceiros), entre em forma e não exija que o time corra por ele, jogue por ele, crie e dê os gols para ele. Já vimos a consequencia disso quando o gordo deixou de jogar para andar em campo, após a copa do brasil de 2009, e ficamos quase dois anos jogando com dez em campo, com o grupo babando ovo pro dono da festa e crupiê da concentração.

e atitudes como a de ramires são lamentáveis, ainda mais quando o saldo de gols é importante. Adriano tem que escrever sua trajetória no Corinthians, e não o contrário.

jogadores passam, eterno é o corinthians, e é por ele que devemos lutar!



são januário

estamos finalizando um post gigante sobre os direitos do torcedor. Tomara que tenhamos toda a ajuda para difundí-lo e mostrar à nação o caminho para derrubar todos os dirigentes coniventes com aquela situação.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sócrates: 'Não tenho medo de morrer. Briguei pela vida'

"É fundamental a mobilização popular. Temos dois grandes grupos políticos: as torcidas organizadas e o MST (Movimento dos Sem Terra). A burguesia teme que esses grupos se fortaleçam ainda mais. Imagine as torcidas dos quatro grandes do estado numa ação comum, contra aumento no preço de ingressos, por exemplo. O grau de politização das organizadas vai dar a linha do nosso futuro. Esses movimentos estão no nascedouro e têm a ver com mudança na sociedade, é mais profundo do que futebol."


Sócrates: 'Não tenho medo de morrer. Briguei pela vida'

foto: Erika - Gaviões da Fiel - Depto. Comunicação
Em entrevista exclusiva ao LANCENET!, Sócrates abre o coração e fala sobre dependência ao álcool, futuro, Ricardo Teixeira...

05 de Outubro de 2011
LANCE

A casa da escuridão: assim Sócrates chama seu lar em Barueri (SP), onde se recupera de duas internações por causa de sangramentos no estômago e esôfago, decorrentes da cirrose.

– De manhã a gente lê, à noite ouvimos música – diz o ex-craque, obrigado a se mudar da sala de visitas para a de jantar quando o entardecer passou a prejudicar a filmagem da entrevista pela TV LANCE!.

Assim que a porta foi aberta pela esposa Kátia Bagnarelli, foi possível notar o gosto refinado. No som, Beatles. Ao lado, a caixinha do CD de Tom Jobim. Antes, revelou o Doutor, tocava Beethoven.

Nas mesas de canto, livros. Da biografia de Leônidas da Silva, o Diamante Negro, a intelectuais como Karl Marx e Nietzsche, passando por Che Guevara e Fidel.

– O mais importante é a capacidade de aprendizado. Se você tem um cérebro voltado para isso, aprende em todos os momentos.

Ídolo no Corinthians e na Seleção Brasileira, médico, politizado, Sócrates aprende agora a viver depois da quase morte. Desde agosto, foi internado duas vezes, esteve na UTI e o médico chegou a preparar sua mulher para o pior. Em casa, cultiva novos hábitos, mais saudáveis, sem o álcool, prazer que o acompanhou em boa parte da vida.

– Não tenho dependência alguma. Eu escrevia fumando um cigarro e com um copo de vinho. Isso não vai me fazer falta. Tenho amigo que coloca 20 adesivos de nicotina para viajar de avião. Isso é dependente químico. Para mim era só prazer.

30 quilos mais magro, Sócrates abriu sua casa e seu coração para o LANCENET!. Garantiu não ter medo de morrer e pressa para realizar seus objetivos. Uma campanha de conscientização das crianças e o combate à perpetuação no poder no futebol estão entre eles.

Leia a seguir:

Paulo Motoryn: Seu problema de saúde grave foi um baque grande, vai causar uma mudança de vida?

Sócrates: Não. Foi doído ficar dez dias entubado, 15 na UTI. Mas na perspectiva emocional continua a mesma coisa. Talvez agora tenha mais pressa de realizar o que ainda quero fazer.

Valdomiro Neto: Não pensa em rever algumas coisas por ter chegado a uma situação limite?

S: Não foi limite, foi gravíssima. Demorou para achar a causa porque era uma hemorragia venosa, e não arterial, que é mais comum. Não me arrependo de porra nenhuma que fiz na vida. Não tenho de estar morrendo para pensar, repensar... Meu fígado está bom pra caramba. O processo circulatório é que está com problemas e causa sangramentos. Se o processo circulatório hepático fosse no glóbulo esquerdo, ninguém saberia. Não tenho dependência ao álcool nem cigarro.

VN: Recentemente, uma coluna do Ruy Castro na "Folha de S. Paulo" citou seu caso como dependência. Você diz que não é. Incomoda esse julgamento das pessoas?

S: Ele deve ter transferido experiências para mim. É normal que algumas pessoas tenham carências e queiram dividir, pensam por que outros também não as tem. Não teria vergonha alguma de ser dependente de alguma coisa. Sou dependente da minha mulher, mas não do cigarro ou do álcool.

Alexandre Lozetti: Você teve medo de morrer em algum instante?

S: Todos nós vamos morrer. A gente se engana achando que não. Temos de aproveitar bem a vida, ela é importante, não a morte. Saber viver e respeitar suas missões e compromissos com a pátria que te escolheu e as pessoas que você ama. Agora mesmo pode cair um meteorito na minha cabeça e pronto, tchau!

AL: Mas se for possível adiar um pouquinho é melhor, não?

S: É difícil achar um guarda-chuva que aguente um meteorito (risos). Se você tem medo de morrer, é mais fácil morrer. Briguei três meses para viver, podia ter desistido e estive perto. Mas minha luta sempre foi para viver, cada segundo, e vão me aguentar por muito tempo ainda.

AL: Você se lembra de alguma coisa na UTI?

S: Nada. Além do coma induzido, eu me induzi ao coma (risos). Falei assim: vamos cuidar do resto. O organismo é muito inteligente, desliga tudo. Enquanto não recuperar todas as forças, a capacidade de compreensão fica mais complicada.

AL: Largou o cigarro também?

S: Não estou fumando. Muito pouco... Hoje não tem nenhum cigarrinho aqui.

VN: Você sempre se posicionou em assuntos políticos, como contra o Ricardo Teixeira. Por que é tão difícil vermos manifestações parecidas de jogadores de futebol?

S: Existe uma coerção ao pensamento do jogador de futebol, talvez por sua popularidade, força política e econômica. Ele tem tudo que um político sempre quis: poder social, econômico e político, mas não usa. Mas isso vai acontecer. O Paulo André (zagueiro do Corinthians) é amigo da Kátia (esposa) e fala da dificuldade de lutar contra o sistema. O artista tem de ter mais poder do que o patrão. Temos de mudar a Constituição. Ela dá autonomia às entidades, que mudam estatutos a qualquer hora. Quem leu antes ficou anos e anos: Ricardo Teixeira, Eurico Miranda, (Eduardo José) Farah... O estado não tem controle.

PM: Você consegue enxergar uma mudança nesse cenário?

S: Vai mudar. O processo num país com sociedade em construção, é desconhecido. O grau de mobilização é variável, são muitos interesses envolvidos. Mas é uma situação incompatível com o que esperamos. Há 20 anos lutávamos por eleições diretas e há um ano um metalúrgico terminou mandato de oito anos. Essa pátria muda muito rápido. Somos um povo miscigenado, carente por mudanças e temos pressa. Não sei como vai mudar, mas vai, e se bobear, antes da Olimpíada-16. Uma hora explode. É acreditar muito na impunidade que escapem tanto assim, e quando pegarem o peixe grande, tudo vai ao pasto. Ricardo Teixeira é o principal.

VN: Está surgindo muita coisa contra o Teixeira. Você o vê caindo?

S: Vejo. Há muitas falhas de estrutura nessa configuração que ele criou com excesso de confiança na impunidade. Politicamente se cercou bem, com deputados e gente da Justiça que trabalha para ele. Mas há falhas. Não sei porque pararam de falar na história do Delta Bank. Isso é agiotagem, contrair empréstimos pagando 50% ao ano em dólar! Isso, nos Estados Unidos, prende todo mundo. A Justiça tem de mexer nisso. Ele (Teixeira) representa o país. Em 2014 será mais importante do que o presidente da República. Vamos deixar esse cara lá?

Nota de Redação: em 2000, na CPI do Futebol, o Senado investigou empréstimos contraídos pela CBF no valor de US$ 36 milhões, a maior parte do montante junto ao Delta Bank, dirigido nos EUA por empresários ligados a Teixeira, que foi avalista da operação e pagou com taxas de juros muito superiores às utilizadas na época no país.

PM: A Justiça deve mexer, mas ele pode cair pela força popular?

S: É fundamental a mobilização popular. Temos dois grandes grupos políticos: as torcidas organizadas e o MST (Movimento dos Sem Terra). A burguesia teme que esses grupos se fortaleçam ainda mais. Imagine as torcidas dos quatro grandes do estado numa ação comum, contra aumento no preço de ingressos, por exemplo. O grau de politização das organizadas vai dar a linha do nosso futuro. Esses movimentos estão no nascedouro e têm a ver com mudança na sociedade, é mais profundo do que futebol.

PM: É possível fazer uma analogia com a Democracia Corintiana, em que o futebol foi agente de transformação social na época da ditadura?

S: É isso. Sempre dependemos de pensadores. De quem escolhe, de quem executa e da massa. O futebol pode fazer a massa tomar um papel mais importante.

AL: Como vê atuação da presidenta Dilma no processo da Copa?

S: Ela está reagindo às pretensões da Fifa, que quer portas abertas para os patrocinadores. A gente investe e eles ganham? Talvez pensem em protelar a construção de estádios absolutamente desnecessários, como o de Natal, para que não haja investigação. Mas vejo na figura dela uma resistência clara. Imagine como foi na Alemanha, que tem as melhores cervejas do mundo e viu a Budweiser dos Estados Unidos patrocinando a Copa. É o exemplo de como a Copa do Mundo é da Fifa e não do país que a sedia.

VN: Parece que Teixeira não tem medo de nada, não acha?

S: Tem medo, sim. Tem muito medo. Imagina se um cara desses perde o poder. Ele não é nada, nunca teve nada. Deve ser uma vida vazia pra caralho. Que graça tem?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

sobre os direitos do torcedor que foi a são januário

salve rapa

domingo, ainda no rio de janeiro, na bancada de são januário, depois de passar um baita perrengue pra entrar no jogo - claro, nada comparado ao que passaram as caravanas, e que somente viemos a saber no final do jogo, quando as mesmas adentraram o estádio - o blog, com alguns amigos, já havia decidido montar uma cartilha para mostrar a quem vai para aquele lugar quais os seus direitos, como acionar formalmente os responsáveis para que, como organizadores de um evento de massa e, consequencia disso, encarregados da segurança antes, durante e depois da partida, respondam pelos crimes, desvios funcionais, infrações ao consumidor e, havendo, danos morais e materiais de cada um.

essa cartilha está em fase de finalização, será levada às lideranças das caravanas... contudo, prontamente encontramos um problema: o medo dos torcedores e das torcidas de retaliações futuras.

sendo assim, caso seja inviável, dado o temor de um contra-ataque vindo das forças de segurança (sic) daquela terra sem lei, movermos nossos direitos nas quatro instâncias competentes (procon, corregedora da SSP/RJ, MP e justiça cível), montaremos todo um dossiê, completo, mostrando nossos direitos e as razões pelas quais a ação não saiu do papel, para o qual precisamos da ajuda de todos!

o blog vem cuidando da pesquisa legal, da elaboração dos textos e se encarregará da orientação de cada interessado (de forma gratuita e volubntária; para nós, não se trata de captação de clientela jurídica, mas de mostrar aos irmãos de bancada como proceder para reaver seus direitos).

contudo, precisamos, para alimentar nosso dossiê, de depoimentos de quem esteve presente! temos alguns muito bons, mas precisamos de mais, o cenário ideal é que cada torcedor que esteve em são januário nos mande seu relato, escrito de forma sincera, sem se preocupar em elaborar um documento formal, mas sim uma espécie de desabafo, preferencialmente com o máximo de detalhes possível.

com tudo isso, com nossos direitos somados às muitas versões que teremos, todas retratos de uma mesma saga da fiel torcida num campo de batalha, teremos força o bastante para, no mínimo, causarmos furor na imprensa, o que pode ser um caminho de pressão para que as coisas no rio de janeiro mudem.

então quem esteve no rio, ou quem conhece alguem que esteve no rio, encaminhe essa mensagem, esse pedido de ajuda. é de nosso interesse comum, e é de suma importância para que tomemos uma medida eficaz contra os abusos que sofremos naquela cidade há tempos.

basta mandar o relato para o email vardema@gmail.com, ou postá-lo em comentário, nessa mensagem mesmo.

quem não quiser ter o nome revelado, é só avisar que o relato será passado como anônimo em todos os meios de reprodução.

desde ja agradecemos, e muito, a ajuda. O blog acredita que mover as vias legais e a imprensa é o caminho para mudar essa rotina de guerra do rio... o olho por olho, nessa situação que já é extrema, pode levar a fins trágicos demais; e nossa mobilização formal é o caminho para acabarmos com a impunidade e autoritarismo que imperam nas entidades organizadoras do futebol (imaginem o cenário: o corregedor da PM do rio recebendo 1000 representações de abuso do batalhão no mesmo dia; dia em que chegam 1000 representações criminais no MP; e que o PROCON recebe as mesmas 1000 reclamações de crime contra o consumidor, ja que assim nos consideram... o barulho vai ser grande)

E VAI CORINTHIANS

sábado, 24 de setembro de 2011

sobre o papel do verdadeiro ídolo

salve rapa... novamente nos desculpando pela demora...

ocorre que ontem, num protesto justo, correto e legitimado como direito da arquibancada desde 1910, o mano tico loko, que dispensa maiores apresentações pra quem é da bancada, corinthiano e corinthianista verdadeiro, cuja palavra é daquela que nós devemos "ouvir muito e falar nada e prestar muita atenção", fez um protesto via facebook contra a postura do chicão e a permanência dele no elenco, dada a atual cota de balada, contrária ao futebol, e o desrespeito a elenco e torcida, e teve como resposta de nosso ídolo ronaldo soares giovaneli o seguinte:

Ronaldo Giovaneli DEIXA O CAPITAO EM PAZ......ZE ROELA
quinta às 15:54 · Curtir


pra não repetir tudo, em apoio ao mano, ajudamos na seguinte nota/campanha:


Num momento em que diretoria, jogadores e parte da torcida vêm agindo de forma contrária às tradições centenárias de nosso manto sagrado, faz-se de suma importância a comunhão dos verdadeiros corinthianos, daqueles que diuturnamente perpetuam o papel fiscalizador do povo, com seus ídolos, mas não aqueles pintados como tais pelo marketing roxo-grená, e sim com os verdadeiros guerreiros, heróis que não fugiram à luta e mantiveram acesa, em campo e fora dele, a chama centenária de nosso lampião.

É a comunhão do Corinthianismo, a Cia. de Jorge unida em prol da revolução popular instaurada em 1910, e que hoje, talvez mais do que nunca em sua história, necessita de um exército unido e coeso ideologicamente.

E esse é o motivo do presente manifesto: enquanto nós, torcedores de fé e alma, sofremos a cada dia com ingressos mais caros em estádios, com nossa exclusão dos finais de semana em família no Parque São Jorge, com parte da arquibancada se deixando levar pelo escambo covarde proposto pela atual diretoria, ainda assim não perdemos nosso amor e nossa ideologia Corinthianista, louvamos nossa história, honramos nossas tradições, valorizamos e respeitamos nossos ídolos e cobramos - e cobraremos sempre - aqueles que somente querem se valer de nossa camisa pela projeção pessoal, pelos benefícios de nossa grandeza, e que, de alguma maneira, agem contra as diretrizes propostas nos anos de 1910 e 1969.

Cobranças como as feitas nas arquibancadas, em Araraquara, no CT, no portão do Pacaembu, nas ruas e nas redes sociais. Desta, vale destacar as palavras do companheiro Tico Loko, devidamente proferidas contra a atitude do zagueiro Chicão, o qual, depois de muita balada e pouco futebol, foi devidamente afastado do time titular e, estrela que pensa ser, recusou o banco de nosso time, num manifesto desrespeito aos torcedores e demais jogadores.

Desrespeito ao Corinthians, clube que projetou um zagueiro que, não fosse o Parque São Jorge, estaria ainda rodando por times alternativos, sem conversas sobre fazer o pé de meia na Europa, mas sim sonhando em um dia vestir a camisa de um time de ponta nacional.

Mas, de todo o ocorrido, estranho não foi o protesto, nosso direito legítimo e obrigação, mas sim a repercussão que gerou, sobretudo com quem gerou e pela forma da resposta.

Sabemos que há torcedores que desvirtuaram seu caminho, e que estes, junto a massa alienada que repete qualquer oba-oba ouvido pela imprensa anticorinthiana ou por nossa diretoria, poderiam reagir a favor do zagueiro ou de qualquer outro cachaceiro de nosso time.

Porém tal reação não era esperada de um dos maiores ídolos de nossa torcida, um dos maiores expoentes, em campo, do amor ao manto alvinegro, da conduta guerreira que deve conduzir cada jogador do Corinthians, seja em finais, seja em treino, seja num simples amistoso.

Ronaldo Soares Giovaneli sempre mostrou a raça com que devemos enfrentar os desafios, sempre respeitou e honrou a camisa que vestiu, sempre expressou seu amor e devoção ao time do povo, e por isso sempre é lembrado quando comparamos a falta de comprometimento dos jogadores de hoje com relação a quem realmente devotou sua carreira à causa Corinthiana.

Daí a decepção pela reação de nosso ex-goleiro ao comentário do Tico Loko (http://www.facebook.com/profile.php?id=100002188172469). Claro, a opinião de cada um deve ser respeitada, e se Ronaldo possui boa relação com o atual elenco, com o zagueiro ou se tem vínculo com a atual diretoria, é uma pena, mas é direito dele.

Direito este que não lhe permite, de maneira alguma, ofender um torcedor, qualquer que seja, pelo motivo que seja.

Apenas para lembrar e realçar o sentido dessa manifestação, quando diretores fecham as portas do Parque São Jorge aos ex-jogadores, a torcida sempre compra a briga, quando a torcida busca forças para fazer prevalecer nossa tradição, ídolos verdadeiros são lembrados. Daí a decepção com a ofensa que vimos.

Por isso a proposta de cada um de nós mostrar que os verdadeiros torcedores estão unidos em prol da causa Corinthianista. Não nos vendemos, nem servimos a propósito outro que não o interesse do povo, verdadeiro dono do Sport Club Corinthians Paulista.

Responderemos ao nosso goleiro, em seu perfil, http://www.facebook.com/RONALDOGIOVANELI, da mesma forma respeitosa e decepcionada que vimos nos comentários de apoio ao Tico Loko, apenas buscando uma retratação, uma forma para que não se manche a relação com nosso ídolo: escreveremos em seu mural TORCEDOR NÃO É ZÉ RUELA, RETRATAÇÃO JÁ!.

Perpetuamos nossos ídolos, mas nosso direito legítimo de fiscalizar e cobrar deve também ser respeitado.

Pelo Corinthians, com muito amor, até o fim!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

sobre atitudes hipócritas em torno do nosso estádio

ao mesmo tempo que as notícias acerca dos andamentos das obras de itaquera nos deixam felizes e animados

ao mesmo tempo que entidades renomadas como a FGV lançam estudos autônomos acerca dos benefícios do estádio e colocam a abutraiada no chinelo

algumas atitudes políticas daqueles que têm interesse na obra irritam profundamente: na semana passada foi um grupo de holandeses (alemães, sei lá, mas europeus); agora é a comitiva política local que pega um trem exclusivo, fora do horário de pico, sem paradas, sem aperto, se bobear com um ar condicionado instalado pra cada um, e no final fala que o transporte para a região é satisfatório...

quem pega esse trem na labuta corinthiana diária sabe o quão difícil é a missão, e se para Itaquera benefícios virão, dentre os quais a melhoria do transporte, que essa hipocrisia não sirva de impedimento para os investimentos necessários!


e abaixo nossa resposta ao gordo, feliz por andar num trem exclusivo (num dia light do blog, a resposta deveria ser mais contundente e direta, sabemos...):



adendo ao post anterior

se no anterior falamos do quão oportuno e estruturado foi o amistoso de ontem, vejam agora a notícia do dia:

http://www.meutimao.com.br/link/19te

só falta agora a diretoria e a comissão técnica levantarem a má-sorte como motivo... como se não soubessem do risco...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

andre$, tite e o planejamento de sempre

mais um post feito juntando cacos e fragmentos dos fatos pingados por aí, imprensa afora...

adenor, aquele que somos obrigados a chamar de comandante, colocou a culpa daquela atuação ridícula e covarde contra o fluminense no cansaço dos jogadores.

ok, ninguém discorda que o time deve mesmo ter entrado enfraquecido, o desgaste pela correria foi grande... mas: 1. não o seria se o time não tivesse, mais uma vez, tomado gol de escanteio contra o flamengo, fato que vem se repetindo em nossos jogos, sem melhora, que deveria ocorrer em repetições de treino, e que forçou o time a se desdobrar pela virada; e 2. desgaste à parte, não há cansaço no mundo que justifique o marasmo técnico domingo, com zero chute a gol, e com uma bagunça tática tão grande que, perdendo, chegamos a ficar com 4 volantes e 0 lateral em campo!

aí, então, entramos numa jornada de 7 dias, pré-2-clássicos, rodadas-chave para abrir frente a concorrentes, seja ganhando dos sardinhas, que tiram pontos de muita gente, seja abrindo frente à bixarada.

então, passada a folga e a recuperação muscular de segunda, teríamos uma semana inteira para tentar ao menos amenizar a bola parada, que vem sendo nosso ponto fraco, e ainda fazer treinos táticos específicos para neutralizar rivais que possuem padrão de jogo...

mas não: hoje cedo, e infelizmente li de carona no jornal dum tio no metrô, foi noticiado que o foco dos treinamento de terça e quarta foi o aprimoramento da parte física do elenco... ou seja, nada de aperfeiçoamento das falhas...

hoje, para piorar, nosso pre$idente arrumou um amistoso... mas é quinta-feira, não poderia desgastar os titulares, nada melhor que levar quem não vem jogando e deixar o elenco principal treinar normalmente...

novamente, não: vários titulares integraram o elenco que foi para osasco, e, apesar de pouco terem jogado, houve um "necessário" desmembramento do elenco ao longo do dia, fato que pode ser traduzido por "mais uma vez o time não treinou junto, não se aprimorou para os próximos jogos..."

agora, nos resta a sexta-feira, já que véspera de clássico é dia de rachão, descontrair o elenco antes da concentração... e depois ainda tem torcedor que cai nas falas populistas de andre$ e roxemberg e na cansabilidade do treinador...



(em tempo: o slogan que diz que o corinthians não vive de títulos é muito bonito para manter a chama da torcida acesa em momentos adversos, mas é perigoso quando se torna subterfúgio para os fracassos do futebol que vêm se acumulando nessa diretoria, desde o segundo semestre de 2009, a maioria deles decorrente de falta de planejamento, com venda precipitada e barata de jogadores imprescindíveis, ou da soma incompetência + falta de compromisso de treinadores e elenco)

fotos - 101 anos de Corinthians




ação social - dia das crianças RSJ

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

mais sobre protestos e anticorinthianos da imprensa

iniciamos o post com as sinceras desculpas pela demora em atualizações próprias, mas compromissos pessoais e uma gripe braba nos impediram...

falamos alguns posts abaixo - na verdade, fizemos um desabafo - sobre a passividade que acomete certa parte da torcida, hoje em dia, e que vem tornando essa mesma parcela igual aos torcedores de outros clubes...

pois bem: dada nossa opinião, fomos severamente criticados acerca de defendermos intervenções diretas da torcida, ainda que o time ande com essa cara descompromissada, covarde, anticorinthianista que vem predominando desde a décima rodada do campeonato.

contudo, a história da torcida corinthiana, desde sua fundação - da torcida organizada e do próprio Sport Club Corinthians Paulista - depõe a nosso favor. Somos revolucionários, contestadores, fiscalizadores e devemos exercer nosso papel na medida em que ele é exigido: ações diretamente proporcionais ao que se vê em campo e nos corredores do PSJ, queira isso dizer uma batucada na porta do estádio, queira dizer uma conversa no treinamento, pelas portas da frente ou não.

e enquanto a discussão fica entre torcedores, cada qual com suas razões e convicções, o assunto não foge de sua alçada. Entretanto, é óbvio que a abutraiada anticorinthiana da imprensa não perderia tal oportunidade.

tomamos aqui dois exemplos (coincidentemente, dois porcos):

o primeiro, cujo texto está aqui, chega à ousadia de chamar nossa torcida de bando de estúpidos, num evidente desconhecimento do que consiste a causa corinthianista - e, se não conhece, não deveria abrir tamanho besteirol ao falar a respeito -, questiona os protestos no CT e no intervalo do jogo contra o flamengo.

mas antes do flamengo o time vinha mal demais, o treinador muito covarde, como costuma ser, e após o protesto no CT a atitude mudou... para o blog, nada de coincidência, mas sim choque na orelha dos jogadores, que se lembram que, se parte da torcida se alienou, a verdadeira parte não deixará a vagabundagem prosperar... também não achamos coincidência que, na rodada seguinte, com a missão de mostrar futebol cumprida, tenha voltado a covardia, agora mais por conta do seu adenor, o fraco.

e os protestos do intervalo, a nosso ver, só foram errados no aspecto temporal: deveria ter sido entoado quando o time entrou em campo!

o outro jornalista vai além de suas funções, usa a questão do blog ser um espaço não-jornalístico, meramente opinativo, como subterfúgio para propagar mentiras, valer-se de porta voz da diretoria corrupta que assola o PSJ, prolatar invenções covardes que qualquer um que conhece os envolvidos na invasão do CT fica indignado com uma simples leitura por alto...

vejam aqui o exemplo de antijornalismo e anticorinthianismo!

sobre tal post, logo que tivemos conhecimento, o impulso do blog foi de escrever a merecida resposta, mas, avisados que viria o posicionamento oficial, esperamos para, enfim, reproduzí-lo:

É de conhecimento de todos que o Gaviões da Fiel Torcida foi criado para combater as arbitrariedades, mandos e desmandos de um presidente da época. Temos como atribuição apoiar, incentivar, fiscalizar e cobrar o S.C.C.P. quando julgamos necessário.
O Movimento Rua São Jorge por sua vez mantém o “DNA” dos primórdios da fundação da Torcida, não se curvando para as mudanças políticas e favorecimentos pessoais.
Errando ou acertando, nossa postura será sempre a mesma e desafiamos a quem quer que seja, para que mostre uma só prova que somos “financiados” por dirigentes ou políticos. O Movimento Rua São Jorge, vive através de contribuições de nossos militantes e de colaboradores que acreditam em nossa causa.
Em contra partida o mesmo que nos acusa era braço direito do Sr. Alberto Dualib, defensor n° 1 da MSI, amigo e parceiro de Kia Joorabchian e Renato Duprat, envolvido em negócios com os mafiosos Russos, como Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili, possível sucessor de Ricardo Teixeira no comando da CBF, acusado de cobrar “taxinha” em venda de jogadores e investigação pela Policia Federal sob acusação de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Dessa forma, quem nos acusa de protestos financiados, não tem a mínima condição moral de apontar quem quer que seja.
Não participamos da atual política interna do clube, porém um dos nossos objetivos é exatamente esse. Temos hoje cerca de 150 associados no Sport Club Corinthians Paulista e queremos chegar muito mais longe, vamos manter a missão de Flavio La Selva, e se já incomodamos, iremos incomodar ainda mais num futuro próximo.

o original encontra-se aqui: http://movimentoruasaojorge.com/?p=8993

sábado, 10 de setembro de 2011

campeonato de truco - RSJ

é hoje rapa, vamos chegar!



Participem do 1º Campeonato de Truco dos Gaviões da Fiel Torcida – Rua São Jorge, que será realizado no dia 10/09/2011.
Serão 12 trios que se enfrentarão em “Raio Único”, valendo três pontos o raio. Os quatro trios que somarem mais pontos vão decidir o campeonato em semifinal e final, disputados no sistema de Raio de três partidas.
O trio campeão será premiado com o “Troféu Miguel Bataglia” ouro, três medalhas ouro e três bonés da RSJ. Já o trio vice-campeão será premiado com o “Troféu Miguel Bataglia” prata e três medalhas prata.
As inscrições vão até o dia 27/08/2011 (R$ 30,00 por trio) e podem ser realizadas na sede dos Gaviões da Fiel Torcida – Rua São Jorge, com Diego Deungaro ou Eduardo (secretário).
Participem e boa sorte!
Departamento de Esportes – RSJ

sobre a força da torcida

depois da abutraiada fazer nosso velório, depois de toda purpurina das xiliquentas da vila sônia, achando que o espírito corinthiano se altera diante de qualquer timinho, depois dos verdadeiros torcedores lembrarem aos vagabundos do seu adenor que aqui é o time do povo, e da torcida lembrar de ser protagonista, jogador e não espectador, celebramos a vitória com o texto do confra Filipe Martins Gonçalves:

http://anarcorinthians.blogspot.com/2011/09/quem-ganha-jogo-e-torcida.html

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

parabéns à rapaziada do Pavilhão 9


é a nona, mané!

parabéns aos manos pelos 21 anos de luta em prol do grande Corinthians!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

a quem não entende o protesto de ontem

conforme consta no título, é uma nota para poucos, nada destinado aos verdadeiros corinthianos:

na boa, se vcs realmente acham que o protesrto de ontem foi exagerado,
se acham mesmo que a falta de competência, comprometimento e vergonha na cara desse elenco, líder por acaso, não merece cobrança,
se acham mesmo que a incapacidade dos outros times de nos tirar o campeonato ameniza o descompromisso de alguns jogadores com a filosofia corinthiana,
e se acham que o torcedor que paga caro pra manter a vida mansa desses babacas e é usado pelo marketing quando a diretoria precisa mostrar ao mundo que o corinthians é o time do povo, apesar de, na verdade, nos excluír, num processo elitizador covarde e anticorinthiano...
façam a gentileza de não me adicionar em conversas ou tópicos desse tipo... o corinthians é o time do povo, é a utopia da luta social, a vitória diária do poder coletivo popular em nossa sociedade... somos nós que fazemos o corinthians, e lutaremos até o fim pelo corinthianismo verdadeiro!
e viva a Cia. de São Jorge

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

força, doutor!

a ideologia prevalece até na hora da necessidade... isso é ídolo, isso é exemplo, e o que ele fez e faz reflete para todo o povo brasileiro, de tão brasileiro que é nosso doutor, no nome e na vida... toda a força pra superar essa, as orações da Cia. de Jorge estão contigo!

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/09/05/socrates-volta-a-ser-internado-com-sangramento-e-esta-em-estado-grave-na-uti.htm

ANT no Brasil de Fato

Torcedores irão manter protesto em estádios
(original aqui: http://www.brasildefato.com.br/content/torcedores-ir%C3%A3o-manter-protesto-em-est%C3%A1dios)

Movimento que pede a saída do dirigente da CBF se intensifica durante os jogos do Campeonato Brasileiro



02/09/2011



Michelle Amaral

da Redação



Torcedores de futebol prometem intensificar os protestos Fora Ricardo Teixeira neste fim de semana durante os jogos do Campeonato Brasileiro.

O movimento que denuncia as irregularidades cometidas por Ricardo Teixeira e pede sua saída da direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 chegou às arquibancadas no último fim de semana.

Faixas e cartazes com os dizeres Fora Ricardo Teixeira foram erguidos pelas torcidas nos principais estádios. Agora, de acordo com nota da Confederação Nacional das Torcidas Organizadas, as manifestações continuarão.

“Nós apenas começamos. Não foram manifestações isoladas. Elas continuarão. Não há dúvida quanto a isso. Agora, a nossa missão será buscar novas formas de protestar contra Ricardo Teixeira”, afirma na nota o presidente do Conselho da Conatorg e da Dragões da Real, torcida organizada do São Paulo, André Azevedo.

Segundo Jorge Suzuki, da Associação Nacional de Torcedores (ANT), o balanço deste primeiro fim de semana de protestos nas arquibancadas foi positivo. “O Fora Ricardo Teixeira nos estádios teve um reflexo até mais positivo do que o imaginado para uma primeira tentativa, sobretudo porque foi anunciado com antecedência”, disse Suzuki.

Censura

Suzuki conta que, desde 2010, os torcedores estavam sendo impedidos de entrar nos estádios com faixas e cartazes de protesto contra o presidente da CBF. Somente no amistoso da seleção brasileira contra a Holanda, já neste ano, os manifestantes conseguiram entrar no estádio Serra Dourada, em Goiânia, com uma faixa com a seguinte frase: “Fora Ricardo Ali Babá Teixeira”. Mesmo assim, como relata Suzuki, os “seguranças particulares do evento ameaçaram agredir os integrantes da ANT” e só não o fizeram porque “um repórter local intercedeu” por eles.

Em Santa Catarina, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) tentou proibir os protestos no estado neste fim de semana, mas foi impedida pelo Ministério Público Federal. De acordo com MPF, a medida da federação catarinense "fere o direito de livre expressão de pensamento e manifestação".

Para o jornalista Juca Kfouri, “o Ministério Público Federal deu a resposta competente” à tentativa da Federação Catarinense.

A proibição, no entanto, foi mantida em Minas Gerais por policiais militares que impediram a entrada de uma faixa de protesto contra Teixeira na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, durante o jogo entre Atlético-MG e Cruzeiro. A justificativa dada pelo comando da PM é de que a entrada da faixa foi proibida para garantir a visibilidade dos torcedores, e não por censura à manifestação.

Ricardo Teixeira

O presidente da CBF é alvo de inúmeras denúncias. Em 2001, Teixeira foi denunciado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol por crimes como apropriação indébita de recursos, evasão de divisas e sonegação fiscal. No entanto, dez anos após as denúncias, as investigações estão paradas na Justiça Federal do Rio de Janeiro, onde está localizada a sede da CBF e a residência do dirigente.

No final do ano passado, Teixeira foi denunciado por uma matéria do jornal suíço Tages-Anzeiger, de Zurique, que dizia que ele teria recebido US$ 9,5 milhões de propinas da empresa suíça de marketing ISL. Nessa mesma época, um programa de televisão investigativo da TV britânica BBC apontou que três dirigentes integrantes da comissão responsável por escolher as sedes para as Copas do Mundo de 2018 e 2022 receberam propinas da ISL: o presidente da CBF, Ricardo Teixeira; o presidente da Conmebol, Nicolas Leoz; e o presidente da Confederação Africana de Futebol, Issa Hayatou.

Há 22 anos à frente da CBF, Teixeira parece não se preocupar com as denúncias de que é alvo. Em uma entrevista à Revista Piauí em julho, Teixeira desdenhou das denúncias de corrupção em que está envolvido e fez ameaças à imprensa.

Juca Kfouri acredita que os protestos contra ele não sejam capazes de retirá-lo da direção da CBF, por não se tratar de uma organização pública. No entanto, o jornalista pondera que as manifestações tornam cada vez mais incômoda a sua presença no COL. “É diferente em relação à CBF, porque a CBF é entidade privada. Mas o Comitê Organizador da Copa do Mundo diretamente mexe com dinheiro público”, explica.

“De toda maneira é bom registrar que nunca houve na história do futebol brasileiro manifestações pela saída de um presidente da CBF”, completa Kfouri.

Protestos por mudanças

Os protestos contra o dirigente da CBF foram iniciados em 2010 pela ANT. Conforme Suzuki, “o movimento nasceu em decorrência de todo um processo excludente e criminalizador do torcedor popular”. O integrante da ANT explica que para mudar esse quadro é necessário que se pense uma reformulação na CBF, e isto não pode ser feito sem a mudança na direção da entidade. “Os mandos e desmandos dele [Teixeira] são conhecidos e acompanhados há tempos pelos integrantes da ANT, e essas denúncias atuais apenas ajudaram a trazer apoio popular e novos adeptos ao movimento”, relata o torcedor.

Suzuki lembra que, apesar de ser uma entidade privada, em situações de conveniência para a CBF, os dirigentes procuram os governantes para usar dinheiro público na organização de seus eventos, como é o caso da Copa do Mundo.

Por isso, de acordo com o integrante da ANT, a principal proposta do movimento Fora Ricardo Teixeira é criar na sociedade um debate para a participação popular na entidade e na gestão do futebol brasileiro. “Não adianta tirar um [dirigente] e colocar outro, se o jogo de poder for mantido”, relativiza.

Suzuki explica que a proposta da ANT é que a CBF se torne uma entidade suprapartidária. “Nossa ideia é uma alteração de estatuto na entidade, permitindo, por exemplo, a criação de um conselho no qual o torcedor comum e o organizado, além do sindicato de jogadores de futebol, tenham poder de decisão, visto que são os protagonistas e maiores interessados na festa”, relata.

Além dos protestos nas arquibancadas, encabeçados pela Frente Nacional dos Torcedores (FNT), A ANT tem realizado desde o ano passado atos periódicos em frente aos estádios de futebol, panfletagens e manifestações em todo o Brasil.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

aniversário do corinthians: comemorações


hoje tem final do futsal sub20 e churrasco no bar da torre... e sábado:



sobre UFC e futebol


Um novo ciclo e a eterna renovação do amor


Virado o primeiro século de nossa gloriosa e gigantesca história, eis aí toda a família corinthiana - da qual São Jorge e os ancestrais me permitiram fazer parte - renovando novamente sua fé e sua devoção. Como diz o sagrado hino, o Corinthians vive eternamente em nossos corações, palpita no peito daqueles que foram, são e estão por vir. Carregar na alma a utopia do povo e dividí-la com milhões por todo o mundo me faz pequeno diante de tanta honra.

Obrigado, Corinthians, por dar sentido às nossas vidas, ser a força suprema que faz o trabalhador levantar da cama e lutar pelo pão, permitir que sua gente possa sonhar com a felicidade sublime de um gol ou de uma taça. Que eu tenha competência para exercer diariamente o corinthianismo e não deixar de defender as tuas cores e o teu manto nem por um segundo.

Corinthians, aceite esta humilde homenagem, uma sincera declaração de amor que vem lá do último átomo e percorre todas as células do meu já combalido corpo. Saiba sempre que por você eu entrego minha vida, sem vacilar. Peço apenas que guie todos nossos irmãos de causa nesse teu caminho torto, para lembrarmos sempre do porquê de sua existência.

SALVE O CORINTHIANS! PARABÉNS, CORINTHIANS! VIVA O CORINTHIANS!



original do mano cráudio, do ao lado linkado chuta que eh macumba (original aqui: http://chutaquiehmacumba.blogspot.com/2011/09/um-novo-ciclo-e-eterna-renovacao-do.html)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Formigueiro - ano II, n. 20

O Formigueiro - Ano II – No. 20 - 22/08/2011

(Boletim oficial da Associação Nacional dos Torcedores)
Site oficial (para inscrever-se como associado) http://torcedores.org
E-mail: associaonacionaldostorcedores@gmail.com
Grupo: ant-noticias@googlegroups.com
Twitter: @ANTorcedores
Rede social: http://formigueiro.ning.com
Youtube: http://www.youtube.com/user/tvformigueiro

"Sem torcedor não há futebol, sem futebol não há alegria"

“Don’t follow leaders”

(Bob Dylan)

Pontapé inicial:

Depois de alguns meses sem ser publicado, retomamos o nosso “O Formigueiro”, boletim informativo da Associação Nacional dos Torcedores.

Mas, como era de se esperar, infelizmente ainda não podemos ver nenhuma mudança no mundo do futebol.

O calendário do futebol brasileiro continua caótico, e o confronto entre os dois líderes do Campeonato Brasileiro pode acontecer sem a presença de dois de seus principais jogadores, cedidos à seleção brasileira, para um amistoso contra Gana.

Outra coisa que continua igual é que, após um pequeno impasse, a Rede Globo manteve a exclusividade dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de futebol para a TV aberta, e certamente continuará expondo os torcedores aos horários que lhe interessam.

No dia 30 de julho, a ANT participou, em diversos estados, da Marcha por uma Copa do Povo (houve pequenas diferenças nos nomes).

Foram atos unificados realizados em diversas cidades brasileiras para protestar contra os mega-eventos e os impactos que já vêm ao causando ao Brasil: remoções, privatização de serviços públicos essenciais, escândalos de corrupção. Convocadas pelos comitês populares da Copa locais, as manifestações contaram com a presença
de milhares de pessoas e reunindo ativistas de diversos movimentos sociais.

Nas obras para a Copa do Mundo, temos uma novidade. Os trabalhadores começam a se levantar contra as péssimas condições a que são submetidos. Há semanas, houve greve em Belo Horizonte, e agora há uma greve no Rio de Janeiro, feita pelos trabalhadores da obra do Maracanã. Esperamos que tenham vitórias importantes.

Um abraço de formiga e de torcedor,

Alvaro Neiva (editor-torcedor temporário de O Formigueiro)



Ganhando a guerra da informação ... (ANT na mídia)

- Chris Gaffney deu uma bela entrevista à revista Carta Capital: “Copa do Mundo e Olimpíada”, investimento público, lucro privado. Confira: http://bit.ly/mOvRk1




PALAVRA DE FORMIGA

(ARTIGOS ESCRITOS POR NOSSOS ASSOCIADOS)

O que esperar da guerra entre os clubes europeus e a UEFA?

Desenha-se na Europa um novo momento no futebol. Ou pelo menos novos donos.
Por Irlan Simões, colaborador de Outras Palavras

O primeiro semestre do ano de 2011 marcará a história do futebol brasileiro como o período que viveu um dos maiores conflitos entre os grandes clubes do país, organizados em torno do Clube dos 13, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Após uma série de idas e vindas, a última palavra pertenceu mais uma vez à maior empresa de comunicação do Brasil, a Rede Globo, que como nos últimos 20 anos, manteve o seu poder quase pleno sobre o esporte mais amado do país. Essa briga, e essa disputa de interesses, no entanto, não são uma exclusividade do futebol brasileiro.

Nos meses de Junho e Julho de 2011, o mundo presenciou o momento mais tenso de outra guerra que se arrastava há anos: o conflito entre os interesses dos grandes clubes Europeus, em contraste com os desmandos arbitrários da União Europeia de Futebol (UEFA) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA). A importância de compreender os fenômenos políticos que se manifestam hoje no futebol europeu é imensa, uma vez que as transformações protagonizadas pela Europa chegam ao futebol brasileiro com um atraso mínimo de dez anos.

A associação entre os grandes clubes

O ponto de partida para entender tal atrito é a criação do G14. O Grupo dos 14, que reuniu os maiores clubes europeus, surgiu na tentativa de impor mudanças com relação às normas em torno da internacionalização dos atletas. Capitaneados pelo mirabolante presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, o grupo chegou a um acordo de paz com a FIFA ainda no ano de 2008.

De lá para cá, num curto intervalo de tempo, muita coisa mudou: os principais clubes ingleses, por exemplo, foram todos privatizados, as cifras do mundo da bola cresceram consideravelmente e a FIFA e a UEFA se envolveram em consecutivos escândalos de corrupção. Como afirmou o antigo presidente do G14, Thomaz Kurth: “Os clubes estão muito mais fortes hoje do que já estiveram no passado”. Kurth também acredita que hoje as entidades que governam o futebol “deram demasiadas justificativas para que se questionassem suas medidas”. (link http://www.nytimes.com/2011/07/30/sports/soccer/
30iht-fifa30.html)

É isso que tem de fato dado força aos clubes mais ricos da maior indústria do futebol mundial. Reunidos desde 2008 em torno da Associação dos Clubes Europeus (European Clubs Association, a ECA), a ofensiva desse grupo cresceu em notoriedade e agressividade. A ECA hoje agrega 197 clubes de todo o continente, dirigidos por nove principais clubes: Real Madrid, Barcelona, Milan, Internazionale, Liverpool, Manchester United, Chelsea, Arsenal e o Bayern Munich, clube dirigido pelo então presidente da Associação, Karl-Heinz Rummenigge.(link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/european-clubs-breakaway-fifa-
uefa)

Uma Assembleia da ECA em Genova, no início do ano de 2011, cumpriu discutiu os encaminhamentos de tais clubes diante das medidas planejadas pela FIFA de expandir os jogos amistosos internacionais e de promover a Copa do Mundo do Qatar 2022, no período do inverno. Esses dois pontos ferem os interesses das agremiações, uma vez que as mesmas são obrigados a manter os pagamentos dos jogadores utilizados pelas seleções nacionais, mesmo correndo o risco de perdê-los por lesões, inclusive no meio das temporadas européias.

“Nós apelamos para que a UEFA garanta que um mesmo jogador não possa ser convocado para dois torneios internacionais diferentes”, afirmou Umberto Gandini, vice-presidente da ECA e dirigente do Milan, em fevereiro de 2011, logo após a Assembleia da Associação. “Esperamos que possamos discutir sobre isso sem entrar em conflito como fizemos em 2008”, concluiu. (link http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/olympic_games/london_2012/9391653.stm).

Os baluartes da ética?

A ECA, a partir desses casos, tem propagado uma intensa campanha de questionamento sobre a “democracia no futebol”, e qual o espaço de deliberação que os clubes tem para definir os rumos do futebol. As arbitrariedades cometidas pela FIFA e UEFA, de fato, seguem uma lógica de manutenção dos grupos de poder que controlam as entidades governantes há anos: garantindo mais vagas para continentes específicos na Copa do Mundo, ou para clubes de certos países na Champions League, os atuais dirigentes garantem também o voto daquelas federações e clubes que os manterão no poder.

“Será que eles estão aptos a nos representar?”, foi o que afirmou Rummenigge, pouco após a reeleição de Sepp Blatter enquanto único candidato à presidência da FIFA. Foi juntando esse esquema corrupto de tráfico de influencia com a sequência interminável de casos de improbidade administrativa, propinas e manipulações de resultados levados a público, que a ECA viu um terreno fértil para avançar na sua batalha pela deslegitimação da FIFA e da UEFA.

Apenas nos últimos dois anos, 9 membros do conselho executivo da FIFA foram banidos por envolvimento com atividades ilegais no comando da Federação. Mais recentemente, o presidente da Concacaf, também caiu em denúncias sobre suborno de árbitros. (link http://www.nytimes.com/2011/07/30/sports/soccer/30iht-fifa30.html)

A partir daí, foram consecutivos os ataques e avanços da ECA. Em Outubro deverá acontecer uma reunião articulada por Rummenigge, presidente da Associação, com Ministros dos Esportes de 27 países europeus. Nas palavras de Dennis Abott, enquanto representante de Androulla Vassiliou, Comissária de Esportes da União Européia, as autoridades nacionais foram convidadas para discutir, num encontro que acontecerá em Cracóvia, na Polônia, a “boa governança dos esportes”, tema que levará aos recentes casos de corrupção na FIFA. Momento mais do que oportuno para o avanço da ECA. (link http://www.nytimes.com/2011/07/30/sports/soccer/30iht-fifa30.html)

Hoje se sabe bem que tais entidades não são passíveis de intervenções estatais, pois são de direito privado. Há, inclusive, uma deliberação da FIFA de suspender Federação nacional onde isso ocorrer, com o propósito de “protegê-las”. Realidade da qual os mandantes da ECA provavelmente estão cientes, mas compreendendo que uma intervenção no âmbito jurídico para punir os principais dirigentes da FIFA e UEFA, pode ajudar a limpar o meio de campo e abrir espaço para as mudanças que desejam.

Ventilou-se a possibilidade de um racha na UEFA, por alguns motivos: a inserção e forte articulação que a ECA teria, a crise pela qual passava a FIFA, e principalmente o fim do termo de comprometimento que obrigava os clubes europeus a disputarem as competições da UEFA. Como afirmaram grandes jornais europeus, (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/european-clubs-breakaway-fifa-uefa)
esse termo expirará em 2014, o que abriu brechas para a conspiração. Basearam-se inclusive nas declarações de alguns dirigentes desses clubes, como o próprio Uli Hoeness, então presidente do Bayern Munich, “Caso essa democratização não ocorra a curto prazo, os clubes europeus vão proclamar a sua independência. Será uma verdadeira revolução. O futebol não merece estar a mercê de gente como Blatter e
capangas”.

Sondou-se que desse rompimento da ECA com a UEFA surgiria a European Super-League (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/european-clubs-breakaway-fifa-uefa), numa articulação muito parecida com a ocorrida na Inglaterra: os clubes romperiam com a entidade governante e passariam a gerir o seu próprio torneio. O torneio teria a participação de 20 clubes, modelo bem reduzido se comparado a atual Champions League, cujo calendário extenso incomoda os gigantes europeus.

Acontece que, de alguma forma, a tática da ECA parece ter mudado. Seja por visualizar que o momento ainda não é o ideal, ou por ter sido tal história do rompimento desde o princípio um blefe, a realidade é que Rummenigge afirmou, em 4 de Agosto que enquanto eram o G14, tinham um plano claro de rompimento, o que “se tornou uma idéia não mais viável”. Alguns afirmam que o receio dos clubes de menor porte é que o racha poderia causar o banimento das suas Federações. (link http://www.insideworldfootball.biz/worldfootball/europe/9503-is-blatter-fit-to-run-
football-asks-head-of-european-club-association)

Que realmente motiva essa guerra?

“A resposta curta é: dinheiro. Muito dinheiro”. Foi assim que Matt Scott definiu o eixo central dessa guerra que move o futebol europeu, em um artigo muito pertinente
para o jornal britânico The Guardian (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/uefa-champions-league-european-revolt?INTCMP=ILCNETTXT3487). Localizado no centro do futebol-negócio (link para texto sobre futebol-empresa que está no Outras Palavras), Scott visualizou como nos anos mais recentes, o perfil dos grandes investidores e proprietários de clubes mudou.

Ele avaliou que antigos nomes como Silvio Berlusconi, dono do Milan, barão das telecomunicações e ex-Primeiro Ministro italiano; e Roman Abramovich, proprietário do Chelsea e dono de um imenso conglomerado de empresas na Russia, tinham nos clubes de sua propriedade interesses políticos ou mesmo de ordem pessoal. Mas que não necessariamente se preocupavam com os balanços negativos nas receitas dos seus “brinquedinhos” ano após ano.

Realidades que os diferenciam de Malcolm Glazer, norte-americano proprietário do gigante Manchester United, que também é magnata do petróleo. A utilidade que um clube do porte dos Red Devils lhe confere é a de gerar receitas para sustentar seus outros negócios. Fazendo com que a renda gerada pelos torcedores (para ele apenas meros consumidores) não se revertesse em investimentos no próprio Manchester. É inclusive esse um dos motivos que tem levado torcedores do clube a lutar pela sua saída (link com matéria sobre resistências ao futebol negocio no Outras Palavras)

O futebol, antes já extremamente mercantilizado e privatizado passou principalmente a partir da era Glazer, a cumprir um papel fundamental na acumulação de riquezas de grandes grupos econômicos multinacionais. Não é a toa que empresários de países que sequer tem tradição em futebol passem a investir bilhões na compra de clubes do futebol inglês, o mais aberto do mundo. Hoje, grande maioria deles é de chineses, árabes,canadenses, russos e mais enfaticamente norte-americanos.

É interessante notar como estes tempos de instabilidade no mercado financeiro tem gerado também uma insegurança aos donos de clubes. Mesmo que a tal crise não tenha atingido enfaticamente o mundo do futebol, ou que pouco se comente sobre isso, é possível notar atitudes mais comedidas das partes dos donos de clubes. Contratações menos arriscadas, venda de estrelas (a exemplo da forçada saída de Sneijder da Internazionale, jogador fundamental nos últimos anos), e a ausência de alternativas para garantir a taxa de arrecadação que um dia tanto atraiu esses investidores.

A realidade que vivem hoje os grandes clubes europeus acompanha sim a dinâmica do mercado financeiro em apuros. Foi como pontuou François Chesnais em seu brilhante e profético ensaio “Mundialização: o capital financeiro no comando”: “Os mercados financeiros são povoados de investidores que não tem nenhuma memória das crises da bolsa do passado. O grau particularmente elevado da miopia dos mercados financeiros nascidos da longa fase de altas pode engendrar comportamentos de pânico. Estes serviriam de acelerador da crise, reforçando as dimensões subjetivas dos mecanismos de propagação”.

Esse processo deve recair inclusive sobre os clubes brasileiros, eternamente acostumados a ser mero exportador de pé-de-obra para quitar suas dívidas sem fim. Cenas dos próximos capítulos. (link http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2011/08/09/o-paradoxo-o-medo-e-o-risco-dos-proximos-tempos).

É dentro dessa ausência de respostas em curto prazo que os donos de clubes europeus, agora organizados em torno da ECA necessitam, mais do que nunca, disputar a grande soma de recursos que rondam o futebol, mas que caem diretamente no bolso da FIFA e da UEFA. Ou mais precisamente, no bolso dos seus corruptos dirigentes.

A começar pelos bilhões de dólares despejados pelos anunciantes em publicidades de toda a ordem, desde placas no campo, até exclusividade na venda de produtos durante as partidas. Apenas a título de informação, num curto intervalo de 12 anos, correspondentes ao período entre 1997 e 2009, a FIFA saltou de uma arrecadação anual de 22,5 milhões de dólares para a assustadora cifra de 1 bilhão (link http://sports.nationalpost.com/2011/08/01/is-world-soccer-headed-for-a-revolution/#more-41555)

Outro ponto fundamental que almeja a ECA é a deliberação sobre a quantidade de participantes nas competições. Nos últimos anos tanto a Copa do Mundo como a Champions League cresceram consideravelmente em número de participantes e fases classificatórias. Medidas que acarretam mais custo para os clubes, mas ainda mais renda para as entidades governantes. Assim como a convocação de jogadores de salários astronômicos que não são pagos pelas Federações nacionais, que lucram muito com as partidas. Só a Copa do Mundo de 2010 garantiu 3,7 bilhões para a FIFA, do qual foi repassado o valor irrisório de 40 milhões como compensação para os clubes que cederam seus craques. O valor final girou em torno de 100 mil dólares para cada agremiação. (link: http://www.guardian.co.uk/football/2011/jun/14/fifa-international-friendlies-europe-clubs?INTCMP=ILCNETTXT3487), sem contar o valor arrecadado em amistosos, que ganharam mais tres datas anuais.

O principal ponto de disputa entre todos eles, sem dúvidas é a venda dos direitos de imagem. Num momento de total convergência tecnológica e de um futebol enquanto um espetáculo acessível em todos os cantos do planeta, os valores são quase incontáveis no acerto com as maiores empresas de comunicação do mundo. Grande parte fica na mão da FIFA e de UEFA. Não foi a toa que numa matéria no Guardian, o depoimento de um dirigente de um grande clube inglês não identificado dizia: “Há um imenso potencial financeiro desperdiçado no futebol da forma como ele está”. (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/27/european-clubs-breakaway-fifa-uefa)

“A ECA é o que chamo de ‘Cavalo de Tróia do Futebol Moderno’”, foi o que afirmou em entrevista Fred Elesbão, economista, colaborador do site TorcidaGanhaJogo.blogspot.com. “Funciona mais ou menos como a máfia do Clube dos 13 no Brasil. Uma instituição criada pelos ricos para defender o interesse dos ricos”, prosseguiu.

Fred, que é torcedor do Náutico, um dos clubes renegados do C13, que morou na Alemanha e acompanhou de perto o futebol local, endossa a argumentação de Malcolm Clarke, presidente da Football Supporters Federation, entidade que representa mais de 180 mil torcedores europeus: “A única coisa que podemos concordar com a ECA é que a FIFA precisa ser democratizada”. Clarke também aponta como os clubes de menor porte acabam por se tornar reféns dos gigantes dentro da Associação, ganhando menos que os clubes centrais, mas receosos de estar fora da instituição e “perder a boca”. (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/28/fifa-fans-super-league-opposition?CMP=twt_gu) Panorama muito parecido com o que vivem os times periféricos do C13.

Num artigo para o Guardian, Rob Smith também não teve meias-palavras para definir o grande jogo de belos discursos que ronda essa guerra: “Só há uma coisa a fazer.

Cancelar a temporada 2011-12 e decidir se queremos o futebol enquanto aquele jogo que nos apaixonamos desde crianças, ou o grande e avarento fiasco que ele se tornou. Se for o caso do ultimo, definitivamente é o momento de parar o futebol”. E continua “[a ECA] deseja fazer o Futebol 2.0, semelhante ao antigo, mas com o dinheiro indo para ela ao invés de ir para FIFA e UEFA”. (link http://www.guardian.co.uk/football/2011/jul/28/the-fiver-european-breakaway-threat?
INTCMP=SRCH)

Assim como no caso brasileiro, essa batalha se mostra uma escolha entre o ruim e o pior, na qual estamos ainda procurando a “menos pior” saída, mesmo sem saber qual é ela. O problema central, que aqui se mostra, é que ainda não há de fato uma organização em massa dos torcedores capaz de colocar um novo elemento nessa história: o daqueles que vivem do futebol para o futebol.

Enquanto o jogo estiver dividido entre duas ou mais forças que buscam nele apenas o beneficio econômico, a cada batalha finalizada, mais perdem os torcedores. As mudanças desejadas pela ECA não representam em nada o que desejam os torcedores europeus: ingressos mais baratos, direitos de torcer e de se inserir no clube, a não venda das agremiações, e tantas outras vontades expressadas no recorrente grito de “Não ao Futebol Moderno”, que sai das arquibancadas.

Democratizar as entidades governantes do futebol é um mínimo. Mas e os clubes, continuarão sendo usados como um brinquedo na mão desses bilionários? E os torcedores, continuarão sendo tratados como consumidores frios e arrivistas que pouco se envolvem com as cores e símbolos que fizeram a historia de tanta gente? E os estádios serão novamente demolidos e adulterados para satisfazer o planejamento de marketing de uma determinada empresa que comprou o seu nome?

A nossa tarefa histórica enquanto torcedores, conscientes da natureza da político-econômica do futebol moderno, continua sendo a de politizar todos os fans, supporters, tifosi e hinchas para que tomem os seus clubes de assalto. Lutem pela democracia interna, disputem os conselhos e façam com que o futebol funcione para o próprio futebol e não para o interesse privado de poucos milionários que se apropriaram dele.



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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

sobre tite, ceará, aproveitamento e monstros

Com as desculpas pelo post curto, dada a falta de tempo para escrever ainda antes da rodada dessa noite, e atrasado, decorrência do estado de espírito e nervos com o qual o blog saiu do pacaembu, o qual não podia prevalecer para que post não passasse dos limites e das diretrizes que seguimos

1.tite

vejam nos nossos pós-jogo, a quanto tempo temos escrito sobre as cagadas do adenor, para quem mudar o time é tirar o wiliam... domingo novamente ele era o melhor do nosso ataque, e, quando saiu, tinhamos um danilo parado, sumido no jogo, mesmo após um bom primeiro tempo...

tínhamos, também, um jorge henrique mais preocupado em fazer o lance e olhar para a torcida do que em produzir para o time... nada que retire sua importância tática, normalmente usual, mas que, quando deixada em segundo plano, o tornam um jogador totalmente substituível...

afora que recuar, mais uma vez, contra um time do gabarito do ceará, ao invés de matar o jogo, é uma lástima, uma covardia que, se pertence ao futebol, não pertence, não pode jamais pertencer ao grande Corinthians!

mas seu adenor nao tem conhecimento algum de alteração de padrão; e não é surpresa... tanto que sempre ressaltamos a sorte dele e do elenco nas primeiras rodadas, e sempre alertamos para diversas falhas recorrentes na carreira desse fraquíssimo treinador...

falam que ele não pode sair porque tem o elenco com ele... até parece que nenhum outro tem essa capacidade... chega de mesmisse e covardia!


2. elenco

ser o melhor time da américa no papel vai levar jogadores preguiçosos e presunçosos até lugar nenhum...

elogiamos acima wiliam, mas porque era, dos péssimos, o menos pior... porque chega de perder gols que o centroavante do quinze de piraporinha não perde... chega de clones do moacir na lateral esquerda...

chega de insistir em pseudo-craques e fritar nossa promissora base aos 44 do segundo tempo...

se medalhões não tem culhão pra encarar a responsabilidade, a rapaziada do terrão não só os têm, por saberem e respeitarem o solo que pisam, como têm consigo a ciência do apoio da torcida, que sabe de quem cobrar...


3. escanteios

é insuporável ver que o seu adenor marca faltas e escanteios adversários com 11 homens dentro da grande área...

falamos por aqui que isso mata o contra ataque e a segunda bola... e considerando a capacidade de girar bem a bola em velocidade, a besta do tite mata, assim, uma de nossas maiores armas...

pior ainda é ver que, após 5 escanteios, e com 6 homens contra 11, a porcaria do ceará ainda consegue realizar uma jogada manjada, que deveria ser plenamente anulada por qualquer treinador+elenco que visse seus últimos jogos!

notem: com 5 jogadores a mais, ainda assim havia um cearense livre para cabecear na segunda trave, com a bola viajando por toda a área e, não contentes com isso, nossos marcadores (ou nosso time inteiro, ja que todos estavam por ali) ainda perderam o rebote (do qual, ao nosso ver, jc nao teve culpa, e o qual nosso time perdeu com 6 jogadores a mais, ja que um deles estava fora do lance de sobra, visto que cabeceou)...

acho que a revolta do blog foi exatamente por causa disso... eu (vardema) confesso que somente não fui à saída dos jogadores porque alguns amigos evitaram... e me arrependo amargamente de não ter feito nada, porque o conformismo da arquibancada já encheu o saco!


4. conformismo da arquibancada

turistas de arquibancada, voltem por favor ao payperview

o silencio de voces durante o jogo, principalmente dos que se infiltram nas TOs, atrapalha aqueles que apóiam incondicionalmente (nota de apoio às TOs, mesmo com a exclusão elitista dos ingressos e com a infiltração desses turistas, o papel segue sendo feito, com apoio total durante todas as partidas, com destaque às fora de casa)

atrapalha, e revolta, especialmente quando resolvem romper o silêncio para comemorar gol contra porco e bixa

vale repetir: se prefere gritar gol somente contra rivais e pseudo-rivais, seu lugar é o pay per view, donde pode zapear por todosos jogos...

sinceramente, nunca vimos corinthianos de verdade, adeptos e difusores do verdadeiro corinthianismo, do sentimento revolucionário centenário das arquibancadas, precisarem de mais do que o próprio sentimento para rasgar o peito e gritar CORINTHIANS aos quatro ventos... quanto mais quando nosso manto está em campo, aí sim é nosso dever apoiar o tempo todo...

ver o silencio de grande parte do estádio ser quebrado por um jogo de rival, e nao somente porque ali estava o corinthians, foi uma decepção tamanha... mais uma prova de que a luta nao pode parar, de que há muito a se melhorar na bancada e na diretoria... (chega a parecer que o gol de empate que sofremos nada mais foi senão um castigo a esse pessoal...)


5. mostros

o seu adenor, mais uma vez ele, vem a nós falar de monstro criado por bom aproveitamento... seu tite, onde o sr trabalha, ainda mais com o time e a estrutura que tem nas mãos, bom aproveitamento nada mais é que sua obrigação...

como diz nosso mano tico loko, 11 pontos a cada 5 jogos... e não 6 pontos em 6 jogos fáceis...

não há monstros nisso, há competência!





pela volta do corinthians guerreiro e do corinthianismo pleno na arquibancada,

VAI CORINTHIANS