quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

felipe...

o blog defendeu, em parte, o goleiro felipe no caso de sua briga com a diretoria...

em parte porque sabíamos que havia, da parte da diretoria, imenso desejo de vê-lo fora do time desde seu pedido de aumento após o rebaixamento, com o qual concordamos, visto que em 2007 o goleiro foi um dos raros que se salvou, mesmo ganhando muito menos que uns sujeitos que contribuíram diretamente com nossa queda... (ilustrativamente, o iran, autor de diversos penaltis bizarros na reta final do campeonato, ganhava 100mil/mes, contra 40 do goleiro)

prometemos que apurariamos o caso da saída, o que fizemos, mas com o passar dos dias e o retorno abaixo do esperado do time no pós-copa acabou tirando nosso foco...

entao, resumidamente, soubemos - e agora todos já sabem - que a saída foi forçada, que felipe acertara com o flamengo logo após a queda dos cariocas, e nao a nossa, na liberdadores, e que aquela palhaçada no penalti em 2009 fora um mimo a seus parentes flamerdistas...

quanto à briga com a diretoria, alguns teimavam em segurá-lo ao menos até que a dita proposta do genova chegasse, prometidamente rentável ao corinthians mas que nao passava de factóide; andres, direto da copa, queria o cara longe... quando felipe percebeu que nao adiantava bater o pé com a mentira do time italiano, e quando viu que dar uma de robinho e simplesmente se recusar a treinar, abandonando a concentração, o renderia o direito de cumprir o contrato encostado, começou a revelar o que de fato havia: uma proposta ponte do flamengo, pela qual o braga, laranja que foi, levava o arqueiro sem ganhar "nada" além de quatro promessas da base rubro-negra...

quer uma prova que esse contrato era laranja? responda qual time da europa faz um contrato em que o jogador pode, a qualquer tempo, voltar ao Brasil, dependendo exclusivamente da sua propria vontade??

quando isso ia melar, felipe arquitetou io quebra pau com a diretoria, ja de saco cheio, mas que inteligentemente se manteve passiva, ate que, acuado, o goleiro foi obrigado a apelar: jogou a camisa do corinthians no chao e disse que aquela m**** nao vestiria mais

forçou e conseguiu o que queria. Só se esqueceu que desde uns 15 anos atras nenhum jogador que sai do timao tretado consegue sucesso na carreira. Sua estreia em portugal? Tomou 6... seu destino? O flamerda de luxemburgo... e que se ferrem todos...

como dissemos, o blog faz sua mea culpa por ter defendido o arqueiro anteriormente; e tambem deixa claro que essa postura inteligente dos diretores aqui presentes nao justifica as diversas cagadas e irregularidades que vem acontecendo no PSJ

mas no final das contas, ganhou felipe no flamerda ou o todo poderoso com o filho do terrão JC, a quem o blog torce para que passe a carreira toda no timão, pegando tudo? Pra variar, ganhou o grande Corinthians.

Alias, parafraseando nosso amigo @RogerioBiu, sabem a unica coisa que o felipe tem mais que o corinthians e JC? Tem mais é que se f****.



AQUI É CORINTHIANS

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

mudanças no movimento rua são jorge

No intuito de melhorar algumas questões no que diz respeito a organização do Movimento Rua São Jorge, foram decididas em reunião algumas mudanças que passarão a valer a partir de 2011:

Distribuição de Ingressos:
Para as partidas realizadas aos finais de semana (sábado ou domingo) os ingressos SOMENTE serão retirados na sede do Movimento Rua São Jorge, no sábado e a partir das 14 horas. NÃO SERÃO MAIS ENTREGUES INGRESSOS NA PORTA DO PACAEMBU, salvo em jogos realizados no meio da semana.

Pagamento dos Ingressos:
Os ingressos SOMENTE serão entregues mediante o pagamento no ato da retirada, EM HIPÓTE ALGUMA SERÃO LIBERADOS INGRESSOS PARA PAGAMENTOS POSTERIORES.

Caravanas:
Todos os ônibus sairão da sede do movimento, sendo o pagamento efetuado no ato da caravana. Para os casos que são solicitados ônibus fechado paras as quebradas, o Movimento R.S.J. enviará o veiculo até a devida quebrada para buscar os integrantes e traze-los até nossa sede, onde o responsável ou o integrante individualmente deverá efetuar o pagamento para retirada dos bilhetes.

O Movimento Gaviões da Fiel - Rua São Jorge espera que todos entendam e aceitem as novas medidas, pois elas foram elaboradas para o nosso progresso.

Desejamos a todos integrantes do Movimento um feliz ano novo e um 2011 repleto de alegrias e realizações!

Pelo Corinthians, é nóis que tá!

feliz 2011 da RSJ

fim de ano de sempre

a mesma diretoria que entendeu por bem vender nossa espinha dorsal de 2009 resolveu passar dezembro por conta do Adriano, o peso morto que avaliamos negativamente alguns posts abaixo...

paralelamente, perdemos nosso capitão e o melhor volante brasileiro em atividade...

entao nos sobra do elenco o seguinte:

no gol, se JC mantiver a pegada desse ano estaremos bem representados. Falta bagagem pro reserva rafael orelha e falta alguém explicar quem contratou o bobadilla machucado a 130mil/mes com contrato curto: o próprio disse que nao teria condições de jogo, caso tivesse que entrar em campo... se é assim, se ele veio pra 6 meses de spa-remunerado, quem o contratou, ao que nos parece, lesou deliberadamente, ainda que motivado por simples incompetência, nosso cofre...

nas laterais, temos marcelo oliveira como boa opção pra rc... na direita, problema: o físico de alessandro sempre grita no começo da temporada, e, a nao ser que o andrez queira desmontar nossos volantes jogando com jucilei ou paulinho na lateral, teremos lamentavelmente que suportar moacir vestindo o manto sagrado...

a linha de volantes continua forte, claro que se perde muito sem elias, mas o esquema com ralf, paulinho e jucilei, este mais solto, com mais liberdade pra atacar e ajudar a armação, é forte. Falta reposição, perde em velocidade, mas a qualidade do toque de bola eas fintas do jucilei (quando inspirado) ajudarão demais...

na armação, bc é craque, mas tem que aprimorar a parte física: depois da lesao que teve no meio do brasileiro, nao conseguiu jogar no segundo tempo (coincidentemente o mesmo aconteceu com quase todo o time, logo após a ainda nao explicada troca da comissão técnica...). Fará bem também danilo e morais no banco: o primeiro quando for o caso de cadenciar jogo, segurar bola com experiencia; o segundo quando precisar de mais velocidade, seja junto ou no lugar do bruno...

no ataque, destaque para a saída de souza (apesar do blog ainda cobrar posicionamento oficial sobre tal transação em detrimento do Herrera, mais barato, e sobre quem acertou o salário do poste...). entendemos que iarley era um bom reserva para o ataque, principalmente pq na temporada que se encerra, graças à categoria de souza, acabou sacrificado, tendo que jogar como o centro-avante que nunca foi, e não atuou como avante aberto. Assim, precisamos de um banco de qualidade pra jogar quando o gordo não puder/quiser/conseguir e outro pra revezar com dente e JH, que correm e apanham demais...

são muitas peças pra chegar, posições que exigiam um trabalho mais focado na montagem do elenco e menos naquela papagaiada toda de Adriano. E notem que a análise considera que o time, principalmente em razão do tite, manterá o esquema com três volantes – o blog defende a volta dos três avantes, naquele falso 433 (451) do mano, que, com o temos hj, entraria em campo assim: JC, Alessandro, chicao, PA e RC; Ralf, jucilei e BC; dente, JH e gordo. Dente e JH fecham a linha de meio, formando o 5 defensivo; juilei ataca menos, mas o rodízio à frente, baseado no apoio dos alas, como faziam Alessandro e andré ano passado, ajuda a abrir espaços.

A uma semana da reapresentação, não podemos nos dar ao luxo de trazer reforços mais em cima da hora do que já está... temos um baita jogo logo no dia 16, com time em pré-temporada, e na sequencia a fase de grupos mais pesada de nossa história... precisamos de um time montado, ajustando apenas detalhes finais, pra não correr riscos desnecessários...

De positivo, para o momento, boas voltas de empréstimo e elenco experiente na libertadores... e o equilíbrio da competição deve pesar a nosso favor, pq camisa e bagagem sobram pra esse time! E vai Corinthians!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

amanhã tem festa

amanhã tem o último churrasco + cana + samba do ano no coletivo da RSJ... a partir das 19:00, churrasco e entrada liberados, breja a 2,00

vamos chegar!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Os prepotentes não são tão potentes como acham

Por SÉRGIO ALVARENGA

O idioma oficial da República Popular do Congo é o francês. Apesar disso, seu time de futebol de maior destaque, a surpresa Mazembe, trouxe relevantes contribuições para o idioma português. O país está situado no centro da África, mas a vitória do Mazembe trouxe à tona questões sobre a geografia mundial. Internamente, a República vive uma guerra civil, mas sua equipe de futebol deu lições de democracia.

É sabido que, antes do campeonato de 2000 – vencido pelo Corinthians no maior estádio de futebol do mundo, sem aspas – apenas clubes da América do Sul e da Europa participavam daqueles torneios realizados no Japão ou mesmo daqueles outros, mais antigos, com jogos na Europa e na América do Sul, ordinariamente chamados de “mundiais” – com aspas.

Sempre soube que as palavras têm seus respectivos significados. Significados que não mudam apenas pela vontade de quem as profere.

Segundo o Houaiss, “mundial” é adjetivo “relativo ao mundo como um todo, à terra inteira; geral, universal”.Aulete: Ref. ao mundo inteiro, ao planeta”.

Ora, ora. Já me perguntei antes: que estranho “mundo” – com aspas, claro - era aquele que ignorava, por exemplo, a sua maior potência econômica e bélica, localizada na América do Norte?

Sempre me acometeu a seguinte dúvida: que bizarro “mundo” era aquele que ignorava, por exemplo, o seu país mais populoso, na Ásia?

Sabe aquela guerra entre judeus e muçulmanos? No “mundo” daqueles que acham que havia Campeonato Mundial antes de 2000 não existe. É ficção.

Que delirante “mundo” era aquele que ignorava o chamado continente negro? Continente, aliás, do grande time do Mazembe! Continente, aliás, onde foi realizada a última Copa do Mundo. Será que era tudo virtual? Videogame?

Há mais. Que esquisito “mundo” era aquele que ignorava o chamado Novíssimo Continente? Talvez seja essa a razão pela qual o australiano Julian Assange tem causado tanta celeuma nos últimos dias: é um extraterrestre!

O mais curioso: que excêntrico “mundo” era aquele que ignorava até o próprio país no qual era realizado o torneio? Ou seja, o campeonato “mundial” era realizado fora do “mundo”!! As equipes viajavam de disco voador?

Entendamos de uma vez por todas: para ser intitulado de mundial, é necessário, ao menos, dar oportunidade para que todos os continentes tenham seus representantes e não sumariamente ignorá-los.

Os prepotentes sempre argumentaram que o futebol fora da América do Sul e da Europa merecia sim ser ignorado.

O argumento é antidemocrático. O argumento esquece, por exemplo, que a África já ganhou o torneio olímpico em duas oportunidades, infinitas vezes mais do que o Brasil, por exemplo! O argumento esquece que a Coréia do Sul foi semifinalista em Copa do Mundo. O argumento esquece que os Estados Unidos foram finalistas da Copa das Confederações, após vencer a poderosa Espanha, atual Campeã Mundial.

O argumento ignora o grande Mazembe.

É, de fato, os prepotentes não são tão potentes como acham…

Cabe perguntar: quem garante que um “Mazembe da época” não poderia ganhar aqueles torneios ditos “mundiais” caso fosse lhe dada uma oportunidade? Seguramente, ninguém nesse mundo – sem aspas.

Se os prepotentes querem fazer, disputar, comemorar a vitória em um torneio que ignora preconceituosamente vários continentes, que o façam, disputem, comemorem.

Mas, como sempre peço, não o chamem de mundial!

É uma questão de semântica. É uma questão de geografia. É uma questão de democracia.

Campeão Mundial foi o Corinthians. Que foi vencedor de um torneio do qual participaram representantes da América do Sul, da Concacaf, da Europa, da Ásia, da Oceania.

Foi o primeiro deles. Já que, confirmando tudo que foi dito acima, passou-se a copiar o modelo inicial e, hoje, são organizados, efetivamente, torneios mundiais.

As palavras, insisto, têm seus significados.

E já que o assunto diz respeito a imprecisões da língua, permito-me encerrar com uma redundância: o Corinthians é o primeiro Campeão Mundial de todo o mundo – sem aspas!

Sérgio Alvarenga é vice-presidente jurídico do Corinthians.

não aumentem nossos ingressos

atenção diretoria: segundo dados divulgados pela imprensa no começo da semana, nosso público médio de 2010 foi praticamente o dobro de nossos pseudo-rivais rosas, e nossa renda é maior que a soma de sardinhas, mariposas e da lusa da pompéia...

temos disparadamente as maiores receitas de bilheteria e marketing do Brasil, somos os quintos do mundo em arrecadação de camisa, o time de futebol mais acessado do google nas américas e a marca de clube mais valiosa bo país.

e tudo isso graças a nós, corinthianos, maloqueiros e sofredores.

Portanto respeitem nossas tradições. Preto e branco em campo e povão na arquibancada!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

RSJ e ANT


foto da festa de final de ano da RSJ e, ao fundo, faixa de apoio do coletivo à Associação Nacional dos Torcedores



mais fotos no blog do pulguinha

festa na baixada

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aos Ricos o Futebol

Por Marcos Alvito, antropólogo, professor da Universidade Federal Fluminense - UFF, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 12-12-2010.


Os sinais estão por toda parte. Em 2005 o Maracanã fechou a geral, talvez o setor popular mais famoso do mundo, onde durante meio século floresceu uma cultura torcedora lúdica e carnavalesca. Em seu lugar foram colocadas cadeiras de plástico com preço seis vezes maior. O Maracanã, antes "o maior de todos", vai virar um estádio para 76 mil pessoas. Esse encolhimento - que ocorrerá também nas dimensões do gramado - custará aos cidadãos "apenas" R$ 1,2 bilhão. Com a reabertura do estádio, calcula-se que os ingressos custarão pelo menos o dobro do que custam atualmente.

Recentemente realizou-se no Rio a Soccerex, feira internacional centrada no futebol-negócio. Nela, "especialistas" afirmaram que doravante o futebol brasileiro terá a classe A como clientela alvo, deixando de lado as classes B e C. Porque as D e E há muito não sentam em uma arquibancada. É claro que o evento foi financiado com dinheiro público. Em Santa Catarina, o Avaí aumentou em 50% o preço dos ingressos neste ano, passando de R$ 40 para R$ 60. No Paraná, o recém-promovido Coritiba já anunciou que aqueles que não aderirem a seu plano de sócio torcedor terão que desembolsar R$ 100 pelo ingresso avulso. Não é de se admirar que a média de público do campeonato brasileiro em 2010 tenha sido ridiculamente baixa: 14.839 pagantes.
Isso é menos que a média do campeonato alemão da segunda divisão!

Não é o preço do ingresso o único fator para o afastamento do público. Hoje os estádios viraram estúdios para um show televisivo chamado futebol. No estádio-estúdio do Engenhão, que custou aos cofres públicos três vezes mais do que previa o orçamento, placas de publicidade impedem a visão de boa parte da linha de fundo, inclusive da linha do gol. Ingressos para esse setor "pagando pra não ver" custam, em jogo normal, R$ 30. A tabela do campeonato é alterada de uma semana para outra, modificando dias e horários sem respeito pelo torcedor. A rede de TV que monopoliza as transmissões há décadas transformou o futebol em sobremesa da novela, com jogos no meio da semana terminando por volta de meia-noite. Essa mesma rede é dona do pay-per-view, que a cada dia dá mais lucro. Ou seja: ela praticamente obriga os torcedores a se transformarem em telespectadores dos canais pagos.

Esse processo de expulsão dos torcedores mais pobres (ou menos ricos) é algo planejado e consciente. Ainda em 2004, o então presidente do Atlético Paranaense já afirmava que "o clube não precisa mais de torcedores, e sim de apreciadores do espetáculo". Dentro dessa filosofia, proibiu a entrada de torcedores com bandeiras, tambores, faixas e camisas de torcidas organizadas. Por baixo de uma "nuvem midiática" vendendo a ideia de que estaria ocorrendo uma modernização do futebol brasileiro, o dinheiro do cidadão pobre financia, via impostos, sua própria expulsão. É um processo de Robin Hood ao contrário...

Chamar o futebol brasileiro contemporâneo de moderno, aliás, é piada de mau gosto. Por um lado temos uma estrutura política feudal mantida há décadas nos clubes, nas federações estaduais e na CBF. Por outro, o capitalismo selvagem na hora de extorquir os torcedores. A junção do atraso com a falsa modernidade é desastrosa.

Existe algo mais arcaico e tradicional que a venda de ingressos? Como vão sempre parar na mão dos cambistas? Será que as rendas reais são mesmo aquelas? Será que as gratuidades são mesmo aquelas? É um sistema obscuro que beneficia sempre os mesmos: empresas que fabricam os ingressos (e fazem adiantamentos aos clubes, presos a elas do mesmo modo que à televisão) e, mais uma vez, cartolas corruptos.

Por falar em polícia, qual é o principal instrumento de policiamento dos estádios? Investigação? Inteligência? Aparelhos sofisticados de filmagem? Acertou quem respondeu o cassetete, usado desde o Paleolítico. Em vez de prender e processar a minoria ínfima de torcedores que vai ao jogo para brigar, a polícia prefere bater. Desde quando o bom e velho porrete é sinônimo de modernidade?

A parte menos moderna, todavia, é o sistema de formação de jogadores. Milhões de jovens brasileiros sonham ser jogador de futebol. Poucos vão se tornar profissionais e, entre estes, pouquíssimos vão ganhar os altos salários que povoam o imaginário das classes populares. A formação de um jogador profissional demora em torno de 5 mil horas de treinamento em dez anos. Os clubes exploram essa mão de obra infantil sem nenhuma responsabilidade. Se o garoto de 11 ou 12 anos se machucar ou se não "servir" mais, o que ocorre? É simplesmente abandonado. Para onde vai? O Estado zela por ele? Regulação por parte do Estado, proteção aos jovens, preparação para a vida futura com ensino profissionalizante, nada disso ocorre.

Debaixo da bruma marqueteira que exalta a pseudomodernização assistimos a um processo de elitização perversa do futebol brasileiro. Perversa porque financiada com dinheiro do povo. Uma arte e cultura popular criada e mantida por gerações de brasileiros é saqueada em benefício de poucos. É o primeiro mandamento do futebol-mercadoria: dai aos ricos o futebol.

código de conduta - movimento RSJ

























sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Schadenfreude

Sírio Possenti
De Campinas (SP)


No último domingo, quando o Goiás "abriu o placar no Serra Dourada", ouvi foguetes no pacato Barão Geraldo. Duvido que fossem torcedores do Fluminense ou do Cruzeiro. Na segunda-feira, uma rede de TV mostrou um momento de forte vibração da torcida do S. Paulo, no Morumbi. Gol do S. Paulo? Não, gol do Goiás, aquele contra o Corinthians. Um portal mostrou, no mesmo dia, fotos de um feliz Marco Aurélio, dirigente do S. Paulo (e vereador do DEM), comemorando o fato de o Corinthians não ter sido nem vice - não importa a posição do S. Paulo na tabela. Por essas razões, publico hoje um texto que escrevi em maio ou junho, sem retoques.

"São cada vez mais numerosos os ensaios sugerindo que, se queremos entender o Brasil, temos que começar a olhar para o futebol. Alguém aí leu O negro no futebol brasileiro? Então, ao trabalho!

Alguns estudiosos têm analisado o comportamento das torcidas (as tais organizadas são bem complicadas!). Invictus mostrou como um governo ou um país pode se valer do esporte para mobilizar forças rumo a um objetivo político (muito mais explicitamente que o "Pra frente Brasil" de 1970, até). Quem tem ouvido as patriotadas do Dunga? Quem se liga nas metáforas do Lula pode começar a entender alguma coisa. Gostar é outro departamento, mas só o mais reles preconceito pode avaliar que metáforas futebolísticas são inferiores a outras. Por exemplo, às econômicas.

Foi por isso que, há algumas semanas, falei do corinthianismo, ou do anticorinthianismo. A meu ver, trata-se de um fenômeno social que merece ser analisado. Volto ao tema, um pouco à margem de meus assuntos habituais. Se bem que, na semana em que falei desse assunto, meu tema era o incipit de Moby Dick. Coisa de que os mui letrados torcedores anticorinthianos não se deram conta!

Tem de tudo nesse mundo. Masoquistas e sádicos, por exemplo (O sádico diz pro masoquista: - Me bate! E o masoquista: - Não bato!). E não me refiro às opções sexuais. Refiro-me ao prazer em geral. Aliás, tenho em mente, sobretudo, os prazeres que podem ser públicos.

Alguns sentem prazer porque fizeram coisas consideradas legais, ou porque as fizeram seus amigos ou familiares. Mas tem gente que (só) goza quando os outros se estrepam. "Um homem, correndo pela rua, tropeça e cai. Os transeuntes riem". Está em Bergson, O riso. O filósofo está tentando explicar uma das mais óbvias manifestações de prazer, exatamente o riso.

Querem um exemplo concreto, futebolístico? Neymar cobrando aquele pênalti contra o S. Paulo, com a tal paradinha, Rogério caindo atabalhoadamente: muita gente nem curtiu a habilidade e a segurança do atacante; só curtiu a queda de Rogério.

Os torcedores gaúchos são mais antigremistas e anticolorados do que gremistas e colorados. Os mineiros são mais antiatleticanos e anticruzeirenses do que atleticanos e cruzeirenses. Muitos brasileiros são antes de tudo antiargentinos. Usual, comum, típico.

Parêntese: Lá como cá? Segundo a Folha de 22/5/2010, o presidente do Milan disse que torcia pela Inter contra o Bayern, porque sua vitória colocaria quatro times italianos na próxima edição do torneio. Mas Mourinho, técnico da Inter, afirmou quem "os italianos amanhã torcerão pelo Bayern. Os do Milan e da Juventus não estarão conosco. Os do Real não estão tristes, porque o Barcelona não joga a final. É nossa cultura". Fim do parêntese.

Nesses estados, a paixão futebolística se divide fundamentalmente entre os dois grandes. Claro, há os cinco torcedores do América e os antigos torcedores do Renner. Mas o grosso da tropa está em um desses dois lados.

No Rio não é bem assim. Os grandes são quatro - ou eram. E todos têm uma torcida notável, embora vascaínos e flamenguistas sejam mais numerosos. Os flamenguistas, dizem, são a maior torcida do país.

Em S. Paulo, o fenômeno do Rio se repete: todos torcem para um dos grandes times e cada um desses grandes times tem um adversário especial, o que mais gosta de vencer. Para os corinthianos, ora é o Palmeiras, ora o S. Paulo, dependendo da quantidade de partidas decisivas em determinado período. Nos últimos cinco ou dez anos, os corinthianos curtem mais vencer o S. Paulo do que outros times. Antigamente, no tempo de Pelé, o grande adversário era o Santos - que está voltando ao páreo.

Mas o que acontece com as outras torcidas? Pergunte a um jogador ou a um torcedor do Palmeiras qual é seu principal adversário. E aos do São Paulo. E aos do Santos. E a um jogador ou torcedor do Mirassol. Até mesmo a um jogador do time da minha rua, aqui no Barão Geraldo. Todos dirão que o adversário que eles mais gostam de vencer é o Corinthians. Aliás, essa era também a posição do Pelé, que jogou contra todos os times do mundo, em todos os continentes. Mas ele gostava mesmo era de vencer o Corinthians. Até por isso ele foi muito melhor que o Maradona, que nunca jogou contra o Corinthians. Maradona provou de tudo, dizem. Menos vencer o Corinthians, eu digo.

No Rio Grande do Sul e em Minas, em Pernambuco e no Pará, pode-se descobrir em que década qual dos clubes ganhou mais títulos. Todos os gaúchos (bem, quase todos) que começaram a ver futebol no tempo do Inter de Falcão e companhia se tornaram colorados. Os que começaram a ver futebol na década seguinte são quase todos gremistas. Por quê? Porque a meninada quer torcer para o time que mais vence.

Se o Santos continuar jogando o futebol que jogou no primeiro semestre, a maior parte dos que hoje têm de cinco a dez anos vai ser santista. O Santos pode roubar futuros torcedores dos outros clubes do estado de S. Paulo. De todos? De quase todos, eu acho. Se o S. Paulo ou o Palmeiras ficarem vinte e três anos sem título vão ter uma torcida do tamanho da do Juventus. Mas a do Corinthians cresceu mesmo foi na longa fila interrompida em 1977. Até o Pelé, como disse, que surgiu exatamente naquela época, gostava mais de vencer o Corinthians do que de vencer qualquer outro clube (ou seleção, desconfio).

Aqui onde moro, nos dias de jogos do Corinthians sempre há foguetório: se ganha, são os corinthianos que fogueteiam. Se perde, os outros comemoram muito. Quando os outros perdem, não há queima de fogos. Ninguém liga. E os cachorros podem ficar em paz - uma vantagem extra!

Não estou dizendo que deve ser assim. Ou que é bom ou ruim que seja assim. Estou dizendo que é assim. É o que leio nos jornais e ouço nas rádios e TVs, de jornalistas e de jogadores. E é o que vejo nas ruas e nos bares, nos dias e nas noites de futebol. Os sociólogos e psicólogos que expliquem.

Pode ser que corinthianos sejam masoquistas. Não sei mesmo. Os outros certamente padecem de Schadenfreude, o "sentimento de alegria ou de prazer decorrente do sofrimento ou infelicidade dos outros", dizem as enciclopédias (a "doença" deles tem nome chique!). Schadenfreude é marca dos outros torcedores. Humano, demasiado humano".




Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.



fonte: blog da wawa

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

caravana da RSJ pra goiania

RSJ em Goiania







e a recepção de sábado na festa da sub de Brasília












mais fotos no blog do pulguinha

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

sobre adriano, estádio e ingressos

nunca é demais recordar que o blog nunca encarou este ano como momento de maior obrigação de conquistas. Sempre preconizamos que o corinthians, em qualquer dos seus aniversários, deve ser bem representado, honrar suas cores e bandeiras e mostrar a tradicional raça, dentro e fora dos campos.

para garantir isso, fazemos nosso papel, fiscalizando e cobrando - de preferência de forma moderada e proporcional - jogadores e diretores.

tínhamos um time e não podemos negar que em grande parte do ano ele realmente representou, jogou como corinthians. Tanto assim que perdeu uma libertadores e permaneceu de pé, aplaudido, e continuou apoiado até a reta final, quando a lamentável falta de modéstia do pseudo-treinador adílson levou a uma zona tática incompreensível e a um corpo mole do elenco, devidamente repudiando pela torcida, que nos custou 18 pontos em sete jogos e a perda do título. Sim, foi aqui que perdemos. Uma vitória e o caneco seria nosso, e nesse meio tempo perdemos pontos em casa contra botafogo, ceará e atlético goianiense, para não falar nos outros jogos.

então que cada um reconheça sua culpa: jogadores mensurem o tamanho da consequência de sua insubordinação e diretoria reveja a questão de planejamento. Até mesmo porque perdemos o melhor volante do Brasil, referência de marcação e elemento surpresa do meio campo, desafogo de nossa saída de jogo pelo chão.

E se defendemos que a meta do ano era mais uma classificação para a libertadores, e se aprendemos com o ano passado que não se pode desmontar um elenco bom se o objetivo é conquista de título importante logo depois das férias, que parem por aqui as perdas e que a reposição seja feita à altura.

Cristian seria um exelente nome, poderia fazer a contenção e liberar mais Jucilei para o jogo - e que já pensem no segundo semestre, já que, ao que tudo indica, o segundo melhor volante do campeonato sairá depois da libertadores.

Aprendamos com o matias que argentinos, somente por serem argentinos, não servem para ganhar um título intercontinental. Precisa jogar. Tanto quanto jogadores de renome, porém fora de forma, não resolvem nada.

E um banco de reservas. É lamentável um time não ter suplentes para as duas laterais e para a referência de ataque - considerando que souza, moacir e ninguém são, aqui, a mesma coisa.

Então é melhor repor com qualidade ou fazer contratações caras pra vender mais um uniforme colorido do senhor roxemberg? Sem desmerecer um cara com o curriculo do adriano, onde o perfil dele se encaixa com o que cobra a fiel torcida?

E mais: de jogador acima do peso já temos o gordo, e quando o gordo está em campo nosso meio campo corre em dobro pra cobrir espaços que sobram para os volantes, visto que nossa marcação na saída de bola fica pífia. E por não correr, ronaldo acaba virando o cara que joga o tempo inteiro na área ou entre os zagueiros adversários, como pivô.

Exatamente como gosta de jogar adriano, ainda mais fora de forma, incapaz de sair para os flancos ou para a intermediária e, na força física, arrumar espaço para chutar. Então, ao que tudo indica, com ele teremos dois caras na frente da área; mas quem vai fazer a bola chegar?; quantos jogadores terão que se deslocar o tempo inteiro para que alguém tenha espaço no ataque?; quão expostos ficaremos a contra-ataques?; os demais jogadores aguentarão uma temporada correndo por ambos?

Ou pior, e é o que parece ao blog: a trama de ronaldo em prol da vinda de adriano, ainda que tenha efetivamente um certo controle sobre a cana e a noite do imperador, foca mais um rodízio entre ambos, um revezamento de luxo entre dois caras que, por serem da mesma posição e saberem incapazes de suportar o calendário (nacional ou europeu, qualquer calendário para ambos é pesado), já arquitetaram uma temporada fisicamente tranquila.

É esperar pra ver... ao blog, melhor seria, tática e financeiramente (sim, somos um time que deve e contratações caras contribuem para que esse status nao mude), um centroavante bom, porém barato, disposto a aprender com ronaldo, jogar com sangue nos olhos para ganhar títulos e virar o cara do timão, se valorizar para o próximo ano ou herdar a condição de centroavante com a aposentadoria do pança.

E nunca é demais lembrar que, ao tempo em que escrevemos o presente post, empresários e seus asseclas mandam na base de nosso time, colocados ali por meio de manobras interesseiras que, sob uma estranha justificativa de renovação das categorias, afastaram treinadores de renome na formação de atletas, como adailton ladeira.

E outra... considerando a previsão emitida pela diretoria de triplicar, em 2011, a arrecadação com bilheteria, já se especula novo aumento no preço dos ingressos, em especial para a libertadores... mais caro do que foi neste ano é impossível, é desrespeitar demais o torcedor que apóia o time em vitórias ou derrotas, acaba seu salário caravanas e lota estádio em momentos difíceis ou quando o campeonato perde o interesse. Isso servirá apenas para que riquinhos de roxo que sempre se recusaram a pisar na arquibancada passem a fazer turismo em dias de jogo e tirar do campo a fiel torcida. Se for somente boataria, menos mal, e que revisem os valores para baixo, deixando-os condizentes com nossa realidade. Se for por causa de Adriano, não o contratem. Se for porque o planejamento de arrecadação ficou aquém do esperado, mesmo sendo disparadamente o maior do Brasil, fruto dos ingressos também com os maiores preços do Brasil, revejam os profissionais responsáveis pelo planejamento, especialmente o roxemberg, e não contratem mais nenhum estorvo a peso de ouro. Respeitem a fiel torcida: corinthians é povão.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

I Copa dos Torcedores




Há muito tempo que a prática de jogar futebol se distanciou da de torcer por uma equipe profissional. O jogador e o torcedor são hoje personagens completamente apartadas de um mesmo espetáculo, cada vez mais midiático.


Mas em São Paulo sempre resistiu entremeada pela explosão irracional da cidade a prática do futebol amador. A várzea paulista é rica de histórias, muitas mais do que as do futebol profissional.


Hoje, num momento em que os estádios passam por um processo de elitização nunca antes visto que coloca em jogo a existência também do torcedor, nada mais justo do que ser a várzea o lugar a dar espaço para que o torcedor possa, fazendo o movimento contrário, gritar contra sua exclusão e se reaproximar do ato de jogar.


É com isso em mente que o Autônomos FC, time autogerido da várzea paulistana, e a Associação Nacional dos Torcedores (ANT), organização supra-clubística recém-criada para ser a pedra no sapato daqueles que querem nos despejar dos estádios, convidam, em parceria com a Rádio Várzea Livre da USP e o Bloco Carnavalesco Filhos da Santa - já que samba e rádio sempre andaram juntos do futebol - para a
I Copa do Torcedor.


Essa copa consistirá de uma grande festa no campo do Autônomos FC, com um campeonato de futebol de areia - times de 6 jogadores/as - e um amistoso entre o Auto e a Rádio Várzea. Qualquer um pode jogar, vale time de todos os gêneros, idades e orientações sexuais. A ideia é se divertir e dizer que o futebol é nosso e dele não desistiremos!


Durante a festa, teremos música, comida, bebida e, depois do amistoso, o pessoal do Filhos da Santa mandando um samba de mesa da melhor qualidade!


Pra completar, usaremos o evento ainda para arrecadar alimentos, roupas, colchonetes e material escolar para as ocupações dos sem-teto no centro de São Paulo - afinal, falar de futebol no Brasil hoje é falar de Copa do Mundo, e falar de Copa do Mundo é falar também do processo de desalojamento de famílias pra construção de rodovias, estádios, hotéis e toda a aparelhagem urbana que a Fifa exige pra ganhar dinheiro.


Tudo isso acontecerá no CDM Bento Bicudo, casa do Autônomos, dia 11/12, a partir das 10h da manhã. O endereço exato é Rua Werner Siemens, 350 - ponte do Piqueri, lado Lapa.


Junte seus amigos, monte um time e venha jogar. Pode ser um time de torcedores de uma mesma equipe, uma combinação ou o que você quiser. Se você não consigar montar um time previamente, venha sozinho mesmo e entre em algum dos muitos combinados que por lá estarão.


A festa é sua, torcedor!


Divulgue este chamado!


I Copa do Torcedor
no CDM Bento Bicudo, campo do Autônomos FC
Rua Werner Siemens, 350 - ponte do Piqueri, lado Lapa
11/12 - a partir das 10h


SEM TORCEDOR NÃO HÁ FUTEBOL, E SEM FUTEBOL NÃO HÁ ALEGRIA!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

entrevista - alex minduin - rsj

depoimento muito bom do alex munduin, a quase duas décadas ativo entre os gaviões da fiel, e atual liderança do movimento rua são jorge.


http://vozdarua.files.wordpress.com/2010/12/entrevista-alex-minduc3adn.pdf

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

faixa da fiel ABC

Ingressos: Timão convence diretoria do Goiás a não ser abusiva

original aqui

retiramos do blog do pulguinha


A intenção da diretoria do Goiás era majorar o valor dos ingressos do confronto com o Corinthians para fazer caixa no próximo domingo. A informação que chegou aos ouvidos dos dirigentes paulistas é de que a ideia era cobrar até R$ 100 por uma arquibancada no Serra Dourada.

Mas não será mais. Após serem aconselhados pelos corintianos de que tal ganância poderia diminuir a presença da Fiel, convocada para "invadir o estádio pelo atacante Ronaldo, os dirigentes do Goiás resolveram ceder e, provavelmente, os valores irão variar de R$ 30 a R$ 80, como é de praxe. A oficialização será divulgada nesta quarta.

Nas primeiras conversas entre os dirigentes dos dois clubes, ficou acordado também que será aberto um ponto de venda em São Paulo. A comercialização será feita de maneira on-line com Goiânia e, por esse motivo, não será necessário enviar uma carga fixa para a capital paulista. A venda simultânea vai ajudar para os bilhetes serem comprados pelos corintianos das duas cidades.

A diretoria do Timão pode ajudar às torcidas organizadas com o aluguel de alguns ônibus, o que diminuiria o preço das caravanas.

jucilei quer ficar

jucilei deu entrevista ontem dizendo que quer ficar e ganhar a libertadores

tomara que nao esteja jogando para a torcida, ja sabendo que sairá

e tomara que nossa diretoria tenha aprendido com o ano passado e não repita aquela desmontada que deu no elenco quando tirou os três pilares de sustentação do time (andré, douglas e cristian). Precisamos é de reforços para posições carentes, especialmente quando o elenco titular nao fica completo, e nesse ponto temos jogadores que voltarão ao grupo e podem render, caso de marcelo oliveira e morais.

ainda que se tenha reposição à altura, a libertadores é um campeonato que começa praticamente no final da pré-temporada, no começo de fevereiro, e é importante ter o time entrosado já naquele momento, o que demanda manter a base que vem atuando, e nao o que aconteceu esse ano, quando, apesar da melhor campanha, nao tivemos boas atuações, visto que o time procurava padrão de jogo durante o campeonato.

e nao se diga em ter que vender para fazer caixa: enquanto pagamos salário de clodoaldo, souza, moacir e tantos outros caras que de tão ruins que são não conseguem ser vendidos ou trocados, e acabam emprestados com nosso time pagando grande parte do salário... o blog vai tentar levantar o tamanho do prejuízo que só isso nos dá...

mas o resumo de tudo é: temos que encarar a libertadores como a encaramos neste ano, um campeonato importante, mas nao o fim do mundo, e se a conquista nao vier, que conquistemos a vaga e tentemos novamente, ano a ano; contudo, que a diretoria faça sua parte, visto que temos um elenco bom e entrosado, acostumado a jogar junto, e que por isso deve ser mantido.

e vai corinthians!