quarta-feira, 27 de outubro de 2010

porcada, flamengo e o time de volta

time de volta em campo, de volta ao jogo de futebol e de volta à briga...

com o time completo e sem aquela baderna do Adilson, era óbvio que a coisa voltaria a andar devidamente...

442 caracterizado pelo 4312 que falamos aqui no post anterior ao jogo: 3 volantes, com ralf protegendo a zaga, elias e jucilei abertos e revezando na subida e bc flutuando à frente do meio; à frente, iarley aberto e ronaldo parado

de cara, pontos importantes:
1. elias muito bem em kleber no primeiro tempo, quando este teve que subir ao meio campo para buscar jogo (bem em kleber e bem na bronca com heber careca lopes) e nao conseguiu carregar a bola; chicao fazendo a mesma função no segundo tempo, com o porco em nossa área, onde não conseguiu receber nenhuma bola limpa para o arremate - e escrevemos semana passada que era melhor que a função individual não ficasse com o wiliam, que não tem a mesma explosão do palmeirense;
2. seguindo o que falamos neste espaço, sem o nítido corpo mole que metade de nossas peças fez em alguns jogos, ficou fácil recolocar a bola no chão e envolver o adversário... ou seja, derrubado adilson, voltemos a correr...

agora, nao há como mudar a opinião deste blog sobre não passar o jogo na defesa dando bicos para frente... ficamos 65 minutos presos no campo de defesa, salvo raros contra-ataques, salvo raras bolas que o gordo conseguia prender para sofrer falta, salvo quando danilo e w. moraes entraram e conseguiram prender bola no nosso ataque.

resumo do jogo, portanto, foi: só timão, até o gol, com aquele velho meio campo tocando bola rapidamente... basta ver o lance do gol, a bola cruza o campo duas vezes com vários toques de primeira até rc rolar para bc; depois balão pro iarley tentar se virar, ou chutões pra onde der quando não era possível quebrar bola rumo ao gordo no meio e o iarley estivesse do outro lado do ataque (e disso resultaram várias bicudas rumo ao vazio, duas ainda no primeiro tempo!)

claro que num jogo desses tem destaque o trabalho defensivo, muito bem quando o fraco guarani da barra funda tentou colocar a bola no chão e perfeito quando senhor heber palhaço careca engessou o braço e marcou todos os mergulhos verdes ao gramado (alias, se se sabe que a única jogada desse time horrível do palmeiras é cavar falta para o assunção bater, o mínimo que uma arbitragem digna e preparada deveria fazer é prestar atenção em quem só se atira e ter critério nas marcações; mas não, tropicos verdes eram falta, ao passo que em nosso ataque valia o princípio do futebol de rua barretense do "só pára se sangrou")

tres pontos excelentes e a vantagem moral de bater no rival... situação que fica ainda mais favorável para hoje se considerarmos que o time que vai a campo é o mesmo que jogou domingo.

o flamengo do luxemburgo adotou, nos três primeiros jogos, a estratégia comum de quem quer sair da crise: nao perder e, se der, vencer. Contudo, na rodada do final de semana, pelo que pudemos ver, o time jogou para cima do Vasco, deixando plantados seus dois zagueiros e alternando as subidas de juan e léo moura; maldonado jà nao sobe mais como antes e, junto com correa, deve fazer a marcação fixa em bruno césar (caso kleberson entre, provavelmente atacará mais, mas deixará mais vulnerável a defesa); renato arma e williams é o volante que sai para o jogo, com deivid, que nao pode ficar sozinho, principalmente no cabeceio, acompanhado do fraco diego maurício.

as grandes armas sao os cruzamentos dos laterais para deivid e as pauladas de esquerda de renato. Nada que nunca tenhamos enfrentado, nada que nao possa ser marcado dentro do mesmo padrão tático usado domingo, com a única variante que, dependendo do setor que o flamento vá pririzar, devemos ter mais contra-ataques pelas pontas e é possível que sobre mais espaço para apoio de volantes do que para laterais, que terão que ficar plantado para nao tomar correria no costado.

com a bola no chão, maldonado nao é jogador para segurar bruno césar, tanto quanto a falta de vocação defensiva nao deve fazer com que meias cariocas acompanhem elias tão de perto; a zaga não é lenta, mas welington e david podem sentir o peso da experiência de nosso time, o que é vantajoso para cavar faltas, forçar cartões e mesmo colocar pressão desde o início, apenas com o nome e o manto sagrado.

mais uma vez, o fato de se jogar no engenhão e não no maracana favorece ronaldo, visto que é um campo menor que permite ao time jogar mais compacto, sem ficar espalhado demais ou guardando espaços demasiadamente abertos.

time por time, o nosso é melhor. E ainda que não fosse, AQUI É CORINTHIANS!

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