quarta-feira, 13 de outubro de 2010

da bagunça tática ao conselho de jogadores

em conversa com o time do blog ao final da tagédia de domingo, a grande dúvida de todos era sobre a verdadeira razão da perda de padrão tático de um time que vinha bem encaixado taticamente desde 2008...

ainda que pesemos os desfalques do time e a consequente queda de rendimento, não há como entender a escalação de jogadores que já mostraram não ser do ramo futebolístico, o detrimento a peças que vinham entrando regularmente ao longo do campeonato, o abuso nas improvisações a insistência do treinador em ironizar, via imprensa, um jogador que, se não rendia o quanto prometera, conta com apoio (às vezes ufanista) da torcida e é bem visto dentro do elenco.

enquanto a torcida discutia se chicão devia ter como companheiro de zaga wiliam ou paulo andré, este deixa de ser relacionado para os jogos, ao passo que é escalado o recém-chegado tiago heleno, a quem os cruzeirenses agradecem a distância, desde que adilson empurrou sua contratação.

zagueiro lento, legítimo cabeça de bagre, de quem se noticiava que, apesar do empenho nos treinos, o rendimento era baixo nas atividades diárias de nosso alvi-negro.

então por que escalar? argumentem que é o jogador de confiança do treinador e responderemos que somente um sujeito insano tem naquela anta confiança o bastante para escalar como primeiro elemento na proteção da retaguarda.

isso para não falar em jabás luxemburguistas...

e pior: coloque ao lado dele o craque moacir, o infeliz cujo único jogo bem feito da vida foi exatamente a final de 2008, contra nosso Corinthians... e até hoje aquele ser parece realmente seguir jogando contra o timão, ainda que o herege qualquer tenha dado a ele nosso manto sagrado...

agora, pega uma equipe cuja escalação começa assim: julio cesar; moacir, tiago heleno, wiliam e castan;

pára aqui, por enquanto... essa era nossa defesa de domingo... e o que acontece quando o setor direito tem duas pérolas da estirpe de th e moacir? três gols de um time que perderia pra qualquer combinado da arquibancada, montado ali mesmo, na hora... três gols oriundos do setor direito da zaga, três gols em que vimos a (não) participação dos elementos em questão, três gols que poderiam muito bem ser evitados se ali estivessem melhores atletas, como os que não foram escalados (chicão), os que não foram relacionados (paulo andré) e os que estavam fora de posição, ainda que as opções do elenco não demandassem improvisações do treinador (alessandro)...

taticamente, mais que próprios três gols do primeiro tempo (o quarto e outro, anulado, também aconteceram no nosso setor direito da zaga...), o que aconteceu foi que, para evitar uma tragédia ainda maior, nosso capitão passou a jogar mais próximo do meio da área, forçando leandro castán a atuar mais como zagueiro pelo lado esquerdo do que propriamente como lateral, como entrara, improvisado.

aí chegamos ao meio campo, em que os dois volantes (paulinho e jucilei) jogavam como armadores, encarregados também do combate direto aos meias e, portanto, fazendo seus jogos no chamado tudo-ao-mesmo-tempo-agora... Quando nosso lateral esquerdo se viu forçado a cobrir a zaga, o inusitado adilson tentou suprir a ausencia de apoio por ali deslocando jucilei, deixando o combate aos dois meias goianos a encargo apenas de paulinho...

resumo até aqui: uma negação na lateral direita, um zagueiro que não sabe jogar bola ao seu lado e outro zagueiro e o lateral esquerdo tentando salvar a defesa inteira, apoiados por um volante sozinho e outro atuando improvisado na meia esquerda...

claro que paulinho pediu socorro: e alessandro, que atuava improvisado como meia, teve que ficar; até mesmo porque, tentando entender o sistema tático do time, nos pareceu que o meia improvisado era encarregado de cobrir as subidas dos volantes... o que, por óbvio, impedia a função efetiva de armação ou acabava em contra-ataques nos quais nenhum de nossos stoppers estava guardando o respectivo setor... (deixando aquela zaga no mano a mano...)

mas se o time jogava no 442 tinha mais um meia, certo? erradíssimo, porque bruno cesar foi escalado como ponta direita, por onde costuma jogar iarley, dessa vez correndo pelo meio, onde jogava souza, responsável por incríveis domínios de tíbia...

ao final, tínhamos dois jogadores que não deviam estar em campo e 5 improvisados ou fora de suas funções...

isso com alternativas no banco e no elenco...

por exemplo: alessandro na direita, paulo andré com wiliam (como sempre foi e devia ter sido - para chicão, por ser volta de contusão, era aceitável o banco, tanto quanto o visível desgaste do capitão justifica a substituição; o problema é que quem deveria estar por ali, com eles, era PA e nao TH); no meio, 442 típico, com paulinho de primeiro volante e jucilei de segundo (e sim, ambos ja jogaram e sabem jogar por ali), danilo (que entra sempre, mas foi preterisdo exatamente quando sua posição era carente) e bruno césar como meias, como sempre foi e donde marcou seus 9 gols, iarley de avante aberto e souza de referência de área (ou mdf, com dois avantes abertos, ainda que aqui o argentino entrasse fora da posição que diz preferir jogar)...

não gostou? ainda tinha o dodô, que é prata da casa e é lateral esquerdo de função (e nada melhor para dar bagagem a jogadores jovens do que enfrentar times ruins...), e, se o problema era a guarnição da defesa na ausência de ralf, que entrasse com capitão e paulo andré acrescidos do terceiro zagueiro lenadro castán, centralizado, tal como jogava quando se consagrou no grêmio barueri, num esquema tático que, com paulinho e jucilei, daria mais liberdade para o apoio de alessandro e não demandaria um ala esquerda de ofício, mas apenas atenção aos meias e volantes para bater de frente com o lateral direito adversário.

esquemas que, se parecem complicados, não fogem ao estilo de jogo que a equipe vinha adotando, nem colocam jogadores incompetentes em campo, nem colocam jogadores fora dos locais onde se perde o rendimento.

e mais: as trocas e reposições ficam em cima de quem vem entrando regularmente, mais climatizado com a competição, com o tempo de bola e com os companheiros de time.

mas pra que facilitar?

para o blog, das duas uma: ou adilson é um gênio incompreendido, tal como aqueles poetas que somente têm sua obra consagrada décadas após morrerem, ou não teve inteligência suficiente para ver o óbvio - e, sendo assim, não tem gabarito para assumir a maior nação de torcedores do mundo.

ou pior: não teve humildade de manter o jogo e ganhar o campeonato no padrão mano menezes de jogar; quis fazer do corinthians do mano o corinthians do adilson e meteu os pés pelas mãos.

basta ver que os resultados mudaram quando as altgerações de padrão tiveram início; antes, o time adquirira saída de bola rápida, completiva ao entrosamento iniciado em 2008...

E quem nos acompanha sabe que defendemos adilson na saída de mano, era um nome que poderia DAR CONTINUIDADE ao trabalho, e não inventar esquemas impraticáveis... se assim não quis, sigamos adiante...

não havia mais como continuar naquele caminho, e a coisa desandou de vez quando o treinador passou a ser questionado por seus comandados pelo nítido favorecimento ao seu contratado TH e quando decidiu ridicularizar, via imprensa, as reclamações twitadas por mdf - ainda que o blog discorde de jogadores que reclamam via twiter ou imprensa, o treinador, menos ainda, tem direito a fazer o mesmo contra o elenco.

coloque isso num time que notoriamente constitui um grupo, que anda coeso, que é unido, e a defesa mútua dentro do elenco acontecerá!

por isso - pela união do grupo -, somado à falta de profissionais de ponta no mercado, à necessidade imediata de recuperação, aos estágios que wiliam fazia com seus treinadores, especialmente mano, e ao conhecimento que tal jogador tem do que é corinthians, este blog acena positivamente com a permanência dele como responsável pelo elenco, ainda que, este ano, à sombra de um interino qualquer que fique incumbido de ser fantoche de professor... aliás, saindo do pacaembu levantamos tal idéia...

e não que achemos parreira um nome ruim; pelo contrário, o time que ele montou em sua passagem anterior ao PSJ era um dos melhores, taticamente, que vimos; contudo, seu padrão de jogo é um tanto diferente do atualmente adotado, o que demandaria tempo que não temos, porque hoje jogamos ou os três pontos e a busca pelo título, ou a garantia, posteriormente, de nossa vaga na libertadores 2011.

por isso, parreira nos parece mais interessante para a próxima temporada, a não ser que o capitão efetivamente pegasse gosto pela prancheta e tivesse respaldo de um bom trabalho nesse fim de campeonato...

matematicamente, ainda dependemos apenas de esforço próprio, e temos time para chegar... hoje enfrentamos um time que bate muito, tem uma defesa fraca, principalmente no combate de meio campo, mas que não pode ter zé roberto e eder luis livres para o jogo...

não é nenhum absurdo querer os três pontos...

então que o time resgate o corinthianismo que vinha mostrando e faça sua parte, porque em nada pode reclamar de protestos da torcida que paga mais caro em ingressos, mas mesmo assim é a primeira em média de público do brasileirão.

E VAI CORINTHIANS!

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