terça-feira, 27 de julho de 2010

mano menezes e adilson batista

mano chegou num momento conturbado: rebaixamento, transição política do pós-despotismo do dualib, elenco em frangalhos e time devendo pra meio mundo e sem crédito no mercado.

tinha em mente o que ele mesmo denominou, ao final daquele fatídico 2007, de "o maior projeto do futebol brasileiro em 2008": resgatar o corinthianismo, resgatar o orgulho, resgatar nosso respeito e nosso lugar na elite do futebol.

dependia de 2 coisas primordiais: carta branca para reformular o trabalho do departamento de futebol (sistema de trabalho, filosofia e elenco) e respaldo da diretoria (contratações, crédito para negociar e respeito aos compromissos firmados).

e o casamento deu certo.

primeiro porque mano acertou ao ser sincero na apresentação do elenco, de que o projeto devia ser gradual, passando dignamente pela série B para, no ano seguinte, disputar títulos nacionais e conquistar a vaga da libertadores no ano do centenário.

o elenco foi montado: de iran, zelão, fábio ferreira e ailton, passamos a jogar com wiliam, chicão, andré santos, douglas e aqueles que mereceram permanecer, especialmente dentinho e felipe.

o marketing trabalhou com ações inovadoras no futebol nacional, as dívidas foram renegociadas e os balancetes começaram a sair do vermelho. Crédito tão recuperado que permitiu ao mano treinar nada menos que roberto carlos e fenômeno.

resultado? passeio na série B, vice campeonato da copa do brasil. Depois, paulista invicto e no passeio da copa do brasil, ambos ganhos com o time mostrando consciência tática e padrão de jogo muito acima da média do que se costuma ver no mundo.

e mesmo quando o time perdeu o trio andré, cristian e douoglas, pilar de sustentação de raça e tática, o discurso foi mantido, e, se não levamos a libertadores, o trabalho foi reconhecido, com aplausos na eliminação e com a maioria da torcida pedindo a continuidade da comissão técnica, a despeito do posicionamento inicial de parte de nossas maiores organizadas.

se era um treinador covarde? não para este blog.

quando teve as peças certas, montou um 4-3-3 que fez gol em todos os jogos fora de casa da copa do brasil, que quando teve o entrosamento voltou a ser dominante nos clássicos, mesmo dentro daquilo que o guarani do litoral chama de estádio.

quando não teve, quando perdeu a pegada do meio campo, tanto ofensiva quanto defensivamente, teve que cuidar da casa, resguardar nossa meta e abrir mão da frente. Repostas as peças, mano pôde nos deixar consagrado com o espaço que deveria ser sempre do melhor treinador brasileiro, com a seleção, o que lhe cabe por mérito total.

e sai deixando novamente um time ofensivo. Treinador covarde não deixa time com o melhor ataque, não enfia 2, 3, em jogo final na casa do adversário. Treinador incompetente não chega após 3 anos com 67% de aproveitamento nos pontos conquistados.

todas as homenagens da torcida, domingo último, foram justas, pertinentes e merecidas. a emoção foi proporcional ao que se via, inclusive por parte deste blog, que não esperava tamanha reação naquele momento.

e o que fica? um time entrosado, com ótimas peças de jogo e de reposição, ainda que algumas sigam rendendo abaixo do potencial, com moral elevado, crédito com a torcida e com possibilidade de passar incólume pela janela de agosto.

isso nas mãos de um treinador de pouca estrada em times de ponta, mas com bons trabalhos realizados e com estilo de condução e de jogo semelhantes ao do técnico que sai.

excelente escolha, principalmente por não ser um técnico que chegaria para remodelar a equipe no meio do campeonato.

se adilson souber usar do banco de reservas e não mostrar a obviedade das alterações que fazia nos trabalhos anteriores, tem tudo para ganhar o brasileiro e chegar forte na sequência desse time em libertadores, mais experiente, mais preparado e, ao meu ver, se o cenário se concretizar, pronto para ganhar.

este blog confia.

ao mano, parabéns e muitíssimo obrigado. Adilson, bem vindo e vamos junto, somente procure nunca se esquecer do que é o corinthians.


E VAI CORINTHIANS!

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