quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

felipe...

o blog defendeu, em parte, o goleiro felipe no caso de sua briga com a diretoria...

em parte porque sabíamos que havia, da parte da diretoria, imenso desejo de vê-lo fora do time desde seu pedido de aumento após o rebaixamento, com o qual concordamos, visto que em 2007 o goleiro foi um dos raros que se salvou, mesmo ganhando muito menos que uns sujeitos que contribuíram diretamente com nossa queda... (ilustrativamente, o iran, autor de diversos penaltis bizarros na reta final do campeonato, ganhava 100mil/mes, contra 40 do goleiro)

prometemos que apurariamos o caso da saída, o que fizemos, mas com o passar dos dias e o retorno abaixo do esperado do time no pós-copa acabou tirando nosso foco...

entao, resumidamente, soubemos - e agora todos já sabem - que a saída foi forçada, que felipe acertara com o flamengo logo após a queda dos cariocas, e nao a nossa, na liberdadores, e que aquela palhaçada no penalti em 2009 fora um mimo a seus parentes flamerdistas...

quanto à briga com a diretoria, alguns teimavam em segurá-lo ao menos até que a dita proposta do genova chegasse, prometidamente rentável ao corinthians mas que nao passava de factóide; andres, direto da copa, queria o cara longe... quando felipe percebeu que nao adiantava bater o pé com a mentira do time italiano, e quando viu que dar uma de robinho e simplesmente se recusar a treinar, abandonando a concentração, o renderia o direito de cumprir o contrato encostado, começou a revelar o que de fato havia: uma proposta ponte do flamengo, pela qual o braga, laranja que foi, levava o arqueiro sem ganhar "nada" além de quatro promessas da base rubro-negra...

quer uma prova que esse contrato era laranja? responda qual time da europa faz um contrato em que o jogador pode, a qualquer tempo, voltar ao Brasil, dependendo exclusivamente da sua propria vontade??

quando isso ia melar, felipe arquitetou io quebra pau com a diretoria, ja de saco cheio, mas que inteligentemente se manteve passiva, ate que, acuado, o goleiro foi obrigado a apelar: jogou a camisa do corinthians no chao e disse que aquela m**** nao vestiria mais

forçou e conseguiu o que queria. Só se esqueceu que desde uns 15 anos atras nenhum jogador que sai do timao tretado consegue sucesso na carreira. Sua estreia em portugal? Tomou 6... seu destino? O flamerda de luxemburgo... e que se ferrem todos...

como dissemos, o blog faz sua mea culpa por ter defendido o arqueiro anteriormente; e tambem deixa claro que essa postura inteligente dos diretores aqui presentes nao justifica as diversas cagadas e irregularidades que vem acontecendo no PSJ

mas no final das contas, ganhou felipe no flamerda ou o todo poderoso com o filho do terrão JC, a quem o blog torce para que passe a carreira toda no timão, pegando tudo? Pra variar, ganhou o grande Corinthians.

Alias, parafraseando nosso amigo @RogerioBiu, sabem a unica coisa que o felipe tem mais que o corinthians e JC? Tem mais é que se f****.



AQUI É CORINTHIANS

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

mudanças no movimento rua são jorge

No intuito de melhorar algumas questões no que diz respeito a organização do Movimento Rua São Jorge, foram decididas em reunião algumas mudanças que passarão a valer a partir de 2011:

Distribuição de Ingressos:
Para as partidas realizadas aos finais de semana (sábado ou domingo) os ingressos SOMENTE serão retirados na sede do Movimento Rua São Jorge, no sábado e a partir das 14 horas. NÃO SERÃO MAIS ENTREGUES INGRESSOS NA PORTA DO PACAEMBU, salvo em jogos realizados no meio da semana.

Pagamento dos Ingressos:
Os ingressos SOMENTE serão entregues mediante o pagamento no ato da retirada, EM HIPÓTE ALGUMA SERÃO LIBERADOS INGRESSOS PARA PAGAMENTOS POSTERIORES.

Caravanas:
Todos os ônibus sairão da sede do movimento, sendo o pagamento efetuado no ato da caravana. Para os casos que são solicitados ônibus fechado paras as quebradas, o Movimento R.S.J. enviará o veiculo até a devida quebrada para buscar os integrantes e traze-los até nossa sede, onde o responsável ou o integrante individualmente deverá efetuar o pagamento para retirada dos bilhetes.

O Movimento Gaviões da Fiel - Rua São Jorge espera que todos entendam e aceitem as novas medidas, pois elas foram elaboradas para o nosso progresso.

Desejamos a todos integrantes do Movimento um feliz ano novo e um 2011 repleto de alegrias e realizações!

Pelo Corinthians, é nóis que tá!

feliz 2011 da RSJ

fim de ano de sempre

a mesma diretoria que entendeu por bem vender nossa espinha dorsal de 2009 resolveu passar dezembro por conta do Adriano, o peso morto que avaliamos negativamente alguns posts abaixo...

paralelamente, perdemos nosso capitão e o melhor volante brasileiro em atividade...

entao nos sobra do elenco o seguinte:

no gol, se JC mantiver a pegada desse ano estaremos bem representados. Falta bagagem pro reserva rafael orelha e falta alguém explicar quem contratou o bobadilla machucado a 130mil/mes com contrato curto: o próprio disse que nao teria condições de jogo, caso tivesse que entrar em campo... se é assim, se ele veio pra 6 meses de spa-remunerado, quem o contratou, ao que nos parece, lesou deliberadamente, ainda que motivado por simples incompetência, nosso cofre...

nas laterais, temos marcelo oliveira como boa opção pra rc... na direita, problema: o físico de alessandro sempre grita no começo da temporada, e, a nao ser que o andrez queira desmontar nossos volantes jogando com jucilei ou paulinho na lateral, teremos lamentavelmente que suportar moacir vestindo o manto sagrado...

a linha de volantes continua forte, claro que se perde muito sem elias, mas o esquema com ralf, paulinho e jucilei, este mais solto, com mais liberdade pra atacar e ajudar a armação, é forte. Falta reposição, perde em velocidade, mas a qualidade do toque de bola eas fintas do jucilei (quando inspirado) ajudarão demais...

na armação, bc é craque, mas tem que aprimorar a parte física: depois da lesao que teve no meio do brasileiro, nao conseguiu jogar no segundo tempo (coincidentemente o mesmo aconteceu com quase todo o time, logo após a ainda nao explicada troca da comissão técnica...). Fará bem também danilo e morais no banco: o primeiro quando for o caso de cadenciar jogo, segurar bola com experiencia; o segundo quando precisar de mais velocidade, seja junto ou no lugar do bruno...

no ataque, destaque para a saída de souza (apesar do blog ainda cobrar posicionamento oficial sobre tal transação em detrimento do Herrera, mais barato, e sobre quem acertou o salário do poste...). entendemos que iarley era um bom reserva para o ataque, principalmente pq na temporada que se encerra, graças à categoria de souza, acabou sacrificado, tendo que jogar como o centro-avante que nunca foi, e não atuou como avante aberto. Assim, precisamos de um banco de qualidade pra jogar quando o gordo não puder/quiser/conseguir e outro pra revezar com dente e JH, que correm e apanham demais...

são muitas peças pra chegar, posições que exigiam um trabalho mais focado na montagem do elenco e menos naquela papagaiada toda de Adriano. E notem que a análise considera que o time, principalmente em razão do tite, manterá o esquema com três volantes – o blog defende a volta dos três avantes, naquele falso 433 (451) do mano, que, com o temos hj, entraria em campo assim: JC, Alessandro, chicao, PA e RC; Ralf, jucilei e BC; dente, JH e gordo. Dente e JH fecham a linha de meio, formando o 5 defensivo; juilei ataca menos, mas o rodízio à frente, baseado no apoio dos alas, como faziam Alessandro e andré ano passado, ajuda a abrir espaços.

A uma semana da reapresentação, não podemos nos dar ao luxo de trazer reforços mais em cima da hora do que já está... temos um baita jogo logo no dia 16, com time em pré-temporada, e na sequencia a fase de grupos mais pesada de nossa história... precisamos de um time montado, ajustando apenas detalhes finais, pra não correr riscos desnecessários...

De positivo, para o momento, boas voltas de empréstimo e elenco experiente na libertadores... e o equilíbrio da competição deve pesar a nosso favor, pq camisa e bagagem sobram pra esse time! E vai Corinthians!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

amanhã tem festa

amanhã tem o último churrasco + cana + samba do ano no coletivo da RSJ... a partir das 19:00, churrasco e entrada liberados, breja a 2,00

vamos chegar!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Os prepotentes não são tão potentes como acham

Por SÉRGIO ALVARENGA

O idioma oficial da República Popular do Congo é o francês. Apesar disso, seu time de futebol de maior destaque, a surpresa Mazembe, trouxe relevantes contribuições para o idioma português. O país está situado no centro da África, mas a vitória do Mazembe trouxe à tona questões sobre a geografia mundial. Internamente, a República vive uma guerra civil, mas sua equipe de futebol deu lições de democracia.

É sabido que, antes do campeonato de 2000 – vencido pelo Corinthians no maior estádio de futebol do mundo, sem aspas – apenas clubes da América do Sul e da Europa participavam daqueles torneios realizados no Japão ou mesmo daqueles outros, mais antigos, com jogos na Europa e na América do Sul, ordinariamente chamados de “mundiais” – com aspas.

Sempre soube que as palavras têm seus respectivos significados. Significados que não mudam apenas pela vontade de quem as profere.

Segundo o Houaiss, “mundial” é adjetivo “relativo ao mundo como um todo, à terra inteira; geral, universal”.Aulete: Ref. ao mundo inteiro, ao planeta”.

Ora, ora. Já me perguntei antes: que estranho “mundo” – com aspas, claro - era aquele que ignorava, por exemplo, a sua maior potência econômica e bélica, localizada na América do Norte?

Sempre me acometeu a seguinte dúvida: que bizarro “mundo” era aquele que ignorava, por exemplo, o seu país mais populoso, na Ásia?

Sabe aquela guerra entre judeus e muçulmanos? No “mundo” daqueles que acham que havia Campeonato Mundial antes de 2000 não existe. É ficção.

Que delirante “mundo” era aquele que ignorava o chamado continente negro? Continente, aliás, do grande time do Mazembe! Continente, aliás, onde foi realizada a última Copa do Mundo. Será que era tudo virtual? Videogame?

Há mais. Que esquisito “mundo” era aquele que ignorava o chamado Novíssimo Continente? Talvez seja essa a razão pela qual o australiano Julian Assange tem causado tanta celeuma nos últimos dias: é um extraterrestre!

O mais curioso: que excêntrico “mundo” era aquele que ignorava até o próprio país no qual era realizado o torneio? Ou seja, o campeonato “mundial” era realizado fora do “mundo”!! As equipes viajavam de disco voador?

Entendamos de uma vez por todas: para ser intitulado de mundial, é necessário, ao menos, dar oportunidade para que todos os continentes tenham seus representantes e não sumariamente ignorá-los.

Os prepotentes sempre argumentaram que o futebol fora da América do Sul e da Europa merecia sim ser ignorado.

O argumento é antidemocrático. O argumento esquece, por exemplo, que a África já ganhou o torneio olímpico em duas oportunidades, infinitas vezes mais do que o Brasil, por exemplo! O argumento esquece que a Coréia do Sul foi semifinalista em Copa do Mundo. O argumento esquece que os Estados Unidos foram finalistas da Copa das Confederações, após vencer a poderosa Espanha, atual Campeã Mundial.

O argumento ignora o grande Mazembe.

É, de fato, os prepotentes não são tão potentes como acham…

Cabe perguntar: quem garante que um “Mazembe da época” não poderia ganhar aqueles torneios ditos “mundiais” caso fosse lhe dada uma oportunidade? Seguramente, ninguém nesse mundo – sem aspas.

Se os prepotentes querem fazer, disputar, comemorar a vitória em um torneio que ignora preconceituosamente vários continentes, que o façam, disputem, comemorem.

Mas, como sempre peço, não o chamem de mundial!

É uma questão de semântica. É uma questão de geografia. É uma questão de democracia.

Campeão Mundial foi o Corinthians. Que foi vencedor de um torneio do qual participaram representantes da América do Sul, da Concacaf, da Europa, da Ásia, da Oceania.

Foi o primeiro deles. Já que, confirmando tudo que foi dito acima, passou-se a copiar o modelo inicial e, hoje, são organizados, efetivamente, torneios mundiais.

As palavras, insisto, têm seus significados.

E já que o assunto diz respeito a imprecisões da língua, permito-me encerrar com uma redundância: o Corinthians é o primeiro Campeão Mundial de todo o mundo – sem aspas!

Sérgio Alvarenga é vice-presidente jurídico do Corinthians.

não aumentem nossos ingressos

atenção diretoria: segundo dados divulgados pela imprensa no começo da semana, nosso público médio de 2010 foi praticamente o dobro de nossos pseudo-rivais rosas, e nossa renda é maior que a soma de sardinhas, mariposas e da lusa da pompéia...

temos disparadamente as maiores receitas de bilheteria e marketing do Brasil, somos os quintos do mundo em arrecadação de camisa, o time de futebol mais acessado do google nas américas e a marca de clube mais valiosa bo país.

e tudo isso graças a nós, corinthianos, maloqueiros e sofredores.

Portanto respeitem nossas tradições. Preto e branco em campo e povão na arquibancada!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

RSJ e ANT


foto da festa de final de ano da RSJ e, ao fundo, faixa de apoio do coletivo à Associação Nacional dos Torcedores



mais fotos no blog do pulguinha

festa na baixada

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aos Ricos o Futebol

Por Marcos Alvito, antropólogo, professor da Universidade Federal Fluminense - UFF, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 12-12-2010.


Os sinais estão por toda parte. Em 2005 o Maracanã fechou a geral, talvez o setor popular mais famoso do mundo, onde durante meio século floresceu uma cultura torcedora lúdica e carnavalesca. Em seu lugar foram colocadas cadeiras de plástico com preço seis vezes maior. O Maracanã, antes "o maior de todos", vai virar um estádio para 76 mil pessoas. Esse encolhimento - que ocorrerá também nas dimensões do gramado - custará aos cidadãos "apenas" R$ 1,2 bilhão. Com a reabertura do estádio, calcula-se que os ingressos custarão pelo menos o dobro do que custam atualmente.

Recentemente realizou-se no Rio a Soccerex, feira internacional centrada no futebol-negócio. Nela, "especialistas" afirmaram que doravante o futebol brasileiro terá a classe A como clientela alvo, deixando de lado as classes B e C. Porque as D e E há muito não sentam em uma arquibancada. É claro que o evento foi financiado com dinheiro público. Em Santa Catarina, o Avaí aumentou em 50% o preço dos ingressos neste ano, passando de R$ 40 para R$ 60. No Paraná, o recém-promovido Coritiba já anunciou que aqueles que não aderirem a seu plano de sócio torcedor terão que desembolsar R$ 100 pelo ingresso avulso. Não é de se admirar que a média de público do campeonato brasileiro em 2010 tenha sido ridiculamente baixa: 14.839 pagantes.
Isso é menos que a média do campeonato alemão da segunda divisão!

Não é o preço do ingresso o único fator para o afastamento do público. Hoje os estádios viraram estúdios para um show televisivo chamado futebol. No estádio-estúdio do Engenhão, que custou aos cofres públicos três vezes mais do que previa o orçamento, placas de publicidade impedem a visão de boa parte da linha de fundo, inclusive da linha do gol. Ingressos para esse setor "pagando pra não ver" custam, em jogo normal, R$ 30. A tabela do campeonato é alterada de uma semana para outra, modificando dias e horários sem respeito pelo torcedor. A rede de TV que monopoliza as transmissões há décadas transformou o futebol em sobremesa da novela, com jogos no meio da semana terminando por volta de meia-noite. Essa mesma rede é dona do pay-per-view, que a cada dia dá mais lucro. Ou seja: ela praticamente obriga os torcedores a se transformarem em telespectadores dos canais pagos.

Esse processo de expulsão dos torcedores mais pobres (ou menos ricos) é algo planejado e consciente. Ainda em 2004, o então presidente do Atlético Paranaense já afirmava que "o clube não precisa mais de torcedores, e sim de apreciadores do espetáculo". Dentro dessa filosofia, proibiu a entrada de torcedores com bandeiras, tambores, faixas e camisas de torcidas organizadas. Por baixo de uma "nuvem midiática" vendendo a ideia de que estaria ocorrendo uma modernização do futebol brasileiro, o dinheiro do cidadão pobre financia, via impostos, sua própria expulsão. É um processo de Robin Hood ao contrário...

Chamar o futebol brasileiro contemporâneo de moderno, aliás, é piada de mau gosto. Por um lado temos uma estrutura política feudal mantida há décadas nos clubes, nas federações estaduais e na CBF. Por outro, o capitalismo selvagem na hora de extorquir os torcedores. A junção do atraso com a falsa modernidade é desastrosa.

Existe algo mais arcaico e tradicional que a venda de ingressos? Como vão sempre parar na mão dos cambistas? Será que as rendas reais são mesmo aquelas? Será que as gratuidades são mesmo aquelas? É um sistema obscuro que beneficia sempre os mesmos: empresas que fabricam os ingressos (e fazem adiantamentos aos clubes, presos a elas do mesmo modo que à televisão) e, mais uma vez, cartolas corruptos.

Por falar em polícia, qual é o principal instrumento de policiamento dos estádios? Investigação? Inteligência? Aparelhos sofisticados de filmagem? Acertou quem respondeu o cassetete, usado desde o Paleolítico. Em vez de prender e processar a minoria ínfima de torcedores que vai ao jogo para brigar, a polícia prefere bater. Desde quando o bom e velho porrete é sinônimo de modernidade?

A parte menos moderna, todavia, é o sistema de formação de jogadores. Milhões de jovens brasileiros sonham ser jogador de futebol. Poucos vão se tornar profissionais e, entre estes, pouquíssimos vão ganhar os altos salários que povoam o imaginário das classes populares. A formação de um jogador profissional demora em torno de 5 mil horas de treinamento em dez anos. Os clubes exploram essa mão de obra infantil sem nenhuma responsabilidade. Se o garoto de 11 ou 12 anos se machucar ou se não "servir" mais, o que ocorre? É simplesmente abandonado. Para onde vai? O Estado zela por ele? Regulação por parte do Estado, proteção aos jovens, preparação para a vida futura com ensino profissionalizante, nada disso ocorre.

Debaixo da bruma marqueteira que exalta a pseudomodernização assistimos a um processo de elitização perversa do futebol brasileiro. Perversa porque financiada com dinheiro do povo. Uma arte e cultura popular criada e mantida por gerações de brasileiros é saqueada em benefício de poucos. É o primeiro mandamento do futebol-mercadoria: dai aos ricos o futebol.

código de conduta - movimento RSJ

























sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Schadenfreude

Sírio Possenti
De Campinas (SP)


No último domingo, quando o Goiás "abriu o placar no Serra Dourada", ouvi foguetes no pacato Barão Geraldo. Duvido que fossem torcedores do Fluminense ou do Cruzeiro. Na segunda-feira, uma rede de TV mostrou um momento de forte vibração da torcida do S. Paulo, no Morumbi. Gol do S. Paulo? Não, gol do Goiás, aquele contra o Corinthians. Um portal mostrou, no mesmo dia, fotos de um feliz Marco Aurélio, dirigente do S. Paulo (e vereador do DEM), comemorando o fato de o Corinthians não ter sido nem vice - não importa a posição do S. Paulo na tabela. Por essas razões, publico hoje um texto que escrevi em maio ou junho, sem retoques.

"São cada vez mais numerosos os ensaios sugerindo que, se queremos entender o Brasil, temos que começar a olhar para o futebol. Alguém aí leu O negro no futebol brasileiro? Então, ao trabalho!

Alguns estudiosos têm analisado o comportamento das torcidas (as tais organizadas são bem complicadas!). Invictus mostrou como um governo ou um país pode se valer do esporte para mobilizar forças rumo a um objetivo político (muito mais explicitamente que o "Pra frente Brasil" de 1970, até). Quem tem ouvido as patriotadas do Dunga? Quem se liga nas metáforas do Lula pode começar a entender alguma coisa. Gostar é outro departamento, mas só o mais reles preconceito pode avaliar que metáforas futebolísticas são inferiores a outras. Por exemplo, às econômicas.

Foi por isso que, há algumas semanas, falei do corinthianismo, ou do anticorinthianismo. A meu ver, trata-se de um fenômeno social que merece ser analisado. Volto ao tema, um pouco à margem de meus assuntos habituais. Se bem que, na semana em que falei desse assunto, meu tema era o incipit de Moby Dick. Coisa de que os mui letrados torcedores anticorinthianos não se deram conta!

Tem de tudo nesse mundo. Masoquistas e sádicos, por exemplo (O sádico diz pro masoquista: - Me bate! E o masoquista: - Não bato!). E não me refiro às opções sexuais. Refiro-me ao prazer em geral. Aliás, tenho em mente, sobretudo, os prazeres que podem ser públicos.

Alguns sentem prazer porque fizeram coisas consideradas legais, ou porque as fizeram seus amigos ou familiares. Mas tem gente que (só) goza quando os outros se estrepam. "Um homem, correndo pela rua, tropeça e cai. Os transeuntes riem". Está em Bergson, O riso. O filósofo está tentando explicar uma das mais óbvias manifestações de prazer, exatamente o riso.

Querem um exemplo concreto, futebolístico? Neymar cobrando aquele pênalti contra o S. Paulo, com a tal paradinha, Rogério caindo atabalhoadamente: muita gente nem curtiu a habilidade e a segurança do atacante; só curtiu a queda de Rogério.

Os torcedores gaúchos são mais antigremistas e anticolorados do que gremistas e colorados. Os mineiros são mais antiatleticanos e anticruzeirenses do que atleticanos e cruzeirenses. Muitos brasileiros são antes de tudo antiargentinos. Usual, comum, típico.

Parêntese: Lá como cá? Segundo a Folha de 22/5/2010, o presidente do Milan disse que torcia pela Inter contra o Bayern, porque sua vitória colocaria quatro times italianos na próxima edição do torneio. Mas Mourinho, técnico da Inter, afirmou quem "os italianos amanhã torcerão pelo Bayern. Os do Milan e da Juventus não estarão conosco. Os do Real não estão tristes, porque o Barcelona não joga a final. É nossa cultura". Fim do parêntese.

Nesses estados, a paixão futebolística se divide fundamentalmente entre os dois grandes. Claro, há os cinco torcedores do América e os antigos torcedores do Renner. Mas o grosso da tropa está em um desses dois lados.

No Rio não é bem assim. Os grandes são quatro - ou eram. E todos têm uma torcida notável, embora vascaínos e flamenguistas sejam mais numerosos. Os flamenguistas, dizem, são a maior torcida do país.

Em S. Paulo, o fenômeno do Rio se repete: todos torcem para um dos grandes times e cada um desses grandes times tem um adversário especial, o que mais gosta de vencer. Para os corinthianos, ora é o Palmeiras, ora o S. Paulo, dependendo da quantidade de partidas decisivas em determinado período. Nos últimos cinco ou dez anos, os corinthianos curtem mais vencer o S. Paulo do que outros times. Antigamente, no tempo de Pelé, o grande adversário era o Santos - que está voltando ao páreo.

Mas o que acontece com as outras torcidas? Pergunte a um jogador ou a um torcedor do Palmeiras qual é seu principal adversário. E aos do São Paulo. E aos do Santos. E a um jogador ou torcedor do Mirassol. Até mesmo a um jogador do time da minha rua, aqui no Barão Geraldo. Todos dirão que o adversário que eles mais gostam de vencer é o Corinthians. Aliás, essa era também a posição do Pelé, que jogou contra todos os times do mundo, em todos os continentes. Mas ele gostava mesmo era de vencer o Corinthians. Até por isso ele foi muito melhor que o Maradona, que nunca jogou contra o Corinthians. Maradona provou de tudo, dizem. Menos vencer o Corinthians, eu digo.

No Rio Grande do Sul e em Minas, em Pernambuco e no Pará, pode-se descobrir em que década qual dos clubes ganhou mais títulos. Todos os gaúchos (bem, quase todos) que começaram a ver futebol no tempo do Inter de Falcão e companhia se tornaram colorados. Os que começaram a ver futebol na década seguinte são quase todos gremistas. Por quê? Porque a meninada quer torcer para o time que mais vence.

Se o Santos continuar jogando o futebol que jogou no primeiro semestre, a maior parte dos que hoje têm de cinco a dez anos vai ser santista. O Santos pode roubar futuros torcedores dos outros clubes do estado de S. Paulo. De todos? De quase todos, eu acho. Se o S. Paulo ou o Palmeiras ficarem vinte e três anos sem título vão ter uma torcida do tamanho da do Juventus. Mas a do Corinthians cresceu mesmo foi na longa fila interrompida em 1977. Até o Pelé, como disse, que surgiu exatamente naquela época, gostava mais de vencer o Corinthians do que de vencer qualquer outro clube (ou seleção, desconfio).

Aqui onde moro, nos dias de jogos do Corinthians sempre há foguetório: se ganha, são os corinthianos que fogueteiam. Se perde, os outros comemoram muito. Quando os outros perdem, não há queima de fogos. Ninguém liga. E os cachorros podem ficar em paz - uma vantagem extra!

Não estou dizendo que deve ser assim. Ou que é bom ou ruim que seja assim. Estou dizendo que é assim. É o que leio nos jornais e ouço nas rádios e TVs, de jornalistas e de jogadores. E é o que vejo nas ruas e nos bares, nos dias e nas noites de futebol. Os sociólogos e psicólogos que expliquem.

Pode ser que corinthianos sejam masoquistas. Não sei mesmo. Os outros certamente padecem de Schadenfreude, o "sentimento de alegria ou de prazer decorrente do sofrimento ou infelicidade dos outros", dizem as enciclopédias (a "doença" deles tem nome chique!). Schadenfreude é marca dos outros torcedores. Humano, demasiado humano".




Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.



fonte: blog da wawa

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

caravana da RSJ pra goiania

RSJ em Goiania







e a recepção de sábado na festa da sub de Brasília












mais fotos no blog do pulguinha

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

sobre adriano, estádio e ingressos

nunca é demais recordar que o blog nunca encarou este ano como momento de maior obrigação de conquistas. Sempre preconizamos que o corinthians, em qualquer dos seus aniversários, deve ser bem representado, honrar suas cores e bandeiras e mostrar a tradicional raça, dentro e fora dos campos.

para garantir isso, fazemos nosso papel, fiscalizando e cobrando - de preferência de forma moderada e proporcional - jogadores e diretores.

tínhamos um time e não podemos negar que em grande parte do ano ele realmente representou, jogou como corinthians. Tanto assim que perdeu uma libertadores e permaneceu de pé, aplaudido, e continuou apoiado até a reta final, quando a lamentável falta de modéstia do pseudo-treinador adílson levou a uma zona tática incompreensível e a um corpo mole do elenco, devidamente repudiando pela torcida, que nos custou 18 pontos em sete jogos e a perda do título. Sim, foi aqui que perdemos. Uma vitória e o caneco seria nosso, e nesse meio tempo perdemos pontos em casa contra botafogo, ceará e atlético goianiense, para não falar nos outros jogos.

então que cada um reconheça sua culpa: jogadores mensurem o tamanho da consequência de sua insubordinação e diretoria reveja a questão de planejamento. Até mesmo porque perdemos o melhor volante do Brasil, referência de marcação e elemento surpresa do meio campo, desafogo de nossa saída de jogo pelo chão.

E se defendemos que a meta do ano era mais uma classificação para a libertadores, e se aprendemos com o ano passado que não se pode desmontar um elenco bom se o objetivo é conquista de título importante logo depois das férias, que parem por aqui as perdas e que a reposição seja feita à altura.

Cristian seria um exelente nome, poderia fazer a contenção e liberar mais Jucilei para o jogo - e que já pensem no segundo semestre, já que, ao que tudo indica, o segundo melhor volante do campeonato sairá depois da libertadores.

Aprendamos com o matias que argentinos, somente por serem argentinos, não servem para ganhar um título intercontinental. Precisa jogar. Tanto quanto jogadores de renome, porém fora de forma, não resolvem nada.

E um banco de reservas. É lamentável um time não ter suplentes para as duas laterais e para a referência de ataque - considerando que souza, moacir e ninguém são, aqui, a mesma coisa.

Então é melhor repor com qualidade ou fazer contratações caras pra vender mais um uniforme colorido do senhor roxemberg? Sem desmerecer um cara com o curriculo do adriano, onde o perfil dele se encaixa com o que cobra a fiel torcida?

E mais: de jogador acima do peso já temos o gordo, e quando o gordo está em campo nosso meio campo corre em dobro pra cobrir espaços que sobram para os volantes, visto que nossa marcação na saída de bola fica pífia. E por não correr, ronaldo acaba virando o cara que joga o tempo inteiro na área ou entre os zagueiros adversários, como pivô.

Exatamente como gosta de jogar adriano, ainda mais fora de forma, incapaz de sair para os flancos ou para a intermediária e, na força física, arrumar espaço para chutar. Então, ao que tudo indica, com ele teremos dois caras na frente da área; mas quem vai fazer a bola chegar?; quantos jogadores terão que se deslocar o tempo inteiro para que alguém tenha espaço no ataque?; quão expostos ficaremos a contra-ataques?; os demais jogadores aguentarão uma temporada correndo por ambos?

Ou pior, e é o que parece ao blog: a trama de ronaldo em prol da vinda de adriano, ainda que tenha efetivamente um certo controle sobre a cana e a noite do imperador, foca mais um rodízio entre ambos, um revezamento de luxo entre dois caras que, por serem da mesma posição e saberem incapazes de suportar o calendário (nacional ou europeu, qualquer calendário para ambos é pesado), já arquitetaram uma temporada fisicamente tranquila.

É esperar pra ver... ao blog, melhor seria, tática e financeiramente (sim, somos um time que deve e contratações caras contribuem para que esse status nao mude), um centroavante bom, porém barato, disposto a aprender com ronaldo, jogar com sangue nos olhos para ganhar títulos e virar o cara do timão, se valorizar para o próximo ano ou herdar a condição de centroavante com a aposentadoria do pança.

E nunca é demais lembrar que, ao tempo em que escrevemos o presente post, empresários e seus asseclas mandam na base de nosso time, colocados ali por meio de manobras interesseiras que, sob uma estranha justificativa de renovação das categorias, afastaram treinadores de renome na formação de atletas, como adailton ladeira.

E outra... considerando a previsão emitida pela diretoria de triplicar, em 2011, a arrecadação com bilheteria, já se especula novo aumento no preço dos ingressos, em especial para a libertadores... mais caro do que foi neste ano é impossível, é desrespeitar demais o torcedor que apóia o time em vitórias ou derrotas, acaba seu salário caravanas e lota estádio em momentos difíceis ou quando o campeonato perde o interesse. Isso servirá apenas para que riquinhos de roxo que sempre se recusaram a pisar na arquibancada passem a fazer turismo em dias de jogo e tirar do campo a fiel torcida. Se for somente boataria, menos mal, e que revisem os valores para baixo, deixando-os condizentes com nossa realidade. Se for por causa de Adriano, não o contratem. Se for porque o planejamento de arrecadação ficou aquém do esperado, mesmo sendo disparadamente o maior do Brasil, fruto dos ingressos também com os maiores preços do Brasil, revejam os profissionais responsáveis pelo planejamento, especialmente o roxemberg, e não contratem mais nenhum estorvo a peso de ouro. Respeitem a fiel torcida: corinthians é povão.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

I Copa dos Torcedores




Há muito tempo que a prática de jogar futebol se distanciou da de torcer por uma equipe profissional. O jogador e o torcedor são hoje personagens completamente apartadas de um mesmo espetáculo, cada vez mais midiático.


Mas em São Paulo sempre resistiu entremeada pela explosão irracional da cidade a prática do futebol amador. A várzea paulista é rica de histórias, muitas mais do que as do futebol profissional.


Hoje, num momento em que os estádios passam por um processo de elitização nunca antes visto que coloca em jogo a existência também do torcedor, nada mais justo do que ser a várzea o lugar a dar espaço para que o torcedor possa, fazendo o movimento contrário, gritar contra sua exclusão e se reaproximar do ato de jogar.


É com isso em mente que o Autônomos FC, time autogerido da várzea paulistana, e a Associação Nacional dos Torcedores (ANT), organização supra-clubística recém-criada para ser a pedra no sapato daqueles que querem nos despejar dos estádios, convidam, em parceria com a Rádio Várzea Livre da USP e o Bloco Carnavalesco Filhos da Santa - já que samba e rádio sempre andaram juntos do futebol - para a
I Copa do Torcedor.


Essa copa consistirá de uma grande festa no campo do Autônomos FC, com um campeonato de futebol de areia - times de 6 jogadores/as - e um amistoso entre o Auto e a Rádio Várzea. Qualquer um pode jogar, vale time de todos os gêneros, idades e orientações sexuais. A ideia é se divertir e dizer que o futebol é nosso e dele não desistiremos!


Durante a festa, teremos música, comida, bebida e, depois do amistoso, o pessoal do Filhos da Santa mandando um samba de mesa da melhor qualidade!


Pra completar, usaremos o evento ainda para arrecadar alimentos, roupas, colchonetes e material escolar para as ocupações dos sem-teto no centro de São Paulo - afinal, falar de futebol no Brasil hoje é falar de Copa do Mundo, e falar de Copa do Mundo é falar também do processo de desalojamento de famílias pra construção de rodovias, estádios, hotéis e toda a aparelhagem urbana que a Fifa exige pra ganhar dinheiro.


Tudo isso acontecerá no CDM Bento Bicudo, casa do Autônomos, dia 11/12, a partir das 10h da manhã. O endereço exato é Rua Werner Siemens, 350 - ponte do Piqueri, lado Lapa.


Junte seus amigos, monte um time e venha jogar. Pode ser um time de torcedores de uma mesma equipe, uma combinação ou o que você quiser. Se você não consigar montar um time previamente, venha sozinho mesmo e entre em algum dos muitos combinados que por lá estarão.


A festa é sua, torcedor!


Divulgue este chamado!


I Copa do Torcedor
no CDM Bento Bicudo, campo do Autônomos FC
Rua Werner Siemens, 350 - ponte do Piqueri, lado Lapa
11/12 - a partir das 10h


SEM TORCEDOR NÃO HÁ FUTEBOL, E SEM FUTEBOL NÃO HÁ ALEGRIA!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

entrevista - alex minduin - rsj

depoimento muito bom do alex munduin, a quase duas décadas ativo entre os gaviões da fiel, e atual liderança do movimento rua são jorge.


http://vozdarua.files.wordpress.com/2010/12/entrevista-alex-minduc3adn.pdf

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

faixa da fiel ABC

Ingressos: Timão convence diretoria do Goiás a não ser abusiva

original aqui

retiramos do blog do pulguinha


A intenção da diretoria do Goiás era majorar o valor dos ingressos do confronto com o Corinthians para fazer caixa no próximo domingo. A informação que chegou aos ouvidos dos dirigentes paulistas é de que a ideia era cobrar até R$ 100 por uma arquibancada no Serra Dourada.

Mas não será mais. Após serem aconselhados pelos corintianos de que tal ganância poderia diminuir a presença da Fiel, convocada para "invadir o estádio pelo atacante Ronaldo, os dirigentes do Goiás resolveram ceder e, provavelmente, os valores irão variar de R$ 30 a R$ 80, como é de praxe. A oficialização será divulgada nesta quarta.

Nas primeiras conversas entre os dirigentes dos dois clubes, ficou acordado também que será aberto um ponto de venda em São Paulo. A comercialização será feita de maneira on-line com Goiânia e, por esse motivo, não será necessário enviar uma carga fixa para a capital paulista. A venda simultânea vai ajudar para os bilhetes serem comprados pelos corintianos das duas cidades.

A diretoria do Timão pode ajudar às torcidas organizadas com o aluguel de alguns ônibus, o que diminuiria o preço das caravanas.

jucilei quer ficar

jucilei deu entrevista ontem dizendo que quer ficar e ganhar a libertadores

tomara que nao esteja jogando para a torcida, ja sabendo que sairá

e tomara que nossa diretoria tenha aprendido com o ano passado e não repita aquela desmontada que deu no elenco quando tirou os três pilares de sustentação do time (andré, douglas e cristian). Precisamos é de reforços para posições carentes, especialmente quando o elenco titular nao fica completo, e nesse ponto temos jogadores que voltarão ao grupo e podem render, caso de marcelo oliveira e morais.

ainda que se tenha reposição à altura, a libertadores é um campeonato que começa praticamente no final da pré-temporada, no começo de fevereiro, e é importante ter o time entrosado já naquele momento, o que demanda manter a base que vem atuando, e nao o que aconteceu esse ano, quando, apesar da melhor campanha, nao tivemos boas atuações, visto que o time procurava padrão de jogo durante o campeonato.

e nao se diga em ter que vender para fazer caixa: enquanto pagamos salário de clodoaldo, souza, moacir e tantos outros caras que de tão ruins que são não conseguem ser vendidos ou trocados, e acabam emprestados com nosso time pagando grande parte do salário... o blog vai tentar levantar o tamanho do prejuízo que só isso nos dá...

mas o resumo de tudo é: temos que encarar a libertadores como a encaramos neste ano, um campeonato importante, mas nao o fim do mundo, e se a conquista nao vier, que conquistemos a vaga e tentemos novamente, ano a ano; contudo, que a diretoria faça sua parte, visto que temos um elenco bom e entrosado, acostumado a jogar junto, e que por isso deve ser mantido.

e vai corinthians!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

COLETIVO DOLORES CONVIDA




SARAU DOLORES 10 ANOS
04 de dezembro
A partir das 22h
O sarau é uma tradição doloriana, desde quando a sede do grupo era a “casa-comunidade” onde viviam vários integrantes do grupo. Era uma oportunidade de ver e mostrar trabalhos em processo, ou excertos de trabalhos concluídos, conhecer gentes e artes, encontrar camaradas. A arte influindo na festa e a festa influindo na arte, sem que um impeça a concentração ou expansão do outro. Por isso, nesse ano em que o grupo Dolores Boca Aberta comemora uma década de existência-resistência, comemoraremos com uma nova edição do Sarau Doloriano.

Pelos saraus do Dolores já passaram artistas da região, de outros pontos da cidade e do país: o escritor Bruno Zeni, o compositores-cantores Derli Rocha, Luama, Naiman, os atores-performers Nilson Muniz e Alan Benatti, os coletivos musicais Nhocuné Soul e MPA (Zulu de Arrebatar e companheiros), entre tantos outros.

Para esta edição, teremos participações dos grupos Companhia do Feijão, Engenho Teatral, Companhia Antropofágica, Estável+Dolores (cena do espetáculo Conjugado), dos músicos Danilo Monteiro+Fernando Chuí (tocando Itamar Assumpção), Joana Flor, Renato Gama, Derli Rocha, entre outros.

O sarau acontece no dia 4 de dezembro, começa às 22 horas e vai noite adentro. A entrada é gratuita. O endereço é rua Frederico Brotero, 60, no CDM Patriarca, a 10 minutos a pé do metrô Patriarca, ao lado do posto de saúde e da escola municipal José Bonifácio.


e nos dias
11 e 12 de dezembro

"Em Pedaços"
com Engenho Teatral
espetáculo de teatro gratuito

confira a programação no Blog
www.doloresbocaaberta.blogspot.com

Será um período de grandes comemorações.
Esperamos vocês!
ATÉ LÁ!!!
COLETIVO DOLORES

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

NÃO ENTREGUEM OS PONTOS CORRIDOS

* texto retirado do excelente blog do andré kfouri (aqui)



Quero começar pelo final. Pelo final da coluna que Eduardo Tironi escreveu ontem aqui neste mesmo espaço: “Mas a solução mesmo vem da sociedade. Quanto mais evoluída, menos serão necessárias regras para inibir quebras de valores éticos”. Onde assino? Junto-me a Tironi na tentativa de argumentar que o que estamos vendo nas rodadas decisivas do Campeonato Brasileiro não é culpa da fórmula de disputa.

Celso Roth, técnico do Internacional, declarou numa recente entrevista que os campeonatos dos últimos anos têm sido marcados por um “entreguismo” preocupante nas rodadas finais. “Nós, que somos do meio, sabemos do que existe, do que é verdadeiro e do que é falso nesses jogos”, disse Roth, que entende que algo precisa mudar no sistema. Mas já vimos jogos caracterizados por um “conveniente desinteresse” em outros formatos, seja no momento da definição dos classificados ao mata-mata, seja na hora do rebaixamento. Ainda não foi concebida a fórmula que garante uma competição livre de manipulações. E provavelmente não será.

A ideia de marcar clássicos estaduais para as últimas rodadas, a princípio, parece interessante. Mas sua aplicação é problemática. Os principais times cariocas e paulistas, por exemplo, seriam obrigados a enfrentar seus maiores rivais nas seis últimas datas de cada turno, o que obviamente feriria o fundamento do sistema de pontos corridos – a igualdade de condições entre todos os participantes. Mais: mesmo supondo que jamais haverá facilitação num jogo entre adversários históricos (você aposta?), a medida não contempla o rebaixamento, sempre às voltas com placares misteriosos.

A questão maior não é impedir a manifestação dos desvios éticos de alguns dirigentes e atletas. Eles sempre encontrarão um caminho. O desafio, como escreveu Tironi, é nossa evolução como sociedade. Duvide de quem diz que o assunto não é assim tão sério. Os torcedores que não se envergonham de levar a um estádio uma faixa estimulando a entrega de um jogo, e prostituem sua “paixão” no processo, certamente consideram o futebol tão importante quanto o oxigênio. Acima de tudo, são cidadãos equivocados, influenciados pelos piores exemplos do país dos escândalos.

O Campeonato Brasileiro de futebol, com qualquer sistema de disputa, sempre poderá sofrer as consequências do que somos, de como pensamos, de como agimos e de nossa incapacidade de diferenciar certo e errado. De nossa vocação para vergar regras de conduta até elas se tornarem sugestões descartáveis. De nossa vontade irresistível de ser o maior malandro da sala. Times deveriam entrar em campo para jogar e vencer. E ponto.

O formato atual é vítima, não vilão. Não há fórmula eficaz contra defeito de caráter.

brasileirão - porcas, bambis e o enaltecimento ao corinthians

mensagem encaminhada pelo amigo jornalista Renato Pezzotti:



mandei isso aos meus amigos tricolores do rio. foi mais vergonhoso do que a bixarada.

"posso perder o titulo. mas nunca a dignidade.
a cara de "o que eu faço" depois do gol do palmeiras e a torcida atrás do gol comemorando o gol de empate do fluminense é impagável. isso nunca mais vai ter preço.
a frase do narrador é ótima: "todos os torcedores comemoram, inclusive a torcida do palmeiras, de forma mais ostensiva".....
abs e bom tíitulo. pode ficar com ele."

Dia Nacional de Luta Contra a Elitização do Futebol

torcedor é quem vai ao estádio





conheça a Associação Nacional dos Torcedores, acesse www.torcedores.org

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

corinthians, vitória, falta de vitória e as rodadas finais

a demora em arrumar tempo pro presente post veio com uma constatação triste: o time passou a semana agarrado em questionar adversários, dizer que foi prejudicado tanto quanto outros foram... fato é que não fizemos nossa parte em campo, nao jogamos para superar todas as adversidades, adversáriuo, calor, gramado, arbitragem, como sempre foi em nossa história...

é difícil falar qual o real fator... o penalti foi antes do intervalo, dava tempo de assimilar o golpe na pausa e voltar com o mesmo ímpeto do primeiro tempo. Mas pesa a saída do gordo: pesa na confiança, pesa no poder dele pra desafogar jogos difíceis, tirar de jogadores de menos nome a obrigação de dirigir. Pesa a covardia do treinador, e aqui nao dizemos que tite nao tem competencia para dirigir o time: ele nao é mano menezes, mas a covardia mencionada recai na parte de nao mandar o time para a frente, nao mudar de forma ofensiva. Pesa a má fase do Iarley e a falta de explicação de se segurar Wiliam Morais, que costuma entrar bem no banco. Pesa um volante virar armador e outro entrar como ponta esquerda. Pesa a linha de impedimento manjada que temos criticado.

Mas nao pode pesar cansaço, nao em reta final, nao com o sagrado manto alvinegro.

Nao pode faltar coragem de matar o jogo, o sangue no olho pra matar o adversário a cada vez que ele tentar passar de nossa intermediária, nao pode faltar a raça corinthiana.

Faltam dois jogos fáceis, que exigem 6 pontos. Nao há que se falar outra coisa.

Ainda que a meta do semestre, aos olhos do blog, fosse a vaga em mais uma libertadores, enquanto houver chance de título o time tem que fazer tudo o que estiver ao alcance e algo mais.

E parar de chororô. Sempre vivemos na adversidade, sob os olhos invejosos daqueles que queriam nossa grandeza.

Sabíamos que depois daquela rodada, e vem sendo assim desde 2005 - desde 1910 -, a dúvida é a favor da elite, a dúvida é contra o povo.

Mas nao devemos nos ater a isso: chororô de arbitragem é coisa de time pequeno, de quem nao tem força para bater todo e qualquer adversário, de quem nao tem capacidade de autocrítica e de superação.

AQUI É CORINTHIANS

terça-feira, 23 de novembro de 2010

é hoje!

festa de família - RSJ

O corintiano precisa de um lar acessível e popular

O corintiano precisa de um lar acessível e popular

sex, 2010-11-19 11:49 — admin
AnáliseEstádio do Corinthians: pauta antiga num novo cenário
(original em http://www.brasildefato.com.br/node/5083)



19/11/2010





A história recente do glorioso Sport Club Corinthians Paulista é marcada pela ideia de ter uma casa que possa abrigar sua imensa nação. A construção do estádio do Corinthians ganhou força num cenário em que há uma conjuntura favorável devido ao fato do Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014. A nação corintiana precisa estar atenta ao debate, e defender o que de fato beneficiará o corintiano em geral. A construção de um templo para abrigar a fiel torcida não pode ficar refém de piratas que navegam nas ondas financeiras da economia de mercado.

O novo estádio do Corinthians será construído em Itaquera. A decisão foi tomada pelo presidente do Corinthians Andrés Sanchez. Aproveitando o momento, e a necessidade da cidade de São Paulo por um estádio para a Copa do Mundo de 2014, um acordo foi realizado. Dessa forma, foi anunciado em 27 de agosto de 2010 que o novo Estádio do Corinthians será também o palco do jogo de abertura da Copa. Desse acordo participaram o governador paulista, Alberto Goldman; o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Sabe-se também que o presidente Lula incentivou a Construtora Odebrecht no negócio. Assim sendo, a Construtora investirá R$ 300 milhões na obra, sendo duas as maneiras de arrecadação desse montante: por um lado, por meio de um financiamento do BNDES e com isenção fiscal. Por outro, pela exploração dos direitos de nome do estádio.

Em 1º de setembro de 2010, o Corinthians comemorou 100 anos de sua história social. Fruto de uma sociedade cuja história é marcada pela luta de classes, o S. C. Corinthians Paulista no futebol se formou como o representante dos trabalhadores e das classes populares. Num período em que tudo é “business”, querem nos enfiar goela abaixo o marketing do lucro e da exploração baseada nas relações de amor e paixão.

“O Corinthians é o time do povo, e é o povo quem vai fazer o time”, frase do trabalhador e primeiro presidente Miguel Bataglia, e que hoje ganha nova relevância.
O Corinthians e os corintianos têm no atual período histórico um papel importante: tomar consciência da sua função social enquanto organização movida pela paixão dos populares. Hoje os corintianos estão com a chance de contribuir, enquanto organização que mobiliza 30 milhões de pessoas, para que se diminuam as desigualdades sociais e para que os seus, trabalhadores e trabalhadoras, maloqueiros e maloqueiras, sofredores e sofredoras, possam participar no processo que funda e fundamenta este time de futebol e clube nos seus 100 anos de história. Essa chance se dá a partir do processo de construção e participação popular do estádio com seus torcedores.

Nossa pauta enquanto torcedores corintianos que se organizam é com a construção do estádio do nosso glorioso Corinthians. Um estádio que nos represente precisa demonstrar em sua proposta os fundamentos que permeiam nossa história: 1º) deve-se construir um estádio de fácil acesso pelo transporte público, e Itaquera é um ótimo lugar por ser a Zona Leste o grande reduto corinthiano, e reúne todas as condições para abrigar essa nação: estação de metrô (linha vermelha) e trem (linha coral); shopping Itaquera; avenida Radial Leste; avenida Jacu Pêssego (que liga o ABC Paulista, São Mateus e Itaquera ao Aeroporto de Guarulhos), etc.; 2º) o estádio deve tratar todos os torcedores corintianos como iguais que são, para que não haja privilégios. Todos devemos ter acesso aos serviços de qualidade. O estádio deve conter uma única arquibancada, sem divisão de setores e divisão de classes; 3º) o estádio é do torcedor corintiano para o torcedor corintiano, e precisa ser o patrimônio do clube. O corintiano deve ser tratado como participante desta construção e não como consumidor. 4º) o nosso estádio não deve ser uma obra faraônica, deve ser feito da maneira como pudermos fazê-lo, com simplicidade e praticidade, e que possa representar a nação corintiana em seus diversos aspectos.

No processo de construção do estádio deve haver estratégias que contribuam para o desenvolvimento do local onde será erguido (Itaquera, região e entorno) e para o desenvolvimento dos trabalhadores que participarão deste processo. Não queremos um estádio que remova a população pobre do entorno do terreno onde será erguido. Devem-se haver garantias para a permanência da atual população local nas suas atuais residências. É importante também que por meio do mote da Copa do Mundo, seja enfatizada a melhora do transporte coletivo na região, com a construção de pelo menos mais duas linhas de metrô que liguem Itaquera a outros pontos da cidade. A atual Linha Vermelha está saturada e transforma o andar de metrô numa humilhação cotidiana para os moradores da região. Sugerimos que a atual Linha Verde do Metrô seja estendida até Itaquera, e não até o Tatuapé. Desse modo, moradores da zona leste chegariam aos seus locais de empregos mais rapidamente, assim como a região hoteleira da Avenida Paulista teria fácil acesso ao novo estádio visando à Copa. Também sugerimos uma Linha de Metrô que una o ABC paulista ao município de Guarulhos. Dita Linha teria ponto final no Aeroporto de Guarulhos, e seria construída por toda extensão da Avenida Jacú-Pessêgo. Dessa forma, os turistas rapidamente se deslocariam ao novo estádio, e os trabalhadores moradores da região acessariam com facilidade o ABC e Guarulhos, regiões com variadas ofertas de lazer e serviços.

Pensando na construção do estádio, deve-se priorizar o trabalho em cooperativas, fomentando a autogestão destes trabalhadores. De preferência, devem ser contratados trabalhadores que morem na região. O trabalho não deve ser alienado e o tempo de trabalho deve ser menor para que os trabalhadores tenham tempo do descanso, do lazer e da instrução apropriados como elementos de autonomia, já que é possível usar a maquinaria na construção. Além do mais, não se pode deixar tudo nas mãos das empreiteiras, que hoje possuem um poder absoluto na construção de pontes, estradas, edifícios e até estádios. Cabe lembrar que estas empresas operam com base na super-exploração dos trabalhadores e com poucos investimentos em tecnologia para minimizar a brutalidade existente na construção civil. A Odebrecht não pode atuar apenas visando ao lucro e seus benefícios particulares. É preciso haver regulação e monitoramento na garantia da segurança do trabalho e a melhor condição para esses trabalhadores na produção do templo corintiano. O operário em construção faz a obra e é feito por ela. Não podemos nos manchar com o sangue dos operários no concreto devido ao moinho de gastar gente existente há tanto tempo no país. O Brasil de Todos será feito com a participação de todos, não apenas de dirigentes e empreiteiras.

Torcedor Corintiano, participemos deste processo como atores e não como marionetes. Vamos marcar debates públicos sobre esta decisão que para nós tem grande importância. Um estádio do Corinthians tem que ter a cara do povo, do povo maloqueiro e sofredor. A construção do estádio pode contar com os financiadores mais fiéis para sua realização: a nação corintiana. O Estádio Corintiano precisa ser a expressão desta imensa nação apaixonada e fiel: o Corinthians é o Corintiano. É necessário organizar campanhas, panfletagens em porta de estádio, faixas com dizeres que reflitam os interesses dos torcedores, mobilizações permanentes, camisetas e músicas da campanha, entre outras ações que possam reverter esse quadro de apatia e de perda de rumo dos torcedores organizados. Isso é fazer política, pautar os nossos interesses e criar as condições de convencimento de nossos pares na construção de um interesse comum: o interesse da nação Corintiana por uma sociedade igualitária.


Coletivo de Torcedores Corintianos
(Dudu, Sandro B.O, Pablo, Xandi)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O ódio da imprensa para cegar o torcedor

Por Mauro Carrara

Não por acaso, o Sport Club Corinthians Paulista assume frequentemente o lugar do Partido dos Trabalhadores (PT) como alvo do ódio das elites. O modelo de acusação é idêntico.

A ordem é insultar, desqualificar e criminalizar. Sistematicamente. No caso do clube fundado por operários no bairro do Bom Retiro, esse bombardeio midiático acaba de completar 100 anos.

Desde a época do antigo Velódromo, se o vencedor era o Corinthians, havia na página grafada sempre uma adversativa, um desmerecimento e um delito apontado.
Afinal, a que glória podia aspirar a agremiação dos carroceiros do Mercadão, das lavadeiras do Glicério, dos amoladores, dos braçais, dos italianos rotulados de carcamanos, dos negros sem sobrenome, dos espanhóis malaguetas, dos índios sem tribo, dos japas de fala enrolada e dos mestiços de toda sorte, tão brasileiros que pareciam merecer somente a exclusão.

E onde foi parar toda essa fúria de preconceitos? Cessou?

Não! Mantém-se intacta, ainda que estrategicamente oculta pelos interesses comerciais da mídia monopolista. Afinal, como afrontar diretamente 27 milhões de consumidores?

Ora, mas basta a dúvida para se revitalizar o ódio centenário.
Esta noite de sábado, estive com a neta ao estádio do Pacaembu. De lá das arquibancadas, assistimos ao fogo do prélio. E vimos também, inequivocamente, um zagueiro forte arremeter-se desastrosamente contra as costas do artilheiro Ronaldo.
Ora, pois, pênalti, indiscutível. Pênalti! Está na regra!

Fosse no meio-campo ou aos cinco minutos do primeiro tempo e seríamos poupados do teatro acusatório contra o árbitro.

Em casa e pude rever o lance na telinha, várias vezes. Não há disputa da bola pelo alto, e sim um golpe claramente faltoso do azulino. As câmeras oferecem registro límpido e cristalino da jogada.

Entretanto, a mídia precisa enodoar, mais uma vez, o triunfo do time do povo. Não me surpreendi, pois, ao topar com os comentários de Mauro Cezar Pereira, o mesmo que criminalizou o paixão de Lula pelo Corinthians, o mesmo que criou uma fábula para ver delito petista no projeto do estádio mosqueteiro.

Recentemente, o Corinthians viu surrupiados dois gols legítimos em Campinas, diante do Guarani. Os erros custaram ao clube dois pontos, caríssimos nesta reta final do campeonato.

Antes ainda, no primeiro turno, o Cruzeiro fora beneficiado pelo mesmo Sandro Meira Ricci, que desconheceu pênalti de Henrique sobre o alvinegro Bruno Cesar.
Tampouco se viu indignação de locutores e comentaristas quando o Fluminense foi auxiliado no jogo contra o Grêmio, no Engenhão. Um pênalti clamoroso de Leandro Eusébio sobre Jonas acabou desconsiderado pelo árbitro.

Mas os jogos do Corinthians são sempre um Enem em potencial. Há sempre um detalhe a ser midiaticamente convertido em escândalo. Afinal, a ordem é criminalizar os intrusos, os penetras da festa chique.

Lamentável é ver articulistas da chamada esquerda, como Laerte Braga, seguindo irresponsavelmente a procissão, repetindo venenosamente o coro acusatório.

Para refrescar a memória do leitor, Zezé Perrella, o ruidoso detrator do árbitro Meira Ricci é “raposa” política matreira, inescrupulosa e oportunista. Construiu sua carreira ao alinhar-se com o obscurantismo mineiro e com as forças do velho PFL.
Curiosamente, foi destacado pela CBF para comandar a delegação brasileira que vai ao Qatar, para o amistoso contra a Argentina.

Em boca fechada, não entra mosquito. Dedos inteligentes poupam articulistas da vergonha da ignorância e da contradição.



créditos ao autor e ao blog da wawá (aqui)

tabela da primeira fase do Paulista 2011

16/jan - dom - CORINTHIANS x portuguesa
19/jan - qua - bragantino x CORINTHIANS
23/jan - dom - CORINTHIANS x noroeste
26/jan - qua - CORINTHIANS x mogi mirim
30/jan - dom - são bernardo x CORINTHIANS
02/fev - qua - CORINTHIANS x ituano
06/fev - dom - porcada x CORINTHIANS
13/fev - dom - paulista x CORINTHIANS
20/fev - dom - CORINTHIANS x lambaris
27/fev - dom - CORINTHIANS x grêmio prudente
05/mar - sáb - linense x CORINTHIANS
09/mar - qua - CORINTHIANS x ponte preta
13/mar - dom - mirassol x CORINTHIANS
20/mar - dom - CORINTHIANS x guaratinguetá
23/mar - qua - CORINTHIANS x oeste
27/mar - dom - bixarada x CORINTHIANS
03/abr - dom - botafogo x CORINTHIANS
10/abr - dom - CORINTHIANS x são caetano
17/abr - dom - santo andré x CORINTHIANS

resposta aos chorões de plantão

o blog acabou recebendo diversos emails e uns poucos comentários anônimos de cruzeirenses e outros bambis solidários à choradeira azul... segue a resposta coletiva, mais fácil que falar com um a um, até mesmo porque nao vale a pena...

este comentário abaixo foi de um anônimo sensato, que, apesar de aparentemente ser mais um conspiracionista de plantão, manteve o debate sem apelar... seu comentário, que seguiu a média dos demais que nos chegaram, questionava se o blog não achava estranho o jogo (ou o resultado do jogo), após criticarmos a cariocada que tentou nos tirar o mando de campo para a partida contra o vasco... segue abaixo nossa resposta, a qual esperamos que sirva a todos os choradores (e uma nota final: comentários ofensivos são apagados... não é censura, é respeito... se quer falar de outro time, procure um blog cujo texto de abertura não seja AQUI É CORINTHIANS!):



"nao, nao é estranho se vc realmente viu o jogo e se realmente acompanha o que se escreve neste espaço.

aqui nao nos atemos nem justificamos nada unicamente com base em impressões de arbitragem exatamente porque nao pretendemos cair na vala comum do chororô de torcidas pequenas.

para começar, ainda não nos comprovaram que houve má-fé no jogo.

Eu mesmo, falando particularmente, e novamente repetindo, se le o presente espaço ja deve ter percebido que - sem querer dizer que entendo no assunto - por ter o hobby de estudar futebol, tenho o gosto por ver o jogo tatica e tecnicamente, ainda vejo, como causa maior do placar, o preciosismo exagerado do tiago ribeiro.

Sinceramente, do estádio saí com a impressão de ter havido um penalti azul e do gordo ter cavado; pelo posicionamento, nao tinha comentários dos impedimentos.

Pois bem: tiago cavou à la roger, o que para mim, se fosse treinador, seria passível de punição interna, porque ele deixou de fazer o gol, tanto quanto quis fintar quando tinha várias outras possibilidades... e na boa, depois de rever o repeteco, acho muita cara de pau falar que o ronaldo nao foi derrubado.

Quanto aos impedimentos, se te vale de consolo, teve um a mais errado contra os mineiros (2x1), mas nenhum em lance capital, frente ao gol (e nenhum gol anulado, estilo guarani x corinthians, lembra?)

o principal, e puxando o gancho do parenteses acima e de toda a vida deste blog, é que esse simplismo de derrotado (a culpa é do juiz, mimimi de chorão) apaga toda a incompetencia do campeonato. O corinthians comprou? Se sim, por que os sete jogos sem ganhar? por que foi prejudicado diversas vezes no presente ano?

agora inverte... houveram erros a favor do cruzeiro? se falar que nao, por favor, nem responda aqui, ou se identifique, e ganhará um post exclusivo com vídeos de fácil acesso do youtube. Outros times nao foram prejudicados? O Sandro Meira Ricci é mesmo ladrao? Nunca havia errado no campeonato? Ou quando ele tentou empatar o jogo contra o atletico pode, e contra o cruzeiro nao?

transporte esses questionamentos para os anos anteriores... olhe os outros times...

como dito no último post que publicamos, sobre o pós jogo, é mais fácil criminalizar o corinthians, é mais fácil justificar a derrota com uma mega falcatrua, do que ver onde se errou internamente e corrigir e do que lutar para melhorar fatores externos (ou, por exemplo, o que zezé perrela fez ou vai fazer para ajudar na profissionalização dos árbitros e evitar que trapalhões como os atuais sigam apitando jogos? - esta, apenas um exemplo...)...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

II Festa Autônoma






O Autônomos FC foi à Europa, jogou, voltou, e agora quer contas suas histórias pra todo mundo - não só as europeias, já que depois disso tivemos a Copa dos Movimentos e as meninas das Autônomas chegando entre as 16 melhores da cidade nos Jogos da Cidade!

Então, se você já conhece a gente e lembra como foi boa nossa primeira festa, se prepare porque vem aí a segunda! Se não conhece... bom, se prepare do mesmo jeito!

Dia 27 de novembro, a partir das 18h, estaremos confraternizando outra vez, agora no Espaço Ay Carmela, um local autogerido por diversos grupos e movimentos e que sempre está aberto a todos. Saiba mais: www.ay-carmela.birosca.org

As atrações musicais, dessa vez, são:

Ambulantes - de lá das quebradas do Butantã vem o reggae/ragga/rock dos Ambulantes, que tem entre os integrantes gente que disputou a primeira partida da história do Auto, lá pelos idos de 2006! Companheiros de luta por um futebol mais libertário, debutam na nossa festa com o apoio de Jah. Ouça: www.myspace.com/deixaminhaalma

Sweet Suburbia - você pensa que o punk rock melodioso, inspirado nos britânicos do Stiff Little Fingers e The Clash, não existe mais? Pois se enganou! O Sweet Suburbia é uma aula de dança - ou melhor, de pogo - no melhor estilo punk 77! Escute: www.myspace.com/sweetsuburbia

Colégio Interno - o ex-Zine foi com o Auto pra Europa e na volta decidiu mudar: assumiu sua inspiração no rock gaúcho, mudou de nome e visual e tem agora até gaita no meio das músicas. Pra dançar e dar risada, não necessariamente ao mesmo tempo. Ponha os ouvidos: www.myspace.com/colegiointerno

Street Rockers - e na falta de uma banda com um membro que é goleiro do Auto, dessa vez teremos duas: não é o Ronaldo e Os Impedidos, mas é o Street Rockers do Daniel, o Fiel, goleiro com maior número de apresentações na história do Autônomos! Pra quem curte um street punk/oi!, será uma ótima oportunidade de cantar balançando a caneca de cerveja. Entoe junto: www.myspace.com/streetrockers

Noala - você acha que já escutou música pesada, negativa, suja? Então vai se surpreender! O Noala, que também conta com (ex?) jogadores do Auto, bebe nas profundezas do crust e do metal pra trazer à vida sons que descrevem uma linha descendente que começa no Black Sabbath e termina lá pelos lados do Neurosis - com uma pitadinha assim de Henry Miller no espírito da coisa. Tente: www.myspace.com/noalametal

De quebra, ainda teremos uma exposição dos troféus ganhos pelo Auto nesses quase 5 anos de vida, e muita história boa pra contar - só pra dar um gostinho, teve gente no time que lá na Europa caminhou sozinho de madrugada por 6 horas até conseguir achar de novo o lugar onde estávamos hospedados...

A entrada pra festa custará o quanto você puder/quiser pagar, mas sugerimos a todos uma contribuição de R$ 5,00. Todo o dinheiro será revertido para o próprio espaço, que precisa pagar o aluguel todo mês pra poder continuar recebendo eventos como esse.

Além disso, você deve levar mais 1kg de alimento não perecível, que estaremos arrecadando para as ocupações da Frente de Luta por Moradia no centro de São Paulo.

Se quiser/tiver mais coisas pra doar, como roupas, traga também!

Esperamos todos lá, só não marcamos um joguinho junto com as bandas porque a rua de lá é descida. Porém, se alguém levar uma bola... tudo pode acontecer!

Imprima o cartaz, tire umas cópias e saia espalhando por aí: http://i54.tinypic.com/2elea02.jpg

Resumindo:

II Festa Autônoma
27/11 - 18h
Espaço Ay Carmela (Rua das Carmelitas, 140 - atrás do Poupa Tempo do metrô Sé)
Entrada: quanto você puder (preço sugerido: R$ 5,00) + 1kg de alimento, com toda a renda revertida ao espaço e os alimentos às ocupações da FLM no centro
Cartaz: http://i54.tinypic.com/2elea02.jpg

festa de família - são roque

brasileirão - corinthians x cruzeiro

post que era pra ter saído ontem, mas o sistema que opera aqui fez o favor de cair e não salvar... vai parecido com o original...



Sempre foi mais fácil para qualquer derrotado, principalmente para quem perde jogando bem, colocar a culpa em fatores externos e olvidar os próprios erros... sorte, acaso e conspiração sempre chegam na frente de preciosismo, lapsos de incompetência e adversários bem postados em campo.

Neste espaço, contudo, jamais nos seguramos somente em tais fatores. Qualquer post anterior mostra que, independente dos acontecimento, e mesmo que sempre consideremos que o futebol atual é sim sujeito a interesses escusos, sempre procuramos ver qual o detalhe da partida que fez com que não superássemos os adversários e outras eventuais adversidades.

Falando pontualmente do jogo contra a mariada, vimos de nosso tradicional local, na primeira escada da bancada amarela, o adversário mais bem armado do corinthians em campo. Time consciente que soube povoar o meio campo, diferente do que tentou a bixarada, fazendo com que nossos volantes e laterais não apoiassem continuamente - o que foi potencializado por nossos erros de passe no meio campo, visto que, sem os volantes, BC foi marcado por 2 azuis e jucilei errou acima da média.

Sem que a bola chegasse redonda em nosso ataque, e errando mais que o normal, claro que não conseguimos impor nossa pressão habitual. O que não nos impediu de ter mais posse de bola e de também anular o cérebro das jogadas mineiras, com atuação de ralf perfeita sobre montillo e bom rodízio de elias e alessandro em gilberto.

Assim, sobrou ao Corinthians bolas longas e tabelas rápidas com o gordo, que bateu ao menos duas bolas com perigo, e à mariada cruzamentos longos e boas tabelas pelo meio, salvas por nossa defesa, JC ou pelo preciosismo do quase atacante tiago Ribeiro.

E é aqui que entra o chororô do pequeno time azul.

Não vamos nem discutir a cara de pau que as pessoas têm ao dizer que isso aqui não é penalti:



Se o zagueiro dos caras é burro o bastante para tentar cabecear a bola através do gordo, azar deles. Se querem dizer que aquilo não foi nada, aí já entram numa discussão desnecessária, já é querer fantasiar demais o lance.

Mas a mariada não se atém a isso: não bastasse tentar a qualquer custo a inocência do zagueiro-trator, dizem que o bambi tiago ribeiro sofreu um penalti do JC. Vamos aos fatos: o cara saiu três vezes na frente do goleiro, em uma foi desarmado tentando limpar o capitão, que nem chegaria no lance se o avante azul partisse para o arremate, em outra foi desarmado pelo goleiro, visto que todos sabemos que o ex-vila sônia somente corta para o pé direito, e na última, à la roger chinelinho, esticou uma bola que sequer pegaria e deixou o pé para o choque com nosso golerio, que mais uma vez estava bem no lance.

Falam também de impedimentos. Aliás, pelo discurso dos pães de queijo, penaltis e impedimentos podem ter decidido o campeonato.

Tomemos as últimas rodadas, e assumamos que esse discurso deles é que é correto: penaltis decidem o campeonato, especialmente aqueles que não nos marcaram contra os próprios azuis no primeiro turno, e contra avaí e flamengo no segundo; impedimento idem, sem ir muito longe, os gols irregulares que sofremos do pequeno vasco do atlético-go e os tentos que nos anularam contra o guarani realmente decidem o título.

Mas para quem perde acaba sendo mais fácil. Montillo não jogou, nossa defesa, salvo essa linha de impedimento que nossos adversários já entenderam como funciona, esteve novamente bem postada, tivemos posse de bola e assustamos em alguns chutes a gol e numa decida do Elias, o zagueiro dos caras é burro com BU maiúsculo e o atacante rosa deles tem medo de chutar para o gol. Mas nada disso concorreu para o resultado...

Se quiserem abrir os olhos para o mundo como ele é, que parem com o chororô e lembrem que aqui é Corinthians. Jogamos para ganhar, e este blog acredita que se não fossem as trapalhadas do Adilson e o corpo mole dos jogadores, o campeonato já tinha acabado.

E, como só dependemos de nossas forças, vamos deixar qualquer oba-oba de lado e lutar a cada jogo, pontuar de três em três e depois comemorar.

Assim, se os pequenos verdes e a bambizada realmente entregarem seus jogos, tal palhaçada não terá efeito prático nenhum e servirá apenas para comprovar nossa grandeza e a maediocridade que é viver na sombre de quem se teme.

Aqui é Corinthians!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

o meu corinthians (sócrates, sobre a democracia corinthiana)

Solito foi um de nossos companheiros na democracia corintiana. Ele e o irmão, o que poderíamos considerar quase um caso de nepotismo. Mais ou menos como a história do Pelé com seu irmão Zoca. De qualquer forma, é um excelente caráter e foi um grande goleiro. Mas naquele ano de 1983, ele estava na reserva. Foi quando protagonizou um dos momentos mais marcantes daquele período.

Era véspera do escrutínio mais importante da história do Corinthians, estava em jogo a preservação de um novo modo de gerir o futebol: a ativa participação dos atletas e a democratização das decisões, com liberdade e responsabilidade. Para vencermos, era necessário conquistar a maioria dos votos dos sócios e eleger a metade do conselho. Os conselheiros vitalícios (a outra metade) eram, na sua maioria, de oposição.

Democrático

Difícil! Nosso adversário – Vicente Matheus – era uma lenda viva no clube, onde raramente fora derrotado. Quase todos os jogadores também eram sócios, o que nos dava uma dupla responsabilidade. Wladimir e Zé Maria se candidataram. Houve muita especulação sobre a minha presença na lista de candidatos, mas não podia abrir mão de minhas convicções – eu rejeitava o método indireto de eleições. Sempre lutei pelo voto direto e continuo a acreditar ser esse o melhor meio de avaliação democrática. Com ele respeita-se a alternância de poder, tão necessária, principalmente naqueles tempos de ditadura militar.

Maiúsculo

Não me afastei da luta, usei, isto sim, todas as armas que possuía. Era a minha alma que estava envolvida naquele processo. Decidi e tornei público que, se por acaso perdêssemos, nunca mais jogaria no clube. Era definitivo. Quando se iniciou o processo eleitoral no Corinthians, avaliou-se que a disputa seria muito equilibrada. Todo voto seria fundamental para aumentar as chances de vitória. Como ocorre nessas condições, até os mais velhos e doentes eram contemplados com visitas, na tentativa de atraí-los para um lado ou para o outro. A polêmica ultrapassou os portões do clube. Era uma instituição democrática que estava em jogo. E as forças reacionárias entraram para valer. Às nossas cores se somaram todos os setores progressistas da sociedade: sindicatos, partidos de esquerda, formadores de opinião e muitos mais.

Obstinado

O dia a dia do clube estava pegando fogo. Nunca houve uma eleição para presidente de clube esportivo com tamanho grau de politização. Chegou a semana decisiva. No dia da eleição, um domingo, tínhamos jogo no Rio de Janeiro. Durante a semana, promovemos uma grande discussão acerca da data em que deveríamos viajar para o jogo no Maracanã. Era de interesse dos mais envolvidos na questão eleitoral ficar em Sampa até o último momento, para que pudéssemos votar e fazer a boca de urna.

Terno

Teríamos tempo suficiente pa-ra realizar as duas missões. Outros estavam reticentes. Apro-ximadamente, a metade dos companheiros não queria ou tinha medo de enfrentar a questão de frente, arriscar-se a perder a partida e ser criticado por isso. Como se o fato de viajarmos no dia anterior ao jogo aumentasse as possibilidades de vitória. Percebemos a indefinição do quadro, passamos a semana tentando convencê-los de que a prioridade era a disputa eleitoral, a qual, aliás, definiria o nosso futuro. Resolvemos, como sempre, levar a questão ao voto. Dois dias antes da partida, com o estádio cheio de torcedores que ali estavam para assistir ao treino e viver o clima das eleições, nos reunimos no meio do campo.

Altaneiro

Atletas, comissão técnica, massagistas, roupeiros e diretores se reuniram mais uma vez para decidir. Que maravilha! Um a um, fomos colocando nossos votos e as razões para a escolha. Nenhuma posição se destacava. Seu Paulo, o roupeiro, se absteve, talvez por respeito aos mais novos. Até que chegamos ao último sufrágio… empatados! Adivinhem a cara do Solito, quando todos se voltaram para ele. Acuado, ele sussurrou: sábado! Foi a mais equilibrada disputa que tivemos e a derrota mais bela. Até porque vencemos as eleições presidenciais.

Divino

Deus não tem idade. O Corinthians é muito maior que a idade que possa ter; é um símbolo, uma essência, um sentimento. É claro que o centenário tem um valor simbólico e as pessoas se reúnem em torno desse símbolo. Mas isso é secundário à importância que tem alguma coisa capaz de agregar tanta gente de origens absolutamente distintas.

E sobre o centenário, falei o seguinte ao meu amigo Vitor Birner: “Não vejo o Corinthians com idade. É como Deus”.








O ORIGINAL ESTÁ "AQUI" E O LINK QUE NOS LEVOU AO TEXTO "AQUI"

festa de família - 5 anos da fiel londrina

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Direitos Humanos no Brasil

RESERVE SUA AGENDA!

A Rede Social convida para o lançamento da 11ª edição do Relatório Direitos Humanos no Brasil.

O livro é publicado anualmente pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, com o objetivo de contribuir para o debate político, econômico e social face às diversas áreas de Direitos Humanos.

Os autores representam mais de 30 organizações sociais e apresentam um panorama dos direitos humanos no país, incluindo direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais.

Lançamento:

Dia 7 de dezembro (3ª-feira) às 19h.
Na Câmara Municipal de São Paulo – Viaduto Jacareí,100- Centro, São Paulo.

Contamos com sua presença.

Informações:

Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
(11) 3271-1237 / 3275-4789
e-mail: rede@social.org.br - www.social.org.br

festa de família - fiel são mateus

festa de família - aniversário do metaleiro

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

mídia incompetente e a informação errada...

vejam o link: http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2010/11/timao-consegue-efeito-suspensivo-e-podera-jogar-em-casa-contra-o-vasco.html

reparem como a incompetencia de um jornalista pode complicar o debate e desencontrar informações: qualquer ser dotado de um mínimo de inteligência, antes de falar sobre qualquer matéria, principalmente antes de portar-se a publicar uma reportagem jornalística, espera-se, tome ciência dos fatos e tenha um mínimo de embasamento do que relata e defende.

Pois bem: voltando ao assunto referente ao jogo de domingo, é notório em todos os canais que havia consultado antes que a torcida corinthians, como bem vem sendo ao longo desse ano, não participou de qualquer tumulto - até mesmo porque havia ganho o jogo, era domingo de festa, nada mais...

e vejam que a anta consegue, quase uma semana depois do episódio, escrever que a perda de mando de jogo decorreu de um conflito entre corinthianos e palmeirenses...

beira o absurdo, porque, sinceramente, não cremos em engano dessa estirpe... é pura incompetência mesmo... e nao me venham falar em liberdade jornalística, esta é uma atividade profissional regulamentada por norma que apregoa a divulgação dos fatos reais!

nada mais a declarar, apenas que o blog não mais usará o site como fonte de pesquisa...

porque é difícil a piada acabar...

STJD e a velha cariocada de sempre... parte II - CBF e conselho de arbitragem

nota breve para complementar a palhaçada de ontem, nosso jogo contra a mariada de minas será apitado por Sandro Meira Ricci, mineiro...

interessante notar que a diretoria do cruzeiro queria 2 árbitros, e, claro, ambos foram insertos no sorteio, e a palhaçada estava garantida...

vejam a tristeza da diretoria delas no depoimento de Valdir Barbosa, diretor de futebol: "muito boa a escolha, é um árbitro que vem se destacando no Brasileiro. É sem dúvida um dos melhores. Não temos nenhuma objeção quanto à escalação dele..."

claro que nao, nenhum cruzeirense em sã consciência teria... basta olhar os jogos que ele apitou da mineirada neste campeonato:

cruzeiro x corinthians, em 25.08.2010: jogamos bem até que tivemos um penalti a favor, a partir daí o infeliz do apito foi responsável por frear nosso time, naquele clássico engessamento de meio de campo... juca kfouri falou da arbitragem daquela noite aqui;

cruzeiro x atlético - mg, em 24.10.2010: qualquer matéria que vcs lerem de hoje falando da ridícula escalação desse cara para sábado terá depoimentos dos atleticanos, pelos quais se verá claramente que o cara do apito nao esperava que a mariada perdesse do rival, na reta final, com um estádio inteiro a favor e tentou, de todas as maneiras, ao menos arrumar um empate para a partida...

fora isso, o regulamento do campeonato, para evitar arbitragens tendencisas, veta árbitros da mesma federação ou oriundos do mesmo Estado do time mandante. Nao seria coerente, então, que valesse para mandante e vizitante? Seria, se nao fosse a CBF..

mas depois de ontem, nada mais supreende...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

STJD e a velha cariocada de sempre...

quem acompanha futebol em geral, e nao somente seu proprio time, principalmente se o faz da maneira mais cética e crítica possível, sabe bem que se não fosse o apoio do apito aquelas 10 vitórias que livraram o fluminense do rebaixamento nao teriam acontecido... na opinião do blog, a maior prova disso está na repercussão do fato: se um time qualquer fizesse aquilo por conta exclusivamente própria, entraria para história, para o rol de jogos memoráveis... mas a imprensa nem ousa mais tocar no assunto, os jogadores saíram calados, cada um para o seu canto, e o fato ja nem parece mais ter existido...

concomitantemente, flamengo, em disparada tão suspeita quanto rumo ao título, teve jogadores reincidentes absolvidos pelo Sensacional Tribunal de Justiça Desportiva, teve invasões de campo ignoradas pelo mesmo STJD, e revolucionou a regra do impedimento em diversas ocasiões...

cariocada pura... só nao mais existe o tapetão em rebaixamentos porque times de fora do rio tiveram a hombridade de arcar com as consequencias de suas más campanhas...

e cariocada nao é de hoje, nem é raro... mas o blog ainda achava que nao haveria nada na cara neste campeonato... romantismo inocente, o nosso...

hoje perdemos o mando de campo do jogo contra o vasco, pois, segundo afirma a máfia julgadora da cartolagem, infringimos, contra a porcada, os seguintes artigos do CBJD:

Art. 211. Deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização.

Art. 213. Deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desportos.


mas entao o que aconteceu para que o corinthians figure como ser tão relapso para incorrer nas duas condutas acima?

vamos ao regulamento geral de competições da CBF: infraestrutura o pacaembu tem, possui todos os alvarás definitivos necessários, enquanto alguns estádios, como o panetone, operam com alvarás provisórios, condicionados a obras e adequações que nunca acontecem; segurança idem, o estádio é aprovado pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, e o Corinthians, enquanto mandante, contrata, em atendimento à lei, o contingente médico, emergencial e policial condizente com o público máximo estimado para o evento (se ninguem comparecer, fica com o prejuízo).

Então, na prática, nao incorremos, de maneira alguma, no artigo 211...

Quanto a ser imputado no artigo 213, vejamos os fatos e concluamos se o corinthians realmente deixou de prevenir a desordem em sua praça de desporto:

1. o corinthians (ou a torcida do corinthians) em nada concorreu para os atos relacionados, estes se deram somente no tobogã, mas, em tese, o time mandante é culpado se concorrer para a culpa, quando nao previne a desordem;

2. contudo, a simples análise das fotografias mostra que a maioria dos palmeirenses arremessou objetos legalmente vendidos dentro do pacaembu... mijaram em copos, atiraram embalagens e restos de lanche... mas onde as regras são feridas? se nao houvesse venda de tais produtos, seríamos punido por falta de infra-estrutura; e não podemos ser punidos porque os porcos são porcos;

3. outros arrancaram a grade de escoamento de um dos banheiros e jogaram contra um carro de televisão. Se nao houvesse grade, novamente estaríamos pegos pela estrutura incondizente; se a grade fosse fixa ao solo, nao haveria como limpar, desentupir e higienizar, e novamente incorreríamos na mesma pena - alias, o banheiro de vizitantes da vila sonia nao vê água faz muito tempo, que punam as meninas, então...; entao qual a solução? lacrar os banheiros?

4. o último e tido como mais grave evento foi a perfuração de um cano de água... infelizmente o post foi feito às pressas e não encontramos uma fotografia que mostra a localização do cano... se alguém a encontrar, por favor, nos envie... ocorre que tal cano não fica à mostra no corredor do tobogã; sua única parte externa é por fora, sob parte da estrutura de acesso, o que significa que um fdp verde teve que subir na mureta e provavelmente ser segurado por outros infelizes para, aí sim, furar o encanamento... a culpa é nossa ou agora temos que blindar todo o estádio, colocar cercas elétricas para que nenhum suíno queira cair de 15 metros de altura?

vale repetir: cade a culpa do corinthians?

e vale repetir por um motivo: a lei brasileira determina que para alguém, pessoa física ou jurídica, ser punida por qualquer ato que seja, devem estar presentes alguns requisitos... deles, os dois mais importantes são o nexo de causalidade e a conduta...


o primeiro diz que deve haver relação lógica entre a conduta praticada e o dano lesado, o segundo diz que para ser culpável, o agente deve ter cometido (de forma ativa ou omissiva) voluntariamente a infração... voltemos aos fatos: o corinthians, como sempre tem sido, deixou o pacaembu, estádio regularizado para jogos de grande porte, à disposição da suinada com todas as devidas condições de uso, portanto nao concorreu para o vandalismo; mais ainda: o corinthians em nada instigou ou concorreu para as ações praticadas, nao houve confronto, apenas uma horda verde que, provavelmente revoltosa pela falta de noção que a levou a torcer para um time tão pequeno, decidiu pelo quebra-quebra...

ou seja, o corinthians, enquanto vítima dos fatos, é punido como se fosse culpado...

seria bizarro, se nao fosse algo vindo do STJD... o Brasil veta tribuais de exceção, alheios à esfera judicial constitucionalmente instituída... contudo, pela grandeza do futebol (popularidade + $$), pela necessidade de celeridade nas decisões e em atendimento à FIFA, permite que um colegiado privado defina os interesses do futebol...

um colegiado privado polêmico desde sua origem, afeto aos interesses cariocas e financeiros da CBF, localizado no Rio de Janeiro, e que, quando viu que a bixarada carioca nao iria com as próprias pernas, fluminensemente tirou um dos jogos delas na capital paulista e fez com que o rival direto jogasse uma partida fácil fora de seus domínios...

é o cenário perfeito: o corinthians ganha sábado, mata o cruzeiro e depois joga 3 partidas fora de casa... enquanto a cariocada joga 2 em casa, 1 fora e outra em campo neutro, contra quem nao quer mais saber do campeonato...

é justo? não, é a CBF...

só nao se esqueçam que aqui é corinthians, time de chegada, embalado e confiante... do mesmo jeito que ganhamos delas no panetone e no engenhão e que batemos as sardinhas em plena peixaria, podemos ganhar de qualquer um em qualquer lugar... não se esqueçam que AQUI É CORINTHIANS!