quarta-feira, 12 de julho de 2017

Sobre o clássico, a vantagem e o antijornalismo global proibicionista

Jogo com cara de Corinthians.

Não falamos pela vantagem.

O que nos é favorável é que, no papel, o time a ser batido não é o nosso. O superelenco não é o nosso. O time regido por um mecenas que rasga dinheiro para contratar qualquer um não é o nosso. E, sabemos, o Corinthians cresce muito em jogo assim.

Tem mais: quando a simbiose time - torcida se acerta, o Corinthians vira um trator. E, como tal, tem passado por cima de todos neste ano. Quarta força é o rabo da imprensa. Corinthians é Corinthians e comparar com vermes verdes e bixarada é um disparate, uma desconformidade histórica, um vilipêndio à Revolução Popular de Camarada Bataglia.

Taticamente, pelo momento, pelo jogo e pela armação dos times, também temos tudo bem encaixado. Entrosamento e confiança do nosso lado. Necessidade de vencer do lado dos outros 19 clubes que correm atrás, bem atrás, neste brasileiro. O que faz com que o adversário, imbuído também pelo fator casa, tenha que propor o jogo, abrir para o contragolpe, e nisso o jogo corre a nosso favor.

Precisa de Fagner e Gabriel atentos ao jogo sujo e à velocidade de Dudu. Keno é liso também; já Roger Guedes é mais correria, o que favorece nossos laterais. A defesa verde é mais forte quando ataca, então atenção à bola parada. A paciência de sempre é decisiva para mais três pontos, que são bem possíveis e almejáveis, mais até do que os que trouxemos de Porto Alegre. E que Vuadem não deixe o anão verde o fraco treinador das calças coloridas tomarem o apito, como tanto gostam de fazer, especialmente se a ordem vier de dona Crefisa, a maior compradora de acréscimos do Brasil.

Até mesmo porque o torneio já virou um Time do Povo contra todos. Há algumas rodadas, inclusive. Fosse outro o time a disparar, a manchete seria sobre a proeza. Mas é Corinthians, e tome "jornalista" querendo relativizar o campeonato, e tome campanha aberta para uma disputa mais equilibrada.

Nossa disputa atual é somente contra nós mesmos. Um pior cenário hoje ainda nos deixa com duas rodadas de frente a quem quer que seja. Não tem ninguém no retrovisor, ainda não fizeram a curva dos 30 pontos e isso é segurança suficiente para nosso time, e insegurança suficiente a ponto do GE, aquele programeco que tentou bancar o bambi ceni como treinador a qualquer custo, e que desde a Crefisa não disfarça a tendenciosidade nas matérias verdes, dizer que a derrota nossa seria importante para o campeonato.

Vamos e convenhamos. O placar de hoje interessa somente aos 20 times da competição, de maneira direta. É neles que qualquer classificação reflete. Indiretamente, reflete na torcida, nos amantes do esporte e na imprensa. E o reflexo indireto é o que alimenta a gozação, a conversa de boteco e manchete de jornal. Fosse bom o jornalista, aliás, a manchete de quinta seria sua preocupação, e não a diferença de pontos. Pergunta-se ao profissional da mídia: a que vale tal comentário senão ao clubismo escancarado? Lamentável, portanto, e mais uma vez.

Ainda sobre tal jornaleco, vale dizer que é um dos instrumentos pelo qual o proibicionismo se propaga. Acende-se um sinalizador, interrompe-se um pleito, e tome caras e bocas de represália ao vivo, na hora do almoço, como se o errado fosse o torcedor, e não a autoridade pública que não quer fazer sua parte. A última cena do jornal trouxe uma garotinha Corinthiana, segurando uma faixa de campeão paulista 2017. O pano de fundo da imagem era o mar negro e, claro, sinalizadores. Servem para o marketing, servem para vender matérias. Então para que não servem? Uma empresa de comunicações a serviço do estado repressor propaga notícias proibitivas em desfavor do cidadão. E escancara sua hipocrisia quando a força motriz é o jogo de interesses.

Mas isso não é nada de novo.

Foco no jogo da vida! Vai Corinthians de todo nós!

sábado, 1 de julho de 2017

sobre patriotas, invencibilidade, imprensa, 48 anos e botinha

Um dia o time jogaria mal, as linhas não se acertariam.

Mas é preocupante a péssima partida de Moisés, em tempos que se ventila a venda Arana, menos pelo tempo de bola (voltando de tanto tempo parado para uma titularidade na altitude) e mais pelo posicionamento absurdamente errado: a primeira bola do jogo foi tomada no costado, diversos lances estático próximo dos zagueiros, com a lateral aberta e somente passou do meio campo, o que mudou a dinâmica do jogo a nosso favor, quando visivelmente cobrado pelos próprios jogadores.

E pior é que a melhora ofensiva não se deu essencialmente por Moisés atacando, mas pelo fato de que, sem ele, romero ficava isolado na ponta esquerda, então a bola, no engajamento, saía da direita, chagava no meio e não tinha opção de inversão, tornava o jogo previsível e deixou fácil para os jogadores colombianos travarem o setor. Basta ver que nos últimos 15 minutos da primeira etapa tentamos tabelas num meio congestionado que, dentre outras coisas, matou o jogo físico do Kazim.

O blog, aliás, tem alertado para a facilidade com que tomamos inversões de bola perto da área. Os laterais fecham o perímetro, cruzamentos adversários normalmente encontram nossos jogadores, sempre em grande número, mas a bola tem girado muito fácil, mesmo contra times fracos...



Aliás, uma hora a tal da invencibilidade acabará, e a única coisa que tranquiliza é que jogadores e comissão técnica ainda não incorporaram o discurso da imprensa de favoritismo, zaga intransponível e afins. Porque a própria imprensa será a primeira a falar em crise no primeiro tropeço da equipe. Até lá, sigamos pés no chão e saibamos lidar. Isso vale especialmente para a torcida.



Domingo, aliás, a tendência é de uma invencibilidade prolongada. Botafogo é um time muito aberto, que na frente aposta em correria que contra nós não funcionou neste ano (salvo com o time reserva contra a ferroviária, mas isso é bem atípico), e que depende de jogadores facilmente marcáveis como pimpão. E mais: como teremos a semana livre, a ordem tem que ser intensidade! Depois descansa porque a semana seguinte tem ponte e vermes.


E para nunca passar em branco: parabéns aos gaviões da fiel pelos 48 anos. A festa é merecida, e que o resgate dos valores de Flávio La Selva sigam em curso. (e amanhã quem for de bancada respeito o mar negro!)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Sobre liderança, Paulo Roberto e erros (?) sistêmicos da arbitragem

Não é somente sobre ser líder: é como ser líder!

Impressionante a solidez defensiva, a consciência tática dos jogadores e o comprometimento do elenco com o estilo e o padrão treinado.

Se vê claramente que há uma proposta de jogo, um estilo que demanda esforço defensivo a partir do centroavante, e uma compactação das quatro linhas que só funciona quando o time é muito bem treinado e, principalmente, quando os jogadores compram a ideia a ponto de saber que primeiro vem o coletivo, e depois dele o brilho e o toque individual.

E isso é mérito de quem comanda o vestiário, principalmente porque falamos de um clube que, no que depende da diretoria do cone Andrade, é uma trapalhada atrás da outra.

O blog se lembra da oportunidade, em um evento, de uma pergunta feita ao então treinador do Corinthians Adenor, em que foi dito que o diferencial da equipe, ainda em 2012, e que seria o diferencial evolutivo pessoal do comandante, foi entender o lado humano dos jogadores, que no grupo tinha gente com a mãe doente, gente que bebia demais, gente que não sabia lidar com salários e imprensa, gente com maus empresários na retaguarda, e que cada um deles necessitava uma atenção pessoal (no sentido humano da coisa)... com isso, o vestiário se fechava e o resultado era refletido no campo.

Vejo boa parte da imprensa esportiva falando no que Carille aprendeu e herdou taticamente da escola de futebol do Tite. Há, claro, é inegável, essa continuidade. Mas acho que a maior lição que Adenor deixou para o time, para Fábio e os demais trabalhadores que permanecem no PSJ, é exatamente a técnica de fechar o grupo. O pós gol de ontem deixa claro: a roda dos jogadores só se fecha na comemoração quando todos os atletas que estavam no campo de ataque chegam até Jadson.

Como Carille já pediu à diretoria, se não perdermos nenhum atleta nesta janela, a perspectiva é excelente. Mas tem um outro fator: cone Andrade precisa fazer o básico até a eleição, não atrapalhar o clima, manter o salário em dia e não inventar nada eleitoramente impactante no segundo semestre.



(notinha sobre Paulo Roberto: há quem diga que no Sport ele não era tão ruim quanto figurou em nossa lateral e nos jogos anteriores. Há quem diga que era sim limitado ainda em Pernambuco. Mas ambos falam que as arrancadas eram frequentes. Então a surpresa não é nisso, mas sim na qualidade com que fechou a diagonal em que Luan costuma correr e armar bem, na capacidade de marcar a armação sem fazer faltas perto da área. Mas ainda nos parece fraco para o time. Ainda parece aquém do elenco. Mas vale lembrar, por exemplo, que Rodriguinho precisou daquele jogo contra a Ponte para ganhar confiança e tardiamente deslanchar no futebol. A ver...)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

expulsão cantada, romero (?) e mais um baita jogo da defesa

Liderança certa e conforto para jogar domingo.

Por causa de uma ótima defesa (do goleiro aos atacantes - jô correu contra lateral aos 35 do segundo tempo), por causa de oportunismo e porque o time tá jogando, desse jeito aí, consistente, e quem se acostumou com o estilo já começou a gostar!

Jo perdeu dois gols no primeiro tempo que poderiam ter matado o jogo. Um ele perdeu mesmo; outro foi no preciosismo de querer o golaço, e isso não pode. Romero é um caso raro quando o jogo não é clássico: perde bolas idiotas na defesa, caminha, dá uns carrinhos doidos... e gabriel era uma expulsão anunciada, poderia ser no primeiro tempo, foi numa falta que não fez, mas desde a suspensão arrumada para domingo, ele poderia ter dado lugar ao substituto.

Kazin é outro caso raro. Duro, grosso, mas quase guardou um golaço.

jadson precisa voltar, jogar. É mais que MG, mas tem sido menos efetivo.

De ruim, falamos no último post, às vezes a bola gira muito fácil na frente de nossa área, ainda que sem efetividade.... mas atençao a isso...



sobre domingo, boa viagem a quem vai... e se jogar com camacho, com maycon e rodriguinho mais fechados e jadson municiando as inversões de alas, vai ser corinthians!!!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

líder, boa campanha, mas cadê a nota da CBF?

O jogo no Paraná era de se esperar pesado. Adversário bem arrumado, que vinha mostrando bons jogos e que vai tirar ponto de bastante gente.

Nada que fosse determinante para nos impedir dos três pontos, que poderiam ter vindo pro PSJ se não fosse um erro (erro?) infantil da arbitragem. Lance de um/dois, coisa básica do futebol, onde Jô recebia o passe partindo de trás da linha da bola, com total visibilidade para o bandeira.

Abriríamos sonoros 8 pontos para o terceiro colocado antes da décima rodada! Muita gordura para queimar!! Graças ao apiteiro paspalhão, ficamos 5 à frente, algo considerável, mas que devia estar melhor. Mas sabemos que em terra onde os pontos corridos são ano a ano questionados, deixar o time do povo abrir frente vai contra os princípios da TV, da CBF e principalmente da Crefisa.

Preocupante somente o fato de Cássio ter trabalhado mais do que o normal em bolas alçadas em nossa área. Também o fato de termos sofrido invertidas de bola fáceis, próximas à nossa área, nas costas dos laterais. De resto, a mesma segurança de sempre, e quando quis ditar o ritmo do jogo, bom toque de bola aparecendo, o que denota que o time está aprendendo a jogar fora de casa sem sentir pressão alguma.

Mas o questionamento principal é: em nossa estreia, a imprensa martelou um suposto pênalti para a chape. Ontem relativizou o impedimento, o que é descabido já que o erro foi crasso. E mais: a dona CBF, parlapatona e ladra histórica, soltou até nota sobre a arbitragem. Vai falar sobre o impedimento mal marcado e os dois pontos que nos sacaram ou se manterá seletiva quando o assunto é o time do povo?


Desde a revolução 1913 contra tudo e contra todos, Vai Corinthians!!!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sobre ganhar mais uma do cruzeiro e sobre ser muito líder

Num primeiro tempo que o Cruzeiro optou por não fazer nada, esperar acabar para fazer o Corinthians se abrir na etapa final, o que de mais produtivo se viu foi a consciência tática de rodar a bola até a defesa abrir. O gol - junto com outras duas oportunidades de bola parada - dá um alento pra esse fundamento que temos aproveitado pouco...

Do segundo tempo, algumas coisas que se pode tirar: quando paulo roberto jogar (um dos piores que já vimos pela direita), seremos atacados por ali; tomando pressão, se viu GA caminhando, o que é inadmissível; impressionante, e Carille acaba de falar disso na coletiva, a capacidade que tivemos de trabalhar a bola, mantendo a posse, agredindo e no campo de ataque, por sequencias de mais de dois minutos.

No mais, o abafa final era esperado, só achamos que queimar a bola tão fácil, e não deixar o tempo passar com o jogo nos pés, é (ou um dia será) um tiro no pé.

No mais, são 19 em 21 pontos. Muito Significativo. Boas perspectivas se traçam.

(e vale uma nota final sobre uma postagem dos gaviões acerca do preço cobrado para os visitantes. Sempre criticamos o abuso, e nossa gestão começa a mostrar que seguirá essa mesma prática que, se é mercadológica, não é do futebol, não é social, e não é humana. Nosso repúdio)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sobre clássicos, Carille e esses 20 minutos pré-jogo contra as Marias Mineiras

Em tempo, depois de uma pausa não planejada no blog.

A quarta força tem o jogo consistente o suficiente para que digamos que, de todos os clássicos do ano, mandamos em todos, e o único que se diz que perdemos (as penalidades contra as rosas no torneio amistoso) foi o que mais tivemos chance de golear, especialmente no segundo tempo.

Quando o ano virou, a dúvida era Carille ou Loss. Carille parecia menos tarimbado que Loss. Mostrou não ser verdade. Vivência de profissional é muito diferente de ganhar tudo na base (o que, claro, não desmerece em nada o trabalho e a competência do Loss e sua participação decisiva na entrada - finalmente - da base).

Carille fez o certo. Primeiro a consistência defensiva, depois o ataque. Vimos isso com Adenor e funcionou. Time desenha uma estratégia forte o suficiente para peitar geral e ir pras cabeças na reta final.

Hoje, daqui a pouquinho, é jogo-chave. O que tranquiliza é ver o elenco na mesma batida de antes, humildade primeiro. Mano, o treinador mais tranqueira e mafioso que passou pelo PSJ desde Luxemburgo, gosta de armar contra nós, mas a mística deve pesar.

E se passar essas sete rodadas forte, vamos longe.

Vamos pra bancada que é hora de Corinthians!!!


E quem tiver sinalizador que taque fogo na porra toda!!!!!!!